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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Movimento Institucionalista

 

  • Base conceitual da psicologia Institucional

A VISÃO SISTÊMICA E AS DIVERSAS FUNÇÕES DO CAMPO DA PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO: REPRESENTAÇÕES DO TRABALHO, INSTITUIÇÕES E ORGANIZAÇÕES. PROF. DR. ANTÔNIO FIGUEIREDO AFIGUEIREDO.VIC@FTC.EDU.BR 

O Movimento institucionalista - o institucionalismo teve a sua origem em Maurice Hauriou 1 - pai da doutrina institucional traduz-se num movimento ou fenômeno protagonizado por instituições, as mais diversas, junto aos órgãos de poder, cujos reflexos se estendem aos planos social, político e jurídico, privilegiando o debate, o diálogo, a reivindicação e a participação efetiva no "destino da sociedade. O mundo e a ciencia se mobilizam para compreender a Psicologia institucional.

A EDUCAÇÃO É MUITO IMPOTANTE MAS não é natural do homem.É constituida socialmente, assim como, casamento, monogamia, viver sem internet.

A instituição...

  •  é o corpo de regras e valores reproduzida no cotidiano com estatuto de verdade, que serve como guia básico de comportamento e de padrão ético para as pessoas, em geral. 
  •  é o que mais se reproduz e o que menos se percebe nas relações sociais e atravessa, de forma invisível, todo tipo de organização social e toda a relação de grupos sociais. 
  • por ser invisível deve-se observar o que não muda, implícito. Educação, monogamia, casamento são institucionais e não naturais do homem. 
  • Só recorremos a estas regras quando, por qualquer motivo, são quebradas ou desobedecidas. 
  • A base concreta da sociedade é a organização. As instituições são a base da sociedade, são as crenças que sustentam a sociedade.
  • A vida cotidiana é definida em grupo, pois estamos sempre nos relacionando e a regularidade (regras, normas) que seguimos é parte da vida em grupo, a psicologia social, ou psicologia grupal e a psicologia institucional estão ligadas a construção social da realidade. Porém, viver em grupo, coletivamente é instintivo e portanto, natural do ser humano.  Entretanto, quando classificamos os grupos socialmente, deixa de ser natural e passa a ser institucional.
  • A instituição é o tijolo daa sociedade, e não se pode pensar em sociedade sem instituição.
  • Fazem a construção social da realidade 
  • A Psicologia Institucional pari o processo organizacional. A instituição trrabalho é vista na organização trabalho.
  • A instituição estado  está nas organizações juridicas, leis, etc.
  • Instituição pari organização  que vai pari o grupo.
  • A escravidão é uma instituição, embora tenha "acabado" a legislação legislou sobre formas de trabalhos escravos análogas aos trabalhos escravos da época. O que mudou foram as organizações e grupos de trabalho mas a instituição escrava ainda permanece de formas diferentes, 
Segundo Berger e Luckman, o processo de institucionalização começa com o estabelecimento de regularidades comportamentais

  • as pessoas vão aos pouco descobrindo a forma mais rápida, mais simples e econômica de desempenhar as tarefas o cotidiano. |
  • A repetição de tarefas torna-se um hábito. uma vez estabelecido, o hábito transformase em tradição. 
  • A tradição se impõe porque é uma regra dos antepassados. 
  • Quando se passam muitas gerações, a regra e a estabelecida perde a referência de origem: temos uma instituição. (A monogamia pode ser considera uma dessas instituições.) 
  • A organização pode ser um complexo organizacional – um ministério, uma igreja, uma empresa, uma creche de uma entidade filantrópica. 
  • As instituições sociais serão mantidas e reproduzidas nas organizações. Portanto, a organização, é o pólo prático da instituições. 
  • São hábitos, que viram uma tradição e depois uma instituição. Exemplo de instituição: Estado, liberdade, 
  • Faz a construção social da realidade.
  • Vejo a liberdade nos processos organizacionais que controlam a liberdade.
  • Vejo o trabalho nos processos organizações que regem esse trabalho.
  • trabalho, casamento, monogamia, estado, liberdade tudo é instituição e umas conversam com outras, como por exemplo, trabalho conversa entre empresas e estado.
O grupo: é o lugar aonde as instituições se realizam e se produzem. Para ser caracterizado um grupo é preciso que: 

