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sábado, 23 de maio de 2020

Estágios do Desenvolvimento segundo Erick Erikson.





Erick Erikson ( 1902-1994)
Discípulo de Freud. Nasceu no sul da Alemanha e faleceu no Canadá. Sem formação acadêmica. Psicanalista, se destacou também em antropológica e educação.  Criou a Teoria Psicossocial – Teoria pós-freudiana. E teria ampliado em vários aspectos a teoria original de Freud.
Freud deu especial atenção ao estudo do desenvolvimento psíquico da criança e do adolescente descrevendo 5 fases do desenvolvimento psicossocial. Erikson partindo dessa teoria, procurou investigar como se dá o desenvolvimento psíquico humano ao longo da vida. Sistematizou uma teoria da personalidade que abarca 8 estágios do desenvolvimento.
Em cada um dos 8 estágios do desenvolvimento, vivenciamos conflitos psíquicos que contribuem para formação da nossa personalidade. A partir da adolescência tais conflitos recebem o nome de crise de identidade.  Erikson criou esse termo, para se referir a momentos de intensa transformação aos quais passamos ao alongo da vida. Momentos de virada, nos quais a identidade pode sair fortalecida ou enfraquecida.
Ele considerava que sua teoria era uma extensão da teoria da psicanálise freudiana. Além disso, Erikson diverge de Freud em pontos importantes. Além disse entende que as influencias culturais e históricas tem um papel muito mais importante no desenvolvimento da personalidade, do que Freud percebia.
Na Teoria Freudiana, Freud retrata a relação entre o ID o EGO e o SUPEREGO como uma relação conflituosa.
·       ID é a estrutura totalmente inconsciente da psique, que vive em busca do prazer e da liberação de tensões. 
·       O Ego surge para controlar as exigências cegas do ID considerando os limites impostos pela realidade.
·       O superego é o juízo implacável que tenta a todo custo reprimir os desejos do ID e orientar a psique na direção dos ideais e dos valores morais dentro dos quais os individuo foi criado.
Assim Freud viu o ego como uma estrutura, que tenta fazer o meio de campo entre a impulsividade do ID, a tirania do superego e as pressões do mundo externo. Por isso o ego que é o centro da personalidade é uma estrutura psíquica sobrecarregada e vulnerável, mesmo nas pessoas psicologicamente saudáveis.
Erikson percebe o ego um pouco diferente de Freud. Para ele o ego é uma força positiva geradora de auto identidade, do autoconceito, da sensação de eu.
É uma estrutura que favorece nossa adaptação aos vários conflitos e crises ,que possamos ao longo da vida, impedindo que percamos a nossa individualidade frente as pressões sociais.
Na infância o ego é frágil e maleável. Na adolescência começa a ganhar força e forma. Ao longo da vida ele unifica a personalidade e mantém a sua integralidade.
O ego segundo Erikson é uma agenda psíquica parcialmente consciente e, parcialmente inconsciente, que organiza e sintetiza nossa experiencia fazendo uma relação entre o que vivenciamos hoje, o que vivemos no passado, e o que projetamos para nossa identidade futura.
O Ego é nossa habilidade de unificar experiencias e ações de maneira a gerar equilíbrio psíquico e garantir nossa adaptabilidade ao mundo em que estamos.
Segundo Erikson, o EGO se constitui de 3 aspectos inter-relacionados:
·       Ego corporal – refere-se as experiências ligadas ao nosso corpo. A forma de como diferenciamos o nosso corpo físico das outras pessoas., nosso eu físico. Podemos estar satisfeitos ou não com as aparências de nosso corpo, mas todos diferenciam e reconhecem seu próprio corpo dos demais.
·       Ideal do Ego – representa a imagem que fazemos de nós em comparação a um eu, que idealizamos. Essa comparação entre a imagem que fazemos de nós e a imagem ideal é o responsável pela nossa realização ou não, satisfação ou não, não apenas no aspecto físico, mas de uma forma integral. Todos idealizamos um corpo e uma personalidade que gostaríamos de ter, o ideal do ego é uma espécie de comparação entre o que gostaríamos de ser e aquilo que acreditamos ser.
·       Identidade do Ego – é a imagem que temos a respeito de nós mesmos no que se refere aos diversos papéis que representamos. É como nos vemos enquanto filhos, profissionais amigos, enfim, todos os papéis sociais que desempenhamos cotidianamente.
Os três aspectos acima, experimentam rápidas alterações durante a adolescência, mas modificações ocorrem em todos esses aspectos durante toda a vida. Erikson afirma que, as capacidades com as quais nascemos são importantes par ao desenvolvimento da personalidade, mas o ego em grande parte emerge a partir da sociedade e é por ela, modelado, o que vai de encontro a teoria de Freud, que enfatiza mais os fatores biológicos.
Segundo Erikson, o ego existe enquanto potencial ao nascer mas, ele precisa emergir num ambiente cultural, onde as variações de cultura para cultura, tendem a modelar as personalidades  de maneira que elas se encaixem aos valores e necessidade de cada sociedade. Isso começa acontecer nas formas nas quais as crianças vão sendo criadas em cada lugar.
OS 8 ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO DE ERICK ERIKSON.
As 8 idades do homem.
Ao longo da vida enfrentamos conflitos psíquicos específicos que ajudam no desenvolvimento de nossa personalidade. Cada estágio dele traz o nome desses conflitos.
1-    CONFIANÇA X DESCONFIANÇA

