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sábado, 3 de abril de 2021

Identificando Pensamentos Automáticos

  •  a interpretação de uma situação (em vez da situação em si), freqüentemente expressa em pensamentos automáti cos, influencia as respostas emocional, comportamental e fisiológica subseqüentes.

  • Pessoas com transtornos psicoló gicos, no entanto, com freqüência interpretam erroneamente situações neutras ou até mesmo positivas e, desse modo, seus pensamentos automáticos são tendenciosos.

  • CARACTERÍSTICAS DE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
    "Pensamentos automáticos são um fluxo de pensamento que coexiste com um
    fluxo de pensamento mais manifesto." (Beck, 1964).
    • Esses pensamentos não são peculiares a pessoas com angústia; eles são uma experiência comum a todos nós. 
    • A maior parte do tempo, nós mal estamos cientes desses pensamentos, embora com apenas um pouquinho de treinamento possamos facilmente trazer esses pensa mentos à consciência.
    • Quando nos tornamos cientes dos nossos pensamentos, podemos automaticamente fazer uma checagem de realidade quando não estamos sofrendo de disfunção psicológica.
    • A terapia cognitiva lhes ensina ferra mentas para avaliar seus pensamentos de uma forma consciente estruturada, especialmente quando eles estão aflitos.
    • Embora os pensamentos automáticos pareçam surgir espontaneamente, eles se tornam bastante previsíveis, uma vez que as crenças subjacentes do paciente sejam identificadas. 
    O terapeuta cognitivo está preocupado em identificar os pensamentos que são disfuncionais, ou seja, os que distorcem a realidade, que são emocionalmente aflitivos e/ou interferem com a habilidade do paciente de atingir suas metas.
    • Pensamentos automáticos disfuncionais são quase sempre negativos, a menos que o paciente seja maníaco ou hipomaníaco, tenha um transtorno de per sonalidade narcisístico ou seja um viciado em drogas.
    • Os pensamentos automáticos são usualmente bastante breves, e o paciente com freqüência está mais ciente da emoção que sente em decorrência do pensamento do que do pensamento em si. 
    • A emoção que o paciente sente é logicamente conectada ao conteúdo do pensamento automático. 
    • Os pensamentos automáticos estão comumente em uma forma “abreviada”, mas podem, com facilidade, ser soletrados quando o terapeuta pergunta pelo sentido do pensamento. 
    • Os pensamentos automáticos podem estar em uma forma verbal, vi sual (imagens) ou em ambas as formas.
    Os pensamentos automáticos coexistem com um fluxo mais manifesto de pensamentos, surgem espontaneamente e não são embasados em reflexão ou deliberação. 
    • As pessoas estão usualmente mais cientes da emoção associada, porém, com um pouco de treinamento, podem tornar-se cientes do seu pensamento. 
    • Os pensamentos relevantes a problemas pessoais estão associados a emoções específicas, dependendo de seu conteúdo e significado. 
    • Elas são freqüentemente breves e fugazes, em forma abreviada e podem ocorrer em uma forma verbal e/ou imaginária. 
    • As pessoas com freqüência aceitam seus pensamentos automáticos como verdadeiros, sem reflexão ou avaliação.
    •  Identificar, avaliar e responder a pensamentos automáticos (de uma for ma mais adaptativa) usualmente produz uma mudança positiva em afeto.
    • Ensinar ao paciente a habilidade de aprender a identificar pensamentos automáticos.
    • É vitale star alerta a indícios verbais e não-verbais do paciente.


    Referências:

     BECK, Judith S. Terapia Cognitiva Teoria e Prática. Artmed. Porto Alegre, 2007. Capítulo 6: Identificando os Pensamentos Automáticos.

    domingo, 21 de março de 2021

    Pensamentos Automáticos

     


