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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

O desenvolvimento da orientação profissional no Brasil

Origem

  •  prática cujos objetivos estavam diretamente ligados ao aumento da eficiência industrial
  • origens situadas na Europa do início do século XX - criação do Centro de Orientação Profissional de Munique, no ano de 1902
O marco oficial de início da Orientação Profissional situa-se entre os anos de 1907 e 1909, com a criação do primeiro Centro de Orientação Profissional norte-americano, o Vocational Bureau of Boston, e a publicação do livro Choosing a Vocation, ambos sob responsabilidade de Frank Parsons (Carvalho, 1995; Rosas, 2000; Santos, 1977; Super & Bohn Junior, 1970/1976)

Parsons definia três passos a serem seguidos durante o processo de Orientação Profissional: 
  1. a análise das características do indivíduo, 
  2. a análise das características das ocupações 
  3. o cruzamento destas informações. 
Desta forma, a Orientação Profissional baseava-se na promoção do autoconhecimento e no fornecimento de informação profissional.

Nas décadas de 1920 e 1930...
  • a Psicologia Diferencial e a Psicometria passaram a influenciar fortemente a prática da Orientação Profissional
  •  A Orientação Profissional passou a ser um processo fortemente diretivo, em que o orientador tinha como objetivos fazer diagnósticos e prognósticos do orientando e indicar ao mesmo profissões ou ocupações apropriadas.
Na década de 1940...
  • Rogers (1942) lançou as bases de sua Terapia Centrada no Cliente, que aproxima os conceitos de Psicoterapia e Aconselhamento Psicológico e valoriza a participação do cliente no processo de intervenção, que passa a ser nãodiretivo. 
  • As idéias de Rogers influenciaram enormemente a Psicologia, a Psicoterapia, o Aconselhamento Psicológico e a Orientação Profissional da época, tendo sido um importante marco de transformação das práticas de Orientação Profissional.
A partir da década de 1950...
  • surgem diversas teorias sobre a escolha profissional
  • Em 1951 foi publicado o livro Occupational Choice, de Ginzberg , Ginsburg, Axelrad e Herma  que trouxe à luz a primeira Teoria do Desenvolvimento Vocacional, em que a escolha profissional não é um acontecimento específico que ocorre num momento determinado da vida, mas é um processo evolutivo que ocorre entre os últimos anos da infância e os primeiros anos da idade adulta.
  • 1953 foi publicada a Teoria do Desenvolvimento Vocacional de Donald Super . Tal teoria definiu a escolha profissional como um processo que ocorre ao longo da vida, da infância a velhice, através de diferentes estágios do desenvolvimento vocacional e da realização de diversas tarefas evolutivas.
  • Em 1959, foi publicada a Teoria Tipológica de John Holland -s interesses profissionais são o reflexo da personalidade do indivíduo e, sendo assim, podem servir de base para a definição de diferentes tipos de personalidade, cujas características definem diferentes grupos laborais e correspondem a diferentes ambientes de trabalho.
  • nas décadas de 1950 e 1960, foram publicadas Teorias Psicodinâmicas da escolha profissional, baseadas fundamentalmente na Teoria Psicanalítica e na Teoria de Satisfação das Necessidades, e Teorias de Tomada de Decisão, mais preocupadas com o momento da escolha do que com processo em si