·       0 ao 1 ano de idade.
·        Equivale a fase oral descrita por Freud.
·       Durante os primeiros 18 meses de vida o bebê terá experiências que o levará a confiar ou não, em sua mãe, e outras pessoas.
o   Se o bebê é alimentado, higienizado e acariciado de forma adequado desenvolverá a confiança.
o   Se o bebê vivencia isso de forma inadequada vai desenvolver a desconfiança
o   É preciso desenvolver tanto a confiança como a desconfiança.
“– Eu sinto que a primeira atitude psicossocial básica a se aprender é a que pode confiar em sua mãe, de que ela voltará e te alimentará, que pode confiar que ela te dará a coisa certa, na quantidade certa, na hora certa. Saber que quando estiver desconfortável ela virá e te deixará confortável. Isso é confiança básica. Os homens precisam aprender isso, diferente dos animais que fazem isso instintivamente. A mãe tem que ensinar. Então, nas diferentes culturas e classes, as formas de criar criança ,ensinam por diferentes modos. Mas a desconfiança é igualmente importante. Queira perdoar minha contradição por um momento. Acontece tão fácil de as pessoas excluírem a desconfiança, a dúvida, a vergonha e todas essas coisas, estabelecendo meramente uma escala de virtudes. Como se a confiança viesse primeiro, mas a confiança e a desconfiança são nossas atitudes sociais básicas. As usamos constantemente. Quando se está numa situação, temos que saber diferencias se podemos confiar ou desconfiar. A desconfiança significa reconhecer o perigo, antecipar desconfortos e por aí vai.”(Entrevista com Erick Erikson, June 1964 com Richard Evans – Universidade de Houston.)

2-    AUTONOMIA X VERGONHA )

·       2 ao 3 anos
·       Equivale a fase anal da teoria freudiana.
·       O conflito psíquico importante é o que se dá entre a autonomia e a vergonha. A criança desmama por conta da maturação biológica. Aprende a se locomover e a controlar os esfíncteres.
·       Processo gradual e liberação em relação a figura materna que proporciona a criança um sentimento progressivo de independência e autonomia.
·       Surge forte desejo por auto direção. Quer fazer tudo sozinha e explorar o ambiente ao máximo. Quando os adultos permitem que a criança explore o ambiente e tenha a oportunidade de faze-las sozinha, sem censurá-las, quando comete erros, as necessidades de independência da criança são atendidas alimentando seu sentimento de autonomia.
·       Crianças que tem sua autonomia tolhida. Adultos que fazem tudo no lugar da criança por subestimar as capacidades dela, seja por quererem fazer as coisas do jeito adulto, e punindo a curiosidade da criança pelo ambiente ou sua incapacidade de controlar a evacuação por perfeição, instalam -se sentimentos de vergonha e demérito pessoal. A criança passa a duvidar de sua própria capacidade de poder dirigir seu próprio comportamento.

3-    INICIATIVA X CULPA

a.     3 aos 6 anos
b.     Equivale a fase fálica de Freud
c.     Desenvolve sua identidade como menino ou menina, segundo Erikson. Nesse período a menina ou menino se identificara com seu progenitor do mesmo sexo, copiando aspectos do seu comportamento. A menina exibirá sua feminilidade e o menino sua masculinidade.
d.     O menino tende a antagonizar com o pai e a menina com a mãe. Comportamentos naturais, passageiros e fundamentais para a formação da personalidade.
e.     A censura dos adultos seja pela punição, ridicularização ou sarcasmo, pode criar na criança, fortes sentimentos de diminuição e culpa, em reação a própria identidade. Ao expressar seus desejos as criança demonstra seu desejo de  vir  a ser um adulto completo. Desenvolver-se com segurança e propósito. É importante que ela não se sinta diminuída nem culpada por manifestar seus sentimentos.
“– Ele começa a imaginar objetivos. Isso tem a ver com iniciativa porque ele começa, por exemplo, a se identificar com pessoas cujo trabalho ou cuja personalidade ele pode apreciar. E ele começa a pensar em ser adulto. Tudo isso, acredito, começa pelo propósito. Quando ele brinca, não é só uma questão de diversão, ou de praticar sua vontade ou sua habilidade de manusear. Ele começa a ter projetos nesse estágio.” (Entrevista com Erick Erikson, June 1964 com Richard Evans – Universidade de Houston.)
Erikson considera que as crianças nesse estágio devem receber esclarecimentos sexuais, dentro das capacidades de compreensão e na medida em que, suas curiosidades forem surgindo.