• os integrantes estejam reunidos em torno de um interesse comum; 

• no grupo, o "todo é maior do que as partes" se constituindo como uma nova identidade sendo mais do que apenas o somatório dos seus membros; 

• é preciso que se mantenham discriminadas as identidades individuais, de forma que as pessoas mantenham a sua individualidade e não virem uma massa indiscriminada; 

• é preciso que haja alguma forma de interação afetiva entre os membros do grupo,e seja estabelecido algum tipo de vínculo entre os integrantes; 

Temos 2 maneiras de sermos inseridos no grupo: 

• solidariedade mecânica – quando somos colocados para fazer parte de um grupo – ex. Quando vamos a escola, ou entes familiares consanguineos ; 

• solidariedade orgânica – quando escolhemos integrantes para nosso grupo. Ex. Companheiro e amigos. 

Apesar de surgir como estudo das massas, a pesquisa de grupos se desenvolve melhor com o estudo de pequenos grupos com objetivos claros e definidos.: 

1 Maurice Hauriou (Ladiville, 17 de agosto de 1856 – Toulouse, 12 de março de 1929) foi um jurista e sociólogo francês durante os séculos XIX e XX. Ele é considerado um dos nomes principais do direito administrativo Francês, e deu aula de direito público na Universidade de Toulouse desde 1888, e de direito constitucional desde 1920. 

  • Considerava as instituições do estado como um instrumento cujo objetivo fundamental era a defesa da liberdade e da vida civil
  • Hauriou defendeu a ordem individualista de empresas e da propriedade privada, e contribuiu ao desenvolvimento de procedimentos legais que protegeriam os cidadãos de atos administrativos indevidos, opondo assim à teoria da soberania nacional - um sistema fundamentado sobre os direitos do indivíduo. 
A coesão grupal...

  • é a certeza da fidelidade dos membros do grupo. Ex. Panelinhas de escola, nazismo e seitas . 
  • São elementos da coesão, a pressão e padrões do grupo definidos pelos membros mais antigos do grupo em relação aos mais novos. 
  • A liderança vai depender do tipo de grupo: democratico, autoritario etc. 
As organizações...

  • são a materialização das instituições sob a forma de um organismo, uma entidade, assumindo uma configuração mais complexa ou mais simples. 
  • São grandes ou pequenos conjuntos de formas materiais que põem em efetividade, que concretizam as opções que as instituições distribuem, que as instituições enunciam. Isto é, as instituições não teriam vida, não teriam realidade social se não fosse através das organizações. Mas as organizações não teriam sentido, não teriam objetivos, não teriam direção se não estivessem informadas como estão, pelas instituições” (baremblitt: 1996, p.30). 
Os estabelecimentos... 

  • são as estruturas propriamente físicas que conjuntamente integram a organização. São as escolas, conventos, quartéis etc. 
  • Equipamentos- são os dispositivos técnicos cujo objetivo é facilitar a consecução dos objetivos específicos ou genéricos propostos pela instituição, organização e estabelecimento. 
  • Os equipamentos podem ter realidade material que se restringe a um estabelecimento ou o suplanta. 
Os processos de transformação (instituinte / instituído.) 
  • Constituem-se no movimento histórico da sociedade:
  • O instituinte: consolida-se enquanto força transformadora. 
  • Caracteriza-se como um processo, um movimento permanente de transformação da sociedade aos novos estados sociais. 
  • O instintuído são produtos resultantes das instituições - efeito da atividade instituinte. 
  • Constitui-se nos parâmetros de convivência. 
  • Traz em si as características próprias ao conservadorismo e à resistência a mudanças. 
O organizante/organizado: 

  • O Organizante é busca permanente de maior pertinência nas ações organizacionais; 
  • O organizado é estrutura que solidifica as organizações, mas com tendência a se burocratizar . 
Responde a um desejo humano de segurança buscado nas instituições. características das instituições: 

• Perduram no meio social, não sofrendo em suas características básicas o impacto das transformações sociais, apesar de se adaptarem a elas; satisfazem a necessidades vitais básicas, como, por exemplo, o casamento, que atende às de natureza sexual, à procriação e à constituição da família, enquanto outras são condições fundamentais da ordem social, como o estado, o governo etc. 