Orientação Profissional no Brasil..
  • Nasceu na década de 1920, a Orientação Profissional brasileira pautou-se pelo modelo da Teoria do Traço e Fator; isto é, pelas idéias de que o processo de Orientação Profissional é diretivo e o papel do orientador profissional é o de fazer diagnósticos, prognósticos e indicações das ocupações certas para cada indivíduo, o que foi feito, desde o início, com base na Psicologia Aplicada, especialmente na Psicometria.
  • marco de origem a criação, em 1924, do Serviço de Seleção e Orientação Profissional para os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, sob responsabilidade do engenheiro suíço Roberto Mange (Carvalho, 1995; Rosas, 2000; Santos, 1977).
  • nasceu ligada à Psicologia Aplicada, que vinha desenvolvendo-se no país, na década de 1920, junto à Medicina, à Educação e à Organização do Trabalho (Antunes, 1998; Carvalho, 1995; Massimi, 1990; Rosas, 2000).
  • Nas décadas de 1930 e 1940, a Orientação Profissional ligou-se à Educação. 
  • Em 1934, foi introduzida no Serviço de Educação do Estado de São Paulo, por iniciativa de Lourenço Filho (Freitas, 1973). 
  • No ano de 1942, a lei Capanema, sobre a organização do ensino secundário, estabeleceu a atividade de Orientação Educacional e atribuiu a ela o auxílio na escolha profissional dos estudantes (Lourenço Filho, 1955/1971a).
  • Deu um grande salto de desenvolvimento a partir da década de 1940
  • 1944, foi criada a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, que estudava a Organização Racional do Trabalho e a influência da Psicologia sobre a mesma (Freitas, 1973; Instituto Superior de Estudos e Pesquisas: ISOP, 1990)
  • Em 1945 e 1946, ofereceu, com o auxílio do governo brasileiro, o curso de Seleção, Orientação e Readaptação Profissional, ministrado pelo psicólogo e psiquiatra espanhol Emílio Mira y López (Freitas, 1973; Rosas, 2000) O objetivo de tal curso foi a formação de técnicos brasileiros nestas áreas de atuação. 
  • Em 1947, foi fundado o Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP), junto à Fundação Getúlio Vargas na cidade do Rio de Janeiro, instituto que reuniu técnicos e estudiosos da Psicologia Aplicada, muitos deles formados pelo curso ministrado por Mira y López, que foi seu primeiro diretor (Carvalho, 1995; Freitas, 1973; ISOP, 1990; Rosas, 2000; Seminério, 1973).
  • a década de 1960, as mudanças ocorridas na Orientação Profissional e as críticas à Teoria do Traço e Fator, que despontavam no ambiente internacional desde a década de 1940, eram conhecidas no Brasil (Scheeffer, 1966). No entanto, a mudança de paradigma da Orientação Profissional brasileira seguiu um caminho diverso e se baseou em referenciais teóricos próprios.
  • A Orientação Profissional brasileira realizada por psicólogos foi influenciada diretamente pela Psicanálise e, especialmente, pela Estratégia Clínica de Orientação Vocacional do psicólogo argentino Rodolfo Bohoslavsky (1977/1996), introduzida no Brasil na década de 1970 por Maria Margarida de Carvalho (1995; 2001).
Objetivos do ISOP em 1947...
  •  o desenvolvimento de métodos e técnicas da Psicologia Aplicada ao Trabalho e à Educação, o que foi feito principalmente através da adaptação e da validação de instrumentos psicológicos estrangeiros e da criação de instrumentos psicológicos brasileiros; o atendimento ao público através dos processos de Seleção e Orientação Profissional; e a formação de novos especialistas (Freitas, 1973; ISOP, 1990; Seminério, 1973). 
  • No ano de 1948, foi oferecido o primeiro curso de formação em Seleção e Orientação Profissional pelo ISOP, cuja aula inaugural foi proferida por Lourenço Filho (Lourenço Filho, 1971b). 
  • Em 1949, o ISOP passou a publicar a revista Arquivos Brasileiros de Psicotécnica, que veiculava muitas das pesquisas realizadas dentro da própria instituição (Freitas, 1973; Instituto Superior de Estudos e Pesquisas Psicossociais, 1990; Lourenço Filho, 1955/1971a). 
  • Entre as décadas de 1940 e 1960, o ISOP foi referência não só para os modelos de Seleção e Orientação Profissional, mas também para o desenvolvimento da Psicologia brasileira, principalmente da Psicometria.

O desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência independente e área de atuação profissional...
  •  culminou com a promulgação da Lei 4.119 de 27 de agosto de 1962 (Brasil, 1962), que criou os cursos de formação em Psicologia e regulamentou a profissão de psicólogo, exerceu importante influência nos rumos da Orientação Profissional no Brasil. 
  • Em primeiro lugar, o desenvolvimento dos cursos de graduação em Psicologia levou a uma gradativa modificação dos objetivos do ISOP, que, no ano de 1970, tornouse um órgão normativo da Psicologia:
    •  teve o nome alterado para Instituto Superior de Pesquisa Psicológica;
    •  ampliou seu campo de interesses;
    •  parou de prestar atendimento ao público; 
    •  passou a realizar a formação de especialistas, docentes e pesquisadores em nível de pós-graduação (Freitas, 1973; ISOP, 1990).
  • modificou os objetivos do ISOP
  • Influenciou a Orientação Profissional ao vincular esta atividade à Psicologia Clínica e ao transferir o processo de intervenção para consultórios particulares (Carvalho, 1995; Melo-Silva & Jacquemin, 2001; Rosas, 2000)
  • Com a abertura do Serviço de Orientação Profissional (SOP) da USP, no ano de 1970, houve a necessidade de adaptação do processo de Orientação Profissional oferecido por este órgão devido a grande demanda. Nestas condições, Carvalho propôs os processos grupais como forma de supri-la, como alternativa ao modelo psicométrico e como forma de promoção da aprendizagem da escolha.
  •  processo de intervenção grupal desenvolvido por Carvalho deram origem a um modelo brasileiro de Orientação Profissional, que vem sendo largamente utilizado até os dias de hoje por todo o país.
  • De acordo com Carvalho (2001), este modelo de Orientação Profissional, baseado na Psicologia Clínica, na Psicanálise e em Teorias de Dinâmica de Grupo, assemelha-se à Terapia Breve Focal, cujo foco de trabalho é a escolha profissional.
A Estratégia Clínica de Orientação Profissional foi desenvolvida por Bohoslavsky (1977/ 1996)
  • foi influenciada pela idéia de nãodiretividade da Terapia Centrada no Cliente de Rogers, pela Psicanálise da Escola Inglesa, especialmente por Melanie Klein, e pela Psicologia do Ego norte-americana
  • A entrevista clínica aparece como o principal instrumento durante o processo de orientação e a primeira entrevista tem por objetivo alcançar o diagnóstico de orientabilidade

Atualmente, dois testes projetivos vêm sendo estudados no Brasil com o objetivo de servir como instrumento para o diagnóstico de orientabilidade
  1. o Teste de Fotos de Profissões (BBT) 
    • pretende clarificar inclinações profissionais com base em oito fatores de inclinação profissional definidos previamente (Achtnich, 1979/1991; Jacquemin, 1982; Jacquemin, 2000; Jacquemin, Melo-Silva & Pasian, 2002).
    • é composto por cerca de cem fotos de pessoas exercendo atividades profissionais e cada foto é identificada por dois fatores, um primário, que corresponde à função ou atividade representada, e um secundário, que corresponde ao ambiente profissional representado. 
    • permite a clarificação da inclinação profissional do orientando

       2.  o Teste Projetivo Ômega (TPO)
    • sendo bastante estudado por Inalda Oliveira no curso de Psicologia da Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE)
    •  é um teste de apercepção temática que foi criado em 1966 no Departamento de Psicologia da Universidade do Rio de Janeiro e seu autor é João Villas-Boas Filho (Villas-Boas Filho, s.d.; Oliveira, 1997, 2002).
    • É composto por quatro cartões estímulos que representam conflitos básicos da dinâmica da escolha.
    •  Seu uso auxilia no entendimento dinâmico dos conflitos relacionados ao processo de escolha profissional do orientando. 
Ambos os testes são comercializados, o BBT pelo Centro Editorial de Testes e Pesquisas em Psicologia e o TPO pelo Centro de Psicologia Aplicada (CEPA).