4-    DOMÍNIO X INFERIORIDADE

·       7 aos 12 anos
·       Equivale a fase de latência de Freud.
·       Se interessa em desenvolver habilidade dentro da escola e fora dela. Ler, escrever, calcular, aprender jogo, realizar atividades físicas, colecionar objetos, enfim, toda energia e motivação se referem ao desenvolvimento de competências.
·       As novas aprendizagens e ação sobre o mundo desenvolve na criança o sentimento de domínio.  Quando elas não são encorajadas a tomar parte nas atividades por outras pessoas, ou é rejeitada, desenvolve o sentimento de inferioridade.

5-    IDENTIDADE X CONFUSÃO DE PAPÉIS.
·       12 aos 18 anos
·       Equivale a fase genital da teoria freudiana
·       Busca entender a si mesmo. Primeira crise de identidade.
·       Ao longo da infância, a criança conviveu com muitas pessoas, desenvolveu identificações com algumas delas, e em consequência foi adquirindo características de amigos pais e professores.
·       Na adolescência, ele abandonará algumas dessas características e fortalecerá outras, e incansavelmente, tentará achar a si mesmo.
·       Raramente se identificam com os pais, não aceitam intromissão, rejeitam seus valores. É um esforço de separar sua identidade da de seus pais.  O adolescente tem uma grande necessidade de pertencer a um grupo social, formado por pessoas de sua idade.  Ser parte de tal grupo, ajuda o adolescente a encontrar sua identidade no contexto social.
·       Ao conseguir definir sua identidade desenvolve o sentimento de coerência interna, se sentido uma pessoa integrada e única. Nem sempre o adolescente consegue alcançar essa tarefa, sofrendo a chamada difusão de identidade quando ele não consegue encontrar a si mesmo.
“- Sim, eu sugiro que nesse estágio ele tem capacidade cognitivas para buscar seus interesse sociais. Agora, ele quer saber onde se encaixa nessa cultura. Você encontra isso nas culturas primitivas, nos rituais da puberdade que lhe dizem primeiro qual o seu lugar. Que ele pertence a uma certa tribo, a um certo clã, e por aí vai. Claro que quanto mais temos escolhas livres em uma cultura, na qual um adolescente pode decidir quem será, você também tem mais conflitos em relação a isso. Quanto menos restrições numa sociedade livre, maiores conflitos terão, maiores os problemas com a identidade. Mas, claro, não defendo que as identidades devem sempre ser tão pré-determinadas que você não tenha escolha. Pois, se você tem que se conformar em papéis absolutos, algumas pessoas são postas de lado, e simplesmente, não sobrevivem em tribos primitivas por não se encaixarem nisso.,

6-    INTIMIDADE X ISOLAMENTO

·       18 aos 30 anos
·       Fase genital da teoria freudiana
·       O jovem tem interesse em fundir sua identidade com a de outras pessoas. Quer dizer entregar-se em relações de intimidade, as quais será fiel, se entregando a compromissos e sacrifícios. Está pronto para assumir uma relação sexual e afetiva duradoura. Pertencer inteiramente a um grupo religioso a um movimento político. Manter uma amizade profunda e sincera. Ele está pronto para doar-se, para sair de si mesmo sem medo de perder a própria identidade.
·       Caso não tenha atingido essa condição de integridade do eu, terá dificuldade de envolver-se genuína e profundamente com outras pessoas, fugindo da intimidade, convivendo com uma profunda sensação de isolamento e distanciamento.
“- A intimidade é realmente a habilidade de fundir sua identidade à de outro, sem o medo de que você perderá algo de si. É por isso, que nesse estágio, o casamento se torna possível. Quando o casamento não funciona é porque isso não se desenvolve. É uma das razões em que os casamentos entre pessoas muito jovens tendem a não dar certo. Porque algumas pessoas jovens casam para encontrar suas identidades através do casamento, ou encontrar suas identidades em outra pessoa, o que não é possível. Para ser realmente íntimo, você precisa ser capaz de ter uma identidade muito firme já desenvolvida.