As instituições são estáveis, sem serem imutáveis. Podem satisfazer a mais de uma função social ou vital básicas, como, por exemplo, o estado ou o casamento.

 Através da história adquirem e perdem funções, como, por exemplo, a família, que na antiguidade teve funções políticas, jurisdicionais e de culto, perdidas com a evolução social, bem como a igreja, que já fora árbitro de conflitos internacionais e que já monopolizara o registro civil, hoje da alçada do estado etc. 

A teoria da burocracia foi formalizada por max weber que, partindo da premissa de que o traço mais relevante da sociedade ocidental, no século XX, era o agrupamento social em organizações, procurou fazer um mapeamento de como se estabelece o poder nessas entidades. 

Construiu um modelo ideal, no qual as organizações são caracterizadas por cargos formalmente bem definidos, ordem hierárquica com linhas de autoridade e responsabilidades bem delimitadas. 

Assim, weber cunhou a expressão burocrática para representar esse tipo ideal de organização, porém ao fazê-lo, não estava pensando se o fenômeno burocrático era bom ou mau. Weber descreve a organização dos sistemas sociais ou burocracia, num sentido que vai além do significado pejorativo que por vezes tem. 

Burocracia é a organização eficiente por excelência. E para conseguir essa eficiência, a burocracia precisa detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas deverão ser feitas. 

 Os princípios fundamentais da burocracia segundo weber:

• formalização: existem regras definidas e protegidas da alteração arbitrária ao serem formalizadas por escrito. 

• divisão do trabalho: cada elemento do grupo tem uma função específica, de forma a evitar conflitos na atribuição de competências. 

• hierarquia: o sistema forma está organizado em pirâmide, sendo as funções subalternas controladas pelas funções de chefia, de forma a permitir a coesão do funcionamento do sistema. 

• impessoalidade: as pessoas, enquanto elementos da organização, limitam-se a cumprir as suas tarefas, podendo sempre serem substituídas por outras - o sistema, como está formalizado, funcionará tanto com uma pessoa como com outra. 

• competência técnica e meritocracia: a escolha dos funcionários e cargos depende exclusivamente do seu mérito e capacidades - havendo necessidade da existência de formas de avaliação objetivas. 

• separação entre propriedade e administração: os burocratas limitam-se a administrar os meios de produção - não os possuem. 

• profissionalização dos funcionários. 

• completa previsibilidade do funcionamento: todos os funcionários deverão comportar-se de acordo com as normas e regulamentos da organização a fim de que esta atinja a máxima eficiência possível. 

• disfunções da burocracia : 

• internalização das regras: elas passam a de "meios para os fins", ou seja, às regras são dadas mais importância do que às metas. 

• excesso de formalismo e papelatório: torna os processos mais lentos. 

• resistências às mudanças. 

• despersonalização: os funcionários se conhecem pelos cargos que ocupam. 

• categorização como base no processo decisorial: o que tem um cargo maior toma decisões, independentemente do que conhece sobre o assunto. 

• superconformidade as rotinas: traz muita dificuldade de inovação e crescimento. 

• exibição de poderes de autoridade e pouca comunicação dentro da empresa. 

• dificuldade com os clientes: o funcionário está voltado para o interior da organização, torna difícil realizar as necessidades dos clientes tendo que seguir as normas internas. 

• a burocracia não leva em conta a organização informal e nem a variabilidade humana. 

• uma dada empresa tem sempre um maior ou menor grau de burocratização, dependendo da maior ou menor observância destes princípios que são formulados para atender à máxima racionalização e eficiência do sistema social (por exemplo, a empresa) organizado. 

