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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Gestalt-terapia com crianças e adolescentes - Atendimento aos Pais/ Sheila Anthony

 Atendimento aos pais na GT:

  • O sintoma apresentado pela criança é apenas uma figura que emerge de um fundo que reflete um aspecto de sua totalidade e da totalidade de seu sistema familiar.
  • A presença de problemas emocionais e comportamentais da criança está nos pais - os pais projetam suas tragédias infantis na relação com seus pais, em seus filhos. Delegam seus dramas aos seus filhos.
  • Nas relações de medo da criança/adolescente em relação aso pais, traz a tona a disfuncionalidade do sistema familiar como um todo. As crianças captam as necessidade dos pais(minha mãe precisa que eu rpecise dela). É melhor que fique calado, contenha minha alegria, por que meu pai grita comigo. Passa a privilegiar as necessidades dos pais, e a da criança ou adolescente fica de fundo.
  • criança - figura- queixa-sintoma-parte
  • Convoca-se os pais a serem coparticipante no processo terapêutico da criança e do adolescente. Os pais precisam se tornar aliados, parceiros para o tratamento psicoterápico da criança e do adolescente.
  • Os pais provocam tensão na relação terapêutica, desafiam o terapeuta. Primeiro trazer os pais, dar consciência de que são importantes na mudança dos filhos. A criança muda se o campo muda também. A tarefa do terapeuta é ampliar a consciência. 
  • Ampliar a consciência dos pais sobre seus filhos sobre esse olhar julgador, critico, parcial sobre seus filhos. Sensibilizar os pais com o sofrimentos dos filhos é essencial.
  • Conversar com os pais e levá-los a idade que tinham na idade de seu filho, como eram nas suas relações, seus problemas.
  • Adoecimento é excessos ou faltas de determinadas expressões, emocionais, comportamentos, etc. Equilíbrio é saúde.
  • No trabalho com os pais o terapeuta busca promover a comunicação genuína entre eles e os filhos, falar de seus medos. 
  • Com o adolescente é importante levar os pais a renegociarem os valores, os horários, atribuindo responsabilidades e incentivando a autonomia.
  • Pais temem a perda do filho adolescente, quando em busca de sua individuação, de sua autonomia. Reconhecer a individualidade do outro é essencial. É preciso reconhecer o momento de EU, TU e NÓS.
  • Reconhecer e respeitar as limitações de cada um. Um problema que vive o adolescente quando descobre que já não são mais aqueles deuses, os heróis, que também, são frágeis, porém, ainda precisam ter pais que servem de apoio e que podem contar.

Gestalt-terapia com o Adolescente| Profª Sheila Antony

  • a criança cresceu
  • o corpo se torna ainda mais importante a nível de consciência e identificação sexual e subjetiva
  •  adolescer significa crescer.
  • Segundo ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente, o adolescente é  a partir dos 12 anos de idade.
  • O adolescente é um corpo sexualidade enquanto a criança tem um corpo motor. 
  • Hormônios, corpo aparecem com seus caracteres individuais, que causam angústia tanto para  as meninas como para os meninos. 
  • O corpo passa a ser desejante e desejável, percebido e perceptível-experiência subjetiva.  
  • Luto pelo seu corpo infantil - se angustia, sofre, teme diante das transformações do corpo. esse luto leva a redefinição da imagem corporal, ou seja, o que eu imagino que o meu corpo provoca no outro, na sua imagem, na sua forma.
  • eu-corpo-sujeito
  • tem adolescentes que aceitam as mudanças do corpo e outros que não aceitam, usado de subterfúgios para esconder o corpo em transformação biológicas e fisiológicas.
  • Infância é o reconhecimento do EU
  • Adolescência é a definição do EU- passa pelo processo de autoafirmação, afirmação, confirmação do EU diante do outro.
  • Adolescente já tem a capacidade de ter um pensamento abstrato, julgar o mundo, a sociedade, um amigo, criar ideologias, passa a se opor a normas sociais, padrões sociais, familiares, questionamentos sobre Deus, religião, etc.
  • Reconhecimento de sua personalidade e reconhecimento da personalidade dos pais. Inicia o processo de desmitificação dos pais, mais uma questão para criar conflitos, destituir do poder, tirar poder dos pais.
  • Identificação Sexual - Identidade de gênero, Orientação Sexual, etc.
  • Período de muita intensidade afetiva e emocional. ao mesmo tempo que luta pela independência em relação aos pai, lutando pelo seu EU-INDIVIDUAL, da autoafirmação perante os pais, precisa da aprovação e apoio dos amigos e colegas (EU SOCIAL). Relação EU-OUTRO, EU-MUNDO.
  • Buscam o pertencimento, uma inserção social, dentro daquele grupo com o qual se identifica. quando sente que não tem um grupo desencadeia um senso de rejeição, de exclusão, não pertencimento, se achar normal, anormal, uma aberração, um peixe fora d'água, não me encaixo nesse mundo. Pode levar ao isolamento social.
  • Adolescente chega ao set terapêutico envolvido emaranhado nos conflito dos pais.