7-    GENERATIVIDADE X AUTOABSORÇÃO

·       30 aos 60 anos
·       Fase genital da teoria freudiana
·       O adulto interessa-se por criar, cuidar e orientar uma nova geração. É a generatividade.
·       Erikson percebe que as pessoas maduras apresentam uma grande necessidade em se sentirem responsável por crianças e jovens.
·       Aos se sentirem necessários, sentem-se estimulados. Quando não ocorre, há um sentimento de estagnação e infecundidade.
·       A generatividade pode se realizar pela procriação, mas também, pode se manifestar por atividades relacionadas ao cuidado e a orientação da infância.
“- Eu penso que nesse estágio, que a ética, a ética madura, se torna possível. Porque agora você aprende a se tornar responsável pelo que está criando. Agora, eu evito o termo “criatividade”. Generatividade significa gerar, produzir algo. Com isso, me refiro a tudo que é gerador. Filhos, produtos, ideias, obas de arte. Com isso uma pessoa pode se realizar, mesmo não tendo sido reconhecida (EX: Picasso) , mesmo não tendo filhos já que generatividade também é ser útil a filhos dos outros, como fazem os professores por exemplo. Ou quando alguém se preocupa em gerar ideias. Não o fazer pode gerar frustrações, isso Freud sempre enfatizou.

8-     INTEGRIDADE DO EGO X DESESPERANÇA

·       60 anos de idade, em diante.
·       Fase genital da teoria freudiana
·       O adulto que tiver resolvido de forma satisfatória todos os conflitos dos estágios anteriores e desenvolvido a capacidade da solidariedade humana, terá condições psíquicas para lidar com a crise final ligada a desintegração e a morte. Aqueles que não tenham desenvolvido suficientemente a integração do ego, experimentarão sentimentos de desespero e que não há mais tempo para retornar e experimentar diferentes possibilidades da vida.
·       A integridade do ego leva ao sentimento de união com a humanidade, a sabedoria e a esperança. A falta de integridade do ego leva a desesperança e ao temor da morte.

sábado, 28 de setembro de 2019

Erik Erikson e a Teoria Psicossocial do Desenvolvimento Humano

Erik Homburger Erikson nasceu em Frankfurt, Alemanha, em 1902 (vindo a falecer em 1994). Foi trabalhar em uma escola para pacientes submetidos à psicanálise, contatando o grupo de Anna Freud. Em 1933,  mudou-se para os Estados Unidos, tornou-se o primeiro psicanalista infantil americano.

Embora Erikson não negasse a teoria freudiana sobre desenvolvimento psicossexual, mudou seu enfoque desta, para o problema da identidade e das crises do ego, ancorado em um contexto sociocultural.  

Com sua teoria, Anna Freud também transformou os estágios psicossexuais de seu pai em estágios de busca de domínio do ego, dando a base para os estudos de Erik Erikson. Esta fase na Psicanálise ficou conhecida como época da “Psicologia do Ego”, onde se diminuía a ênfase no inconsciente (Hall, et. al., 2000). 

Em meados do século XX, Erikson começa a construir sua teoria psicossocial do desenvolvimento humano, repensando vários conceitos de Freud, sempre considerando o ser humano como um ser social, antes de tudo, um ser que vive em grupo e sofre a pressão e a influência deste

Contribuições importantes à Psicanálise, segundo a teoria de Erikson:
  • deixa uma teoria na qual o ego tem uma concepção ampliada e realiza estudos psicohistóricos.
  • Distribuiu o desenvolvimento humano em fases (Estágios psicossociais)cujos nomes designam um determinado conflito da fase.
  • Desviou-se do foco fundamental da sexualidade para as relações sociais.
  • Observou que, o que construímos na infância em termos de personalidade não é totalmente fixo e pode ser parcialmente modificado por experiências posteriores.
  • Em cada fase, o indivíduo cresce a partir das exigências internas de seu ego, mas também das exigências do meio em que vive, sendo portanto essencial a análise da cultura e da sociedade em que vive o sujeito em questão.
  • Em cada estágio o ego passa por uma crise (que dá nome ao estágio). Esta crise pode ter um desfecho positivo (ritualização) ou negativo (ritualismo). Da solução positiva, da crise, surge um ego mais rico e forteda solução negativa temos um ego mais fragilizado
  • A cada crise, a personalidade vai se reestruturando e se reformulando de acordo com as experiências vividas, enquanto o ego vai se adaptando a seus sucessos e fracassos.
  • Ao sair das crises do ego ou estágios, o sujeito sairia com um ego (no sentido freudiano) mais fortalecido ou mais frágil, de acordo com sua vivência do conflito, e este final de crise influenciaria diretamente o próximo estágio, de forma que o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo estaria completamente imbricado no seu contexto social, palco destas crises. 
AS CRISES DO EGO:

1. Confiança Básica x Desconfiança Básica 

É a infância inicial (estágio oral freudiano).A atenção do bebê se volta à pessoa que provê seu conforto, que satisfaz suas ansiedades e necessidades em um espaço do tempo suportável: a mãe. A mãe lhe dá garantias de que não está abandonado à própria sorte no mundo. Assim se estabelece a primeira relação social do bebê.

E justamente sentindo falta da mãe que a criança começa a lidar com algo que Erikson chama de força básica (cada fase tem a sua força característica). Nesta, a força que nasce é a esperança. Quando o bebê se dá conta de que sua mãe não está ali, ou está demorando a voltar, cria-se a esperança de sua volta. E quando a mãe volta, ele compreende que é possível querer e esperar, porque isso vai se realizar; ele começa a entender que objetos ou pessoas existem, embora esteja fora – temporariamente – de seu campo de visão. 