 Tipologia de Holland.
  • Armando Marocco na Universidade do Vale dos Sinos (UNISINO), no Rio Grande do Sul, adaptou para o Brasil um instrumento canadense baseado na teoria de Holland: o Teste Visual de Interesses, de Tétreau e Trahan (Marocco, Tétreau & Trahan, 1984)
  • O TVI é um teste não-verbal para medida de interesses, composto por 102 diapositivos de atividades profissionais que representam os seis tipos de personalidade do modelo de Holland. 
  •  Tal instrumento também é baseado na teoria de Holland e prevê que quanto mais indiferenciado o perfil tipológico do orientando, maior sua indecisão vocacional.
o Paradigma Ecológico em Orientação Profissional  de Jorge Sarriera
  • o ambiente é tão importante quanto o indivíduo no processo de escolha profissional, já que esta ocorre na relação do indivíduo com o meio sócio-cultural em que está inserido.
  •  O objetivo da Orientação Profissional é o de prover o orientando de habilidades pessoais que o permitam enfrentar as demandas ambientais no momento de transição entre a escolha e o mundo do trabalho;
  •  é a promoção de comportamentos adaptativos.
Desde 1942, com a promulgação da lei Capanema, a Orientação Educacional foi incluída nas escolas e a ela foi incumbida a tarefa de auxiliar a escolha profissional dos alunos (Lourenço Filho, 1955/1971a).
  • foi com a promulgação da Lei 5.692 de 11 de agosto de 1971, que determinou as novas diretrizes e bases para os ensinos de primeiro e segundo graus, que a Orientação Educacional e o Aconselhamento Vocacional, sob responsabilidade dos Serviços de Orientação Educacional (SOE), tornaram-se obrigatórios nas escolas (Brasil, 1971). 
  • Esta lei tornou a profissionalização no segundo grau obrigatória e determinou a sondagem de aptidões no primeiro grau.
A partir da década de 1980...
  •  alguns autores no âmbito da Educação começaram a teorizar sobre os processos de escolha e Orientação Profissional
  • Celso Ferretti e Selma Pimenta passaram a tecer uma série de críticas às teorias psicológicas de escolha profissional com base no agrupamento de tais teorias feito por John Crites (1969/1974). 
    • Ferretti (1980;1988)...
      •  apontou a função ideológica de manutenção da sociedade de classes capitalista subjacente às teorias psicológicas da escolha profissional 
      •  propôs um novo modelo de Orientação Profissional dentro do processo de ensino-aprendizagem, capaz de suplantar tal ideologia. 
      • O objetivo do seu modelo é a reflexão sobre o próprio processo de escolha profissional e sobre o trabalho.
Silvio Bock (2002)..

  • propôs uma nova abordagem de Orientação Profissional que definiu como além da crítica e chamou de Abordagem Sócio-histórica. 
  • Sua base teórica são as idéias de Vygotsky de que o indivíduo desenvolve-se através de uma relação dialética com o ambiente sócio-cultural em que vive. 
  • Tal abordagem tem um cunho educativo e visa a promoção de saúde, conforme o proposto por Ana Bock (Bock & Aguiar, 1995).
Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, atual lei das diretrizes e bases da Educação nacional
  •  ensino médio continua a ter como um de seus objetivos a preparação básica para o trabalho. 
  •  o ensino médio não possui mais o objetivo de profissionalização.
  •  O ensino profissionalizante de nível médio aparece apenas na condição de curso continuado; isto é, não substitui o ensino médio regular, apenas o complementa (Brasil, 1996). 
  • Segundo Uvaldo & Silva (2001), esta lei oferece mais abertura para a criação de projetos de Orientação Profissional integrados no currículo escolar.
  •  Esta idéia está em conformidade com a tendência internacional dos programas de Educação de Carreira, programas de cunho pedagógico realizados pela escola que pretendem capacitar os estudantes para a transição entre a escola e o mundo do trabalho dentro da nova ordem sócio-econômica mundial (Guichard, 2001).

Em 1993, foi fundada a Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (ABOP) durante o I Simpósio Brasileiro de Orientação Vocacional Ocupacional (Carvalho, 1995; Lisboa, 2001; Melo-Silva & Jacquemin, 2001; Soares, 1999)...
  • foi criada com os objetivos de unificação e desenvolvimento da Orientação Profissional no Brasil. 
  •  vem promovendo simpósios nacionais bienais. 
  • O último ocorreu na cidade de Valinhos, São Paulo, em 2001. 
  • O próximo ocorrerá na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, neste ano de 2003. 
  • Em 1997, foi publicado o primeiro número da Revista da ABOP, cujo quarto e último número foi publicado em 1999 e cuja revitalização é de suma importância para o desenvolvimento da Orientação Profissional em nosso país.
No Brasil, a Orientação Profissional pode ser realizada por psicólogos e pedagogos, mas infelizmente, como afirmou Soares (1999), a formação de orientadores profissionais brasileiros ainda não possui regulamentação ou lei que determine conteúdos mínimos a serem ministrados.
  • Uma das conseqüências desta situação foi a não inclusão da Orientação Profissional no rol de especialidades para psicólogos, de acordo com as determinações da Resolução 014/00 do Conselho Federal de Psicologia, que dispõe sobre o título de profissional especialista em Psicologia (Conselho Federal de Psicologia, 2000). 
  • Na prática, psicólogos e orientadores educacionais podem exercer a atividade de Orientação Profissional sem qualquer formação específica na área, o que, infelizmente, retarda o seu desenvolvimento e a desqualifica.
  • é importante ressaltar que a influência peculiar da Psicologia Clínica e da Psicanálise em nosso meio, que leva muitas vezes à equiparação dos processos de Orientação Profissional aos processos de Terapia Breve Focal, merece ser futuramente estudada com maior rigor.