    • Trata-se daqueles pensamentos destrutivos e irracionalmente negativos que se tem.
    • Traz a sensação das coisas irem de mal a pior.
    • Pensamentos podem surgir e aumentar facilmente, independentemente da realidade.
    • Como gerenciar esses pensamentos automáticos prejudiciais com outros racionais  mais saudáveis?
      • é preciso registrar, racionalizar e substituir os pensamentos.
      • pessoas pegas em ciclos de pensamentos negativos automáticos tornaram-se clinicamente deprimido, autocrítico e menos bem sucedido tanto no trabalho como na vida pessoal
      • A desordem negativa se enquadra em 13 categorias que afetam a sua saúde mental.
    • Algumas categorias assumindo ou lendo a mente como quando você tem certeza de que alguém está bravo com você, mesmo que você não tenha falado com ele, só porque entraram e não disseram olá, não devo, essas são as demandas insaaas que fazemos sobre nós mesmos e nossas buscas para ser impossivelmente uma fantasia perfeita de conto de fadas onde exigimos um ideal para o nossa vida e decidir que nada menos do que esse ideal não é justo. Generalizando, "ninguém gosta de mim", "Eu sempre estrago tudo"... 
    • acaba catastrofizando quando você pega um pequeno problema e o transforma em um grande e terrível evento de mudança de vida, como podemos parar uma pergunta provocante e a resposta mais curta é que não, mas por estarmos cientes do fato de que estamos tendo e trabalhando para substitui-los por pensamentos racionais, podemos mante-los longe do perigo a nossa saúde mental.
    Exercício proposto para eliminar pensamentos destrutivos e irracionalmente negativos:
    • Diário 
    • 1º passo: Descrever
      • evento perturbador quando algo perturbador acontece durante o dia, descreva-o e registre detalhes dolorosos excruciantes, por exemplo, hoje descobri que tirei um C na minha etapa intermediária.
      • Exemplo de Evento Perturbador: nunca vou me formar.
    • 2º passo: Racionalizar
      • racionalizar é hora de pensar sobre os pensaemnos automáticos associados ao evento.
      • Tente rotular cada distorção, o evento perturbador pode ser racional mas a  maioria não é.
      • Geralmente se enquadram numa das categorias que discutimos: eu nunca vou
      • Exemplo: Não me formar é uma catastrofe. 
    • 3º passo: Substituição dos pensamentos negativos
      • Responda a cada registro distorcido.
      • Exemplo: Eu irei bem, vou me formar.
      • Questione-se: qual a evidência para esta resposta?  A evidência é o resultado verossível para a minha situação também.
      • Exemplo: o mundo se acaba se tirar um C? Claro que não. Você vai procurar se sair bem nos demais testes, estudando mais.


     Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m2zRA5zCA6M


    quinta-feira, 6 de junho de 2019

    Emoções


    "As emoções são respostas adaptativas do nosso corpo. Elas dão suporte à nossa sobrevivência. Quando enfrentamos desafios, as emoções põem nossa atenção em foco e energizam nossas ações." (Cyders & Smith, 2008 apud Myers & Dewall, 2017, p.375)

    As emoções são subjetivas e reais, pois são respostas fisiológicas do nosso corpo. E,  assim como todos os fenômenos fisiológicos, tais com o visão, sono, memória, sexo, etc, pode ser abordados sob três perspectivas:
    • Fisiologicamente
    • Comportamentalmente
    • Cognitivamente
    Os psicólogos tentam entender como esses três aspectos interagem no contexto das emoções. E é através das teorias históricas das emoções que tem se buscado essa resposta.

    A Teoria de James-Lange, afirma que a excitação precede a emoção. A excitação em verdade é o estímulo fisiológico que vai desencadear a emoção.  De acordo com Willian James e Carl Lange:
    • Quando CHORAMOS(estímulo ou excitação) ficamos TRISTES (emoção).
    • Quando BRIGAMOS (estímulo ou excitação), ficamos TRISTES (emoção)
    Já a Teoria de Canon-Bard, afirma que o coração começa a disparar quando começamos a sentir o medo. O estímulo viajou pelo sistema nervoso simpático e provocou a excitação. Ao mesmo tempo, seguiu para o córtex cerebral despertando a consciência para a emoção. Para Canon e Bard as respostas fisiológicas e a emoção ocorrem simultaneamente.

    Por outro lado, a Teoria dos dois fatores de Schachter e Singer propõe que a excitação + rotulação geram a emoção, onde para se experimentar uma emoção é preciso estar fisicamente desperto e rotular cognitivamente a excitação.

    Os neurocientistas estão traçando os caminhos neurais das emoções, para tanto, sabe-se que nossas emoções podem seguir duas vias cerebrais diferentes:

    1) Os estímulos sensoriais podem ser roteados para o córtex, via o tálamo, para análise e depois transmitidos para a amídala
    2) ou ainda, diretamente para a amídala ( via o tálamo) quando houver uma reação emocional instantânea.