Quando o bebê vivencia positivamente estas descobertas, e quando a mãe confirma suas expectativas e esperanças, surge a confiança básicaou seja, a criança tem a sensação de que o mundo é bom, que as coisas podem ser reais e confiáveis. Do contrário, surge a desconfiança básica, o sentimento de que mundo não corresponde, que é mau ingrato. A partir daí, já podemos perceber alguns traços da personalidade se formando, ainda que em tão tenra idade (Erikson, 1987 e 1976). 

É importante que a criança conviva com pequenas frustrações, pois é daí que ela vai aprender a definir quais esperanças são possíveis de serem realizadas, dando a noção do que Erikson chamou de ordem cósmica, ou seja, as regras que regem o mundo. Nesta fase também o bebê tem a ideia de sua mãe como um ser supremo, numinoso, iluminado. Nesta mesma época, começam as identificações com a mãe, que é por enquanto, a única referência social que a criança tem. 

Se esta identificação for positiva, se a mãe corresponder, ele vai criar o seu primeiro e bom conceito de si e do mundo (representado pela mãe). Se a identificação for negativa, temos o idolismo, ou seja, o culto a um herói, onde o bebê acha que nunca vai chegar ao nível de sua mãe, que ela é demasiadamente capaz e boa, e que ele não se identifica assim. Inicialmente, a criança vai se tornar agressiva e desconfiada; mais tarde, elas vão se tornar menos competentes, menos entusiasmadas, menos persistentes. 

importância da confiança básica é devida, segundo Erikson, ao fato de implicar a ideia de que a criança “não só aprendeu a confiar na uniformidade e na continuidade dos provedores externos, mas também em si próprio e na capacidade dos próprios órgãos para fazer frente ao seus impulsos e anseios” (1987, p.102). 

2. Autonomia x Vergonha e Dúvida 

Estágio anal freudiano, a criança já tem algum controle de seus movimentos musculares, então direciona sua energia às experiências ligadas à atividade exploratória e à conquista da autonomia. Porém, 
logo a criança começa a compreender que não pode usar sua energia exploratória à vontade, que tem que respeitar certas regras sociais e incorporá-las ao seu ser, fazendo assim uma equação entre manutenção muscular, conservação e controle (Erikson, 1976). 

A aceitação deste controle social pela criança implica no aprendizado – ou no início deste – do que se espera dela, quais são seus privilégios, obrigações e limitações. Deste aprendizado surge também a capacidade e as atitudes judiciosas, ou seja, surge o poder de julgamento a criança, já que ela está aprendendo as regras. 

 A questão é que os adultos, para fazerem as crianças aprenderem tais regras – como a de ir ao banheiro, tão enfatizada por Freud – fazem uso da vergonha e ao mesmo tempo do encorajamento para dar o nível certo de autonomia. 

Expor a criança à vergonha constante, o adulto pode estimular o descaramento e a dissimulação, como formas reativas de defesa, ou o sentimento permanente de vergonha e dúvida de suas capacidades e potencialidades. 

 Na aprendizagem do controle, seja do autocontrole o do controle social, temos o nascimento da força básica da vontade, que, manifestada na livre escolha, é o precedente essencial para o crescimento sadio da autonomia. Essa vontade se manifesta em várias situações práticas, como a manipulação de objetos, a verbalização eu se inicia, a locomoção que avança em suas capacidades, tudo o que possibilite uma atividade exploratória mais autônoma e independente.

Neste estágio, o principal cuidado que os pais tem que tomar é dar o grau certo de autonomia à criança. Se é exigida demais, ela verá que não consegue dar conta e sua autoestima vai baixar. Se ela é pouco exigida, ela tem a sensação de abandono e de dúvida de suas capacidades. Se a criança é amparada ou protegida demais, ela vai se tornar frágil, insegura e envergonhada. Se ela for pouco amparada, ela se sentirá exigida além de suas capacidades. 

Vemos portanto que os pais tem que dar à criança a sensação de autonomia e, ao mesmo tempo, estar sempre por perto, prontos a auxilia-la nos momentos em que a tarefa estiver além de suas capacidades. Se a criança se sentir envergonhada demais por não conseguir dar conta de determinada coisa ou se os pais reprimem demais sua autonomia, ela vai entender que todo o problema dela, toda a dúvida e a vergonha vieram de seus pais, adultos, objetos externos.Com isso, começará a ficar tensa na presença deles e de outros adultos, e poderá achar que somente pode se expressar longe deles. 

3. Iniciativa x Culpa 

Fase fálica freudiana, a criança já conseguiu a confiança, e a autonomia, com a expansão motora e o controle. Agora, cabe associar á autonomia e à confiança, a iniciativa, pela expansão intelectual. A combinação confiança-autonomia dá à criança um sentimento de determinação, alavanca para a iniciativa. 