Referências:
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902003000100002



















segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A Orientação Profissional e a Crise na Adolescência

  • identifica as principais influências dos adolescentes em seus processos de escolha profissional
  • como as principais fontes de informações e suas percepções com relação à importância de uma orientação profissional adequada. 
  • avaliou-se o nível de ansiedade apresentado por cada aluno durante este processo de escolha
  • pretende demonstrar a importância da orientação profissional, especialmente no período da adolescência
A adolescência...
  • fase do desenvolvimento humano que se encontra entre a infância e a fase adulta
  • ocorrem transformações de ordem física, psíquica e social
  • o adolescente vivencia diversas experiências e escolhas que envolvem toda sua expectativa de vida.
  • Finaliza o ensino Médio.
  •  o adolescente se vê diante da possibilidade de escolher continuar os seus estudos (mediante ingresso em curso técnico ou superior) ou ingressar no mercado de trabalho. 
  • precisa definir o seu futuro e buscar a sua independência
  • sofre uma forte influência da sua família e dos seus companheiros
  • a família projeta seus desejos e expectativas
  • abarcam todo o mundo emocional e intelectual do indivíduo, assim como sua vida social.
  •  Sparta e Gomes (2005) afirma que“não só fisiológicas, cognitivas e psicológicas, mas também em relação aos papéis sociais a serem assumidos pelo indivíduo”
Principais influências dos adolescentes em relação à escolha profissional
  • os temores e expectativas dos mesmos com relação ao ingresso no curso superior; 
  • os meios apresentados e/ou buscados pelos adolescentes para sanar suas dúvidas com relação a suas opções e a quantidade de informações específicas disponíveis para os adolescentes
  • Santos (2005 apud BECKER; BOBATOet al., 2012) explica que:
    • os fatores que influenciam o jovem podem variar desde suas características individuais a suas convicções políticas e religiosas, passando por seus valores e crenças, sua situação político-econômica, a família e seus pares. 
    • Dessa maneira, conhecer todos esses aspectos se faz tão importante quanto o conhecimento de si, visto que, ao refletir sobre tais influências, os jovens podem desenvolver uma visão crítica que dê espaço a identificação dos pontos positivos e negativos que direcionam suas escolhas. 
    • a literatura aponta a família como um dos principais fatores que podem tanto facilitar como dificultar o processo de escolha do adolescente com isso, o indivíduo acaba, inevitavelmente, fazendo uma escolha com base nos valores de sua família
  • Almeida e Pinho (2008, p. 173) apontam que:
    •  a família como o principal elemento que pode tanto ajudar quanto dificultar a escolha profissional. 
    • O processo de orientação profissional pode analisar e trabalhar estas influências de várias maneiras, de forma a ajudar o adolescente a entendê-las para assim poder utilizá-las de maneira consciente em sua tomada de decisão
    • na escolha da profissão, além dos interesses e aptidões do indivíduo, importará a forma como ele vê o mundo e como vê a si próprio. 
    • importará as informações que ele  detiver sobre as profissões existentes no mercado de trabalho e as influências recebidas do seu meio. 
    • A influência da família poderá ser exercida de forma mais expressa ou de forma mais discreta e manipuladora. 
    • Ao nascer, já trazemos conosco uma enorme expectativa por parte da família, visto que nossos pais ou criadores, via de regra, depositam seus sonhos em nós.
  •  Filho (2002 apud BECKER; BOBATOet al., 2012) explica que:
    •  ao se identificar com alguém por meio de sua ocupação, o adolescente cria expectativas e estereótipos com relação àquela profissão. 
    • Os amigos, por outro lado, teriam relação com a questão social e de status.
A Orientação Profissional ou Vocacional realizada pelo Psicólogo
  • Dá suporte ao indivíduo que não consegue decidir quanto a sua carreira profissional e que apresentam dúvidas quanto ao que querem ser e qual caminho deve seguir.
  • Abrange desde o aconselhamento do indivíduo até a sua escolha profissional
  • Auxilia-o para um autoconhecimento e desenvolvimento de interesses, aptidões e domínios.
  •  O serviço de orientação profissional ajuda ao sujeito a tornar-se cidadão, a encontrar sua identidade profissional, estruturando também sua identidade pessoal, permitindo assim um projeto de vida permeado de responsabilidade.
Pressupostos necessários à prática da Orientação profissional:
  • deve estar ciente do papel a desempenhar e de sua responsabilidade com o sujeito.
  • consolidar a relevância das políticas públicas que possam acompanhar e fiscalizar os serviços prestados de orientação, que precisam estar de acordo com as orientações da Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP).
  • Pode ser feito por equipe muldisicplinar mas é preciso ressaltar que é exclusivo apenas ao psicólogo a aplicação de testes e avaliações psicológicas
  • sugerir aos pais trabalhem numa relação de colaboração junto aos psicólogos, podendo de fato contribuir para o desenvolvimento vocacional dos seus filhos, prestando-lhes um apoio mais qualificado.
Para Silva, Oliveira e Coelho (2002)...