• “a racionalidade substantiva permite ao indivíduo ordenar sua vida em bases éticas, através do debate racional, buscando encontrar um equilíbrio dinâmico entre a satisfação pessoal e a satisfação social, potencializando o anseio e a capacidade humana de auto-realização, auto - desenvolvimento e emancipação. • Na racionalidade substantiva o ser humano ocupa lugar central”. 

• auto-realização: pode ser descrita como um conjunto de processos de concretização do potencial inato do ser humano, que se complementa pelo alcance da satisfação individual; 

• entendimento: forma pela qual os indivíduos estabelecem acordos e consensos racionais, sempre mediados por processos de comunicação livre, de onde decorrem atividades comuns coordenadas, ao amparo de sentimentos de responsabilidade e satisfação social; 

• julgamento ético: processos decisórios baseados em emissão de juízos de valor do tipo bom, mau, verdadeiro, falso, certo, errado, que se dão através do estabelecimento de um debate racional sobre as pretensões de validez emitidas pelos indivíduos em suas interações com os demais membros do grupo; • autenticidade: são interações e relacionamentos interpessoais estruturados em torno de sentimentos como integridade, honestidade e franqueza dos indivíduos; 

• valores emancipatórios: preocupação e observância de valores que levem ao aperfeiçoamento do grupo, na direção do bem-estar coletivo, da solidariedade, do respeito às individualidades, da liberdade, do comprometimento e da integração com o ambiente interno e externo, presentes tanto nos indivíduos que compõem o grupo, quanto no próprio contexto normativo do grupo; 

• autonomia: condição plena dos indivíduos para poderem agir e expressarem-se livremente nas interações, sem que estejam condicionados por coações ou pressões exercidas por outros indivíduos;

REFERÊNCIAS: Aula de 23/10/2020

terça-feira, 9 de outubro de 2018

ÈMILE DURKHEIM -Sociologia.




Auguste Comte, filósofo positivista, deu a ideia de construção da sociologia, mas quem desenvolveu a sociologia foi Èmile Durkheim. Foi ele quem escreveu as regras do MÉTODO SOCIOLÓGICO, propondo o surgimento de uma nova ciência dissociada da Filosofia: SOCIOLOGIA. A sociologia é a ciência que estuda a sociedade.

A ciência exige um método científico, organizado, sistematizado, de forma que possam ser feitos e comprovados os experimentos.  E Durkheim aplica o método científico, empirismo, para estudar a sociedade.

Para isso, Durkheim delimita como objeto de estudo científico o fato social, que   são os modos de pensar, sentir e agir de um grupo social. Via o fato social como uma coisa, que seria o objeto de estudo na sociedade. O fato social é qualquer coisa, que nasce na sociedade, mas tenha influência e relevância para o indivíduo na sociedade. (Ex. manifestações)

Para delimitar um fato social é preciso definir:

·        Se o acontecimento nasceu na sociedade?
      ·        Se tem relevância?
      ·        Se tem influência no indivíduo?
      ·        A abordagem deve ser sistemática e metodológica (Empirismo)

Exemplos de fatos sociais segundo Durkheim:

·        Manifestações, no estado de..., no ano... (fato social)
       ·        Livro: O suicídio – aponta o suicídio como um fato social.
       ·        Suicídio altruísta – tira a vida em prol da sociedade Ex. Homem bomba.
       ·        Suicidio egoísta – tira a vida por não se encaixar na vida, seja por se sentir inferior, seja por se sentir superior a ela.
       ·        Suicídio anômico (anomia social – sem nome, caos onde nenhuma regra é respeitada) – a crise econômica de XXIX- desemprego, etc, caos social, tira a vida porque já não se ver naquela sociedade.

Para Durkheim haviam dois tipos de solidariedade:

Solidariedade mecânica  ( sociedades tradicionais, porque as pessoas tinham funções mais simples. O trabalhador faz sempre a mesma coisa, exerce sempre a mesma função, trabalho mecânico.