Com a alfabetização e a ampliação de seu círculo de contatos, a criança adquire o crescimento intelectual necessário para apurar sua capacidade de planejamento e realização(Erikson, 1987, p.116).



 Quando ela já se sente capaz de planejar e realizar, ou seja, ela tem um propósito, ela tende a duas atitudes: numa delas, a criança pode ficar fixada pela busca de determinadas metas. Freud descreveu uma destas fixações a qual chamou de Complexo de Édipo, onde a criança nutre expectativas genitais com o pai do sexo oposto

Quando a criança se empolga na busca de objetivos além de suas possibilidades, ela se sente culpada, pois não consegue realizar o que desejou ou sabe que o que desejou não é aceitável socialmente, e precisa de alguma forma conter e reinvestir a carga de energia que mobilizou. Então, ela fantasia (muitas vezes magicamente) para fugir da tensão. Geralmente tais objetivos se dão no plano sexual e na vida adulta o não resolvimento da falta de iniciativa pode causar patologias sexuais (repressão, impotência) ou pode ser ainda expressos pela somatização do conflito (doenças psicossomáticas). O despertar de um sentimento de culpa, na mente da criança, poderá ficar atrelado à sensação de fracasso, o que gera uma ansiedade em torno de atitudes futuras (Erikson, 1987, p. 119). 

 Nesta fase, as crianças querem que os adultos lhes deem responsabilidades, como arrumar a casa, varrer o quintal ou ajudar a consertar algo. É muito importante que os adultos lhes mostrem também que há certas coisas que ainda não podem fazer, embora possam permitir ajudas em algumas atividades. Quando a criança se dá conta de que realmente existem coisas que estão fora de suas capacidades (ainda), ela se contenta, não em fantasiar, mas sim em realizar uma espécie de “treino”, o que, na verdade, se constitui num teste de personalidade que a criança aplica em si. Para isso, ela utiliza jogos, testando sua capacidade mental, dramatizações, testando várias personalidades nela mesma, e brinquedos, que proporcionam uma realidade intermediária. Tudo isso é o que faz a conexão sadia do mundo interno e externo da criança nesta fase. 

 Erikson alerta ainda para o perigo da personificação. Quando a criança, tentando escapar da frustração de ser incapaz para algumas coisas, exagera na fantasia de ter outras personalidades, de ser totalmente diferente do que é várias vezes, ela pode se tornar compulsiva por esconder seu verdadeiro “eu”; nesse caso, pode passar a sua vida desempenhando “papéis”,e afastar-se cada vez mais do contato consigo mesmo. 

4. Diligência x Inferioridade 

Erikson deu um destaque a esta fase que, contraditoriamente, foi a menos explorada por Freud, no esquema freudiano, corresponde à fase de Latência, por julgá-la um período de adormecimento sexualPeríodo é marcado, para Erikson, pelo controle, mas um controle diferente do que já discutimos. Aqui, trata-se do controle da atividade, tanto física como intelectual, no sentido de equilibrá-la às regras do método de aprendizado formal, já que o principal contato social se dá na escola ou em outro meio de convívio mais amplo do que o familiar. 

 Com a educação formal, além do desempenho das funções intelectuais, a criança aprende o que é valorizado no mundo adulto, e tenta se adaptar a ele. Da ideia de propósito, ela passa à ideia de perseverança, ou seja, a criança aprende a valorizar e, até mesmo, reconhece que podem existir recompensas a longo prazo de suas atitudes atuais, fazendo surgir, portanto, um interesse pelo futuro. Nesta fase, começam os interesses por instrumentos de trabalho, pois trabalho remete à questão da competência. 


A criança nesta idade sente que adquiriu competência ao dedicar-se e concluir uma tarefa, e sente que adquiriu habilidade se tal tarefa foi realizada satisfatoriamente. Este prazer de realização é o que dá forças para o ego não regredir nem se sentir inferior. Se falhas seguidas ocorrerem, seja por falta de ajuda ou por excesso de exigência, o ego pode se sentir levemente inferior e regredir, retornando às fantasias da fase anterior ou simplesmente entrando em inércia. Além disso, a criança agora precisa de uma forma ideal, ou seja, regulada e metódica, para canalizar sua energia psíquica. Ela encontra esta forma no trabalho/estudo, que lhe dá a sensação de conquista e de ordem, preparando-o para o futuro, que, aos poucos, passa a ser uma das preocupações da criança. É nesta fase que ela começa a dizer, com segurança aparente, o que “quer ser quando crescer”, como uma iniciação no campo das responsabilidades e dos planejamentos. A ordem e as formas técnicas passam a ser importantes para as crianças desta fase. 