  • ... ao profissional da orientação profissional caberá guiar o adolescente nesse difícil processo de conscientização de suas próprias necessidades, dando-lhe a oportunidade de conversar sobre suas dificuldades, sobre os obstáculos encontrados, as apreensões, medos, dúvidas, interesses, aptidões e desejos.
Para Ferretti (1997 apud NEPOMUCENO; WITTER, 2010)...
  • ...  hoje em dia a orientação profissional é uma intervenção onde o orientador minimiza os fatores que dificultam a decisão profissional e objetiva auxiliar a pessoa em sua escolha de maneira que realize uma opção ocupacional adequada para si.
Para Rocha (2010 apud NORONHA; AMBIEL et al., 2010)...
  • ... durante o processo de orientação profissional, a pessoa é levada a conhecer suas características pessoais, em especial seus interesses, escolhas, valores, personalidade, aptidões, motivações e perspectivas de carreiras
A Orientação Profissional e a Crise na Adolescência.
  • Lisboa (1997 apud ALMEIDA; PINHO, 2008) explica que a identidade ocupacional está diretamente ligada à identidade pessoal e ambas abrangem todas as identificações feitas pelo adolescente durante sua vida.
  • Conger e Petersen (1984 apud ALMEIDA;PINHO, 2008) afirmam que a constituição da identidade ocupacional é uma das principais tarefas desenvolvimentais da adolescência. 
  • em meio a toda a crise vivida na adolescência, os jovens de hoje têm que construir sua identidade ocupacional
  • Hirt e Raitz (2010, p. 22-23) afirma que as influências presentes na escolha da profissão envolve:
    • o lugar da residência, 
    • o sexo, 
    • passa pela ocupação dos pais, 
    • pelo salário oferecido,
    • o status, dentre outros.
  • Lucchiari (1993 apud NORONHA; AMBIEL; FRIGATTO, 2010, p. 3), afirma que tal processo exige um nível de autoconhecimento que em alguns casos pode propiciar um desconforto.
  • Nepomuceno e Witter (2010) afrma que a escolha de uma profissão é uma das decisões mais sérias da vida de alguém, visto que ela irá determinar, de certa maneira,o destino da pessoa, assim como seu estilo de vida, a sua educação e até o tipo de pessoas com quem irá conviver no trabalho e na sociedade. Segundo os mesmos autores, a principal dificuldade ainda é desfazer os mitos que rondam as profissões e informar aos jovens sobre as profissões, as carreiras, as possibilidades de cursos técnicos e superiores e sobre o mercado de trabalho com informações concretas e atualizadas.
 Referências:

Artigo de Adriana Carla de Britto Silva; Vivian Maria Bezerra Melo; André Fernando de Oliveira Fermoseli.