Solidariedade Orgânica ( sociedades modernas e contemporâneas, as funções de trabalho são muito mais complexas, e tendo funções mais complexas, Durkheim associa  a um célula e por isso orgânica.

DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO DE DURKHEIM
Por isso é que Durkheim procurou no campo do trabalho, nos grupos profissionais, um lugar de reconstrução da solidariedade e da moralidade integradoras das quais lhe pareciam tão carentes as sociedades industriais.

O estado de anarquia era fruto da distribuição injusta da riqueza mas, da falta de regulamentação das atividades econômicas.

Vai além da mera produção e reprodução material mais eficiente. Para ele a divisão do trabalho social provém os meios necessários para a subsistência material, além da acumulação e excedentes produtivos.
A divisão do trabalho era algo visto como atividade solidário e recíproco. A solidariedade é o elemento chave da sociedade.

Preocupação de Durkheim: coesão ou interação social.
Queria responder o que leva os indivíduos a viverem em sociedade.
Chegou à conclusão de que a integração social era uma questão de moralidade. De coordenação da atividade individual dentro de um sistema social com base num comprometimento social com regras e normas coletivas.
Observou que a era industrial, a tendência era tornar as pessoas cada vez mais diferentes entre si e moralmente encoraja-las a enfatizar suas diferenças ao invés de reforçar sua individualidade.
Como pode a sociedade se manter coesa se cada indivíduo busca o seu próprio e intransferível interesse?
Busca resposta dentro do processo de diferenciação social. Para ele cada vez mais que as formas de trabalho se tornam cada vez mais fragmentado e especializado as formas relativamente simples das sociedades tradicionais são destruídas. Ao mesmo tempo formam-se formas mais complexas numa nova e mais complexa forma de integração, que é a solidariedade orgânica.

 DOIS TIPOS DE CONSCIÊNCIA 
Existem em nós dois seres: um, individual, “constituído de todos os estados mentais que não se relacionam senão conosco mesmo e com os acontecimentos de nossa vida pessoal”, e outro que revela em nós a mais alta realidade, “um sistema de ideias, sentimentos e de hábitos que exprimem em nós.

  •  Essa consciência comum ou coletiva corresponde ao “conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade [que] forma um sistema determinado que tem vida própria”.
DOIS TIPOS DE SOLIDARIEDADE
    Os laços que unem os membros entre si e ao próprio grupo constituem a solidariedade, a qual pode ser orgânica ou mecânica; de acordo com o tipo de sociedade cuja coesão procuram garantir.

    A solidariedade é chamada mecânica quando “liga diretamente o indivíduo à sociedade, sem nenhum intermediário”, constituindo-se de “um conjunto mais ou menos organizado de crenças e sentimentos comuns a todos os membros do grupo: é o chamado tipo coletivo”. 
O SUJEITO - MORALIDADE E ANOMIA
     Quando a sociedade é perturbada por uma crise, torna-se momentaneamente incapaz de exercer sobre seus membros o papel de freio moral, de uma consciência superior à dos indivíduos. Estes deixam, então, de ser solidários, e a própria coesão social se vê ameaçada.
    O grupo possui, portanto, uma mentalidade que não é idêntica à dos indivíduos, e os estados de consciência coletiva são distintos dos estados de consciência individual
    Está integrado num grupo social, como no Totemismo, em que a moralidade é do grupo e não do indivíduo.

O TRABALHO
     Por isso é que Durkheim procurou no campo do trabalho, nos grupos profissionais, um lugar de reconstrução da solidariedade e da moralidade integradoras das quais lhe pareciam tão carentes as sociedades industriais.
    O estado de anarquia era fruto da distribuição injusta da riqueza mas, da falta de regulamentação das atividades econômicas.

A CULTURA
    a educação “cria no homem um ser novo”, insere-o em uma sociedade, leva-o a compartilhar com outros de uma certa escala de valores, sentimentos, comportamentos.
    Aponta as culturas como primitivas e sofisticadas.
    Cai no Etnocentrismo, que é olhar o outro, a partir de seus valores.