Mas Erikson alerta para o formalismo, ou seja, a repetição obsessiva de formalidades sem sentido algum para determinadas ocasiões, o que empobrece a personalidade e prejudica as relações sociais da criança. 

 5. Identidade x Confusão de Identidade

Fase onde ele desenvolveu mais trabalhos, tendo dedicado um livro inteiro à questão da chamada crise de identidade. Em seus estudos, Erikson ressalta que o adolescente precisa de segurança frente a todas as transformações – físicas e psicológicas – do período. Essa segurança ele encontra na forma de sua identidade, que foi construída por seu ego em todos os estágios anteriores. 

 Esse sentimento de identidade se expressa nas seguintes questões, presentes para o adolescente: sou diferente dos meus pais? O que sou? O que quero ser?. Respondendo a essas questões, o adolescente pretende se encaixar em algum papel na sociedade. Daí vem a questão da escolha vocacional, dos grupos que frequenta, de suas metas para o futuro, da escolha do par, etc. Existe aí também o surgimento do envolvimento ideológico, que é o que comanda a formação de grupos na adolescência, segundo Erikson. O ser humano precisa sentir que determinado grupo apóia suas idéias e sua identidade. Mas se o adolescente desenvolver uma forte identificação com determinado grupo, surge o fanatismo, e ele passa a não mais defender suas idéias com seus argumentos, mas defende cegamente algo que se apossou de suas idéias próprias. Erikson discute a integração de adolescentes em grupos nazistas e fascistas, por exemplo, em Erikson (1987). 

Toda a preocupação do adolescente em encontrar um papel social provoca uma confusão de identidade, afinal, a preocupação com a opinião alheia faz com que o adolescente modifique o tempo todo suas atitudes, remodelando sua personalidade muitas vezes em um período muito curto, seguindo o mesmo ritmo das transformações físicas que acontecem com ele.

 Erikson lembra que o se humano mantém suas defesas para sobreviver. Ao sinal de qualquer problema, uma delas pode ser ativada. Nesta confusão de identidade, o adolescente pode se sentir vazio, isolado, ansioso, sentindo-se também, muitas vezes, incapaz de se encaixar no mundo adulto, o que pode muitas vezes levar a uma regressão. Também pode acontecer de o jovem projetar suas tendências em outras pessoas, por ele mesmo não suportar sua identidade. Aliás, este é um dos mecanismos apontados por Erikson como base para a formação de preconceitos e discriminações

 Porém, a confusão de identidade pode ter um bom desfecho: em meio á crise, quanto melhor o adolescente tiver resolvido suas crises anteriores, mais possibilidades terá de alcançar aqui a estabilização da identidadeQuando esta identidade estiver firme, ele será capaz de ser estável com os outros, conquistando, segundo Erikson, a lealdade e a fidelidade consigo mesmo, com seus propósitos, conquistando o senso de identidade contínua. 

6. Intimidade x Isolamento 

Ao estabelecer uma identidade definitiva e bem fortalecida, o indivíduo estará pronto para uni-la à identidade de outra pessoa, sem se sentir ameaçado. Esta união caracteriza esta fase. Existe agora a possibilidade de associação com intimidade, parceira e colaboração. Podemos agora falar na associação de um ego ao outro.

Para que essa associação seja positiva, é preciso que a pessoa tenha construído, ao longo dos ciclos anteriores, um ego forte e autônomo o suficiente para aceitar o convívio com outro ego sem se sentir anulado ou ameaçado. Quando isso não acontece, ou seja, o ego não é suficientemente seguro, a pessoa irá preferir o isolamento à união, pois terá medo de compromissos, numa atitude de “preservar” seu ego frágil. Quando esse isolamento ocorre por um período curto, não é negativo, pois todos precisam de um tempo de isolamento para amadurecer o ego um pouco mais ou então para certificar-se de que ele busca realmente uma associação. Porém, quando a pessoa se recusa por um longo tempo a assumir qualquer tipo de compromisso, pode-se dizer que é um desfecho negativo para sua crise. 

 Um risco apontado por Erikson para esta fase é o elitismo, ou seja, quando há formação de grupos exclusivos que são uma forma de narcisismo comunal. Um ego estável é minimamente flexível e consegue se relacionar com um conjunto variável de personalidades diferentes. Quando se forma um grupo fechado, onde se limita muito o tipo de ego com o qual se relaciona, poderemos falar em elitismo. 

7.Generatividade x Estagnação 

Nesta fase, o indivíduo tem a preocupação com tudo o que pode ser gerado, desde filhos até idéias e produtos. Ele se dedica à geração e ao cuidado com o que gerou, o que é muito visível na transmissão dos valores sociais de pai para filho. Esta é a fase em que o ser humano sente que sua personalidade foi enriquecida – e não modificada – com tais ensinamentos. Isso acontece porque existe uma necessidade inerente ao homem de transmitir, de ensinar. É uma forma de fazer-se sobreviver, de fazer valer todo o esforço de sua vida, de saber que tem um pouco de si nos outros. Isso impede a absorção do ser em si mesmo e também a transmissão de uma cultura. 

 Caso esta transmissão não ocorra, o indivíduo se dá conta de que tudo o que fez e tudo o que construiu não valei a pena, não teve um porquê, já que não existe como dar prosseguimento, seja em forma de um filho, um sócio, uma empresa ou uma pesquisa. 

Nesta fase também a pessoa tem um cuidado com a tradição e, por ser “mais velho”, pensa que tem alguma autoridade sobre os mais novos. Quando o indivíduo começa a pensar que pode se utilizar em excesso de sua autoridade, em nome do cuidado, surge o autoritarismo. Cada vez mais esta fase tem se ampliado. Até algumas décadas atrás, a forma de viver esta fase era casando e criando filhos, principalmente para a mulher. Hoje, com uma gama maior de escolhas a serem feitas, as formas de expressar a generatividade também se ampliam, de forma que as principais aquisições desta fase, como dar e receber, criar e manter, podem ser vividas em diversos planos relacionais, não somente na família. Segundo os autores, são diversas formas de não se cair no marasmo da lamentação, que Erikson chama de estagnação. 

8. Integridade x desespero 

Agora é tempo do ser humano refletir, rever sua vida, o que fez, o que deixou de fazer. Pensa principalmente em termos de ordem e significado de suas realizações. Essa retrospectiva pode ser vivenciada de diferentes formas. 

A pessoa pode simplesmente entrar em desespero ao ver a morte se aproximando. Surge um sentimento de que o tempo acabou, que agora resta o fim de tudo, que nada mais pode fazer pela sociedade, pela família, por nada. São aquelas pessoas que vivem em eterna nostalgia e tristeza por sua velhice. 

A vivência também pode ser positiva. A pessoa sente a sensação de dever cumprido, experimenta o sentimento de dignidade e integridade, e divide sua experiência e sabedoria. Existe ainda o perigo do indivíduo se julgar o mais sábio, e impor suas opiniões em nome de sua idade e experiência. 

 Erikson fala de duas principais possibilidades: procurar novas formas de estruturar o tempo e utilizar sua experiência de vida em prol de viver bem os últimos anos ou estagnar diante “do terrível fim”, quando desaparecem pouco a pouco todas as fontes de carícia se vão e o desespero toma conta da pessoa. Erikson (1987), faz uma ressalva acerca das crises e de suas conseqüências na construção da personalidade. Em suas palavras, “uma personalidade saudável domina ativamente seu meio, demonstra possuir uma certa unidade de personalidade (...). De fato, podemos dizer que a infância se define pela ausência inicial desses critérios e de seu desenvolvimento gradual em passos complexos de crescente diferenciação. Como é, pois, que uma personalidade vital cresce ou, por assim dizer, advém das fases sucessivas da crescente capacidade de adaptação às necessidades da vida – com alguma sobras de entusiasmo vital?” (Erikson, 1987, p. 91) 

Teoria do Plano de Vida

Segundo Erikson, durante o ciclo vital construiríamos o que ele denomina plano de vida, um curso, um roteiro segundo o qual as crises do ego vão se desenrolar de certa maneira, que parece ter sido determinada pela infância, pelas primeiras crises do sujeito. 

Alguns marcos de passagem e montagem do plano de vida de Erikson:
  •  A construção da confiança básica,
  • A iniciativa, onde ficam arraigados os ideais e os propósitos, importante elemento da formação da identidade.
  •  A indispensável contribuição da fase da iniciativa para o desenvolvimento ulterior da identidade consiste com a realização plena da gama de capacidades do indivíduo. 
  • Pela escolarização,a criança se insere no mundo social e lida com os papéis que este envolve. 
  • A importância clara das relações sociais na montagem do plano de vida, porque, é através da aprendizagem de determinados papéis, que a criança vai antecipando e exercitando alguns características e habilidades para seus futuros papéis. 
  •  Na fase da adolescência,  a importância desta etapa é crucial porque nela são revivenciados todos os conflitos das fases anteriores, seus bons ou maus desfechos, e os sentimentos gerados ao longo da infância pelas chamadas crises do ego. Ao definirmos quem somos, pensamos juntamente o que faremos de nossa vida. Consolida-se o plano de vida. 
  • A fase da generatividade onde “a própria natureza da generatividade sugere que a sua patologia, minimamente circunscrita, deve ser agora procurada na geração seguinte”. Esta é a força propulsora da passagem da cultura humana,
  • Inovação em que ele  fala da importância de se considerar o contexto histórico e cultural, utilizando estas informações como instrumento de análise, afinal, são elas que vão nos dar indicativos da formação de uma identidade. 

REFERÊNCIAS
Artigo sobre "Erikson e a Teoria Psicossocial do Desenvolvimento"  de Elaine Rabello, José Silveira Passos.
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