    MEDO, ESTRESSE E ANSIEDADE
    • O medo seria uma reação intensa a algum estímulo aversivo, repentino que desaparece depois de algum tempo e, em seguida, o medo cessa.
    • As vezes o medo pode ser crônico.
    • Quando há algum estímulo que chamamos de aversivo, chamamos o estado emocional de ansiedade.
    • O termo estresse é usado quando se pode identificar a causa geradora.
    AMÍDALA 
    • Responsável pelo processamento de todos os sistemas sensoriais.
    • envia mais projeções neurais para o córtex do que recebe, facilitando que os sentimentos tomem conta dos pensamentos, mais facilmente.
    • Se ativa mais , diante de estímulos aversivos aprendidos.
    • Responsável pela aprendizagem do medo.
    • Sua remoção influencia profundamente a emoção de medo:
              a) redução do medo com lobotomia da amídala.
              b) redução da raiva
              c) sua estimulação aumenta essas expressões.

    REAÇÃO AFETIVA
    • Sintonização ou irradiação afetiva ocorre quando sintonizamos a nossa emoção com a emoção do outro.
    • Rigidez afetiva ocorre quando a pessoa tem dificuldade de sintonizar com a emoção do outro.
    REFERÊNCIAS
    MYERS, D.G., DEWALL, C.N. Psicologia. 11ª edição. Editora LTC. Rio de Janeiro. 2017. 

    sábado, 30 de março de 2019

    Linguagem e Pensamento

    LINGUAGEM

    Conceito:
    Nossas palavras faladas, escritas ou sinalizadas, e as formas como as combinamos para comunicar significados, constitui a linguagem.

    Os componentes estruturais da linguagem são:

    FONEMAS – conjunto básico de sons. Pessoas que crescem aprendendo um fonema, têm dificuldade de pronunciar fonemas de outras linguagens. A linguagem de sinais também tem blocos de construção parecidos com fonemas definidos pelos movimentos e a forma das mãos (Libras).

    MORFEMAS – a maior unidade de uma língua(palavra) com significado. Ex.: no Inglês o sujeito I(eu). No português o artigo o, a.

    GRAMÁTICA – sistema de regras em uma dada linguagem, que permite que nos comuniquemos e compreendamos uns aos outros (semântica e sintaxe).

               SEMÂNTICA –Estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra, signo, frase ou expressão. Tem a ver com formação ou mudança de sentido.

    ·        SINTAXE – Regras para combinação das palavras em frase gramaticalmente corretas. Parte da gramática que se preocupa com o sentido das palavras.

    Exemplos:

    ·      -Ela, noite, chegou. (O sujeito “ela” se relaciona com “a noite”, podemos substituir por “anoiteceu”, ou seja, equivale semanticamente, a anoiteceu.)
    ·    - Ela, à noite, chegou. (O sujeito “ela” se relaciona com o “verbo chegou”. Nesse caso a semântica é outra já que o a carrega a crase).

    Estágios de desenvolvimento da linguagem:

    ESTÁGIO DE BALBUCIO – 4º mês em diante. Os bebês emitem sons espontâneos, inicialmente com a linguagem doméstica. Marca o início da LINGUAGEM RECEPTIVA.

    ESTÁGIO DE UMA PALAVRA – De 1 a 2 anos de idade, no qual a criança fala palavras isoladas, possui habilidades de associação, mostrar a figura de um peixe, e um peixe e ela associará. Parte da simplicidade para a complexidade. Habilidades para produzir uma palavra. LINGUAGEM PRODUTIVA.

    ESTÁGIO DE DUAS PALAVRAS JUNTAS - De 2 a 5 anos de idade. Desenvolvimento das habilidades linguísticas, na qual a criança fala como um telegrama, como por exemplo, ir carro. LINGUAGEM TELEGRÁFICA.

    O cérebro e a linguagem:

    ·       CÓRTEX MOTOR – a palavra é anunciada.
    ·       ÁREA DE BROCA – controla os músculos da fala.
    ·       ÁREA DE WERNICK – Interpreta o código auditivo.
    ·       GIRO ANGULAR – Transforma representações visuais em código auditivo.
    ·       CÓRTEX VISUAL – recebe palavras escritas como estímulos visuais.


    PENSAMENTO
    O que é Pensamento ou cognição?

    Pensamento ou cognição, refere-se a todas as atividades associadas a processamento, conhecimento, recordação e comunicação, ou seja, compreender, conhecer, lembrar e falar.

    Cognição são atividades mentais associadas ao pensamento, ao conhecimento, à lembrança e à comunicação.

    O que é “CONCEITO”?

    É um agrupamento mental de objetos, eventos, ideias ou pessoas similares, indispensável à comunicação. São organizados em hierarquia de categorias.

    Formamos os conceitos por definição. Ex.: forma geométrica de três lados e o conceito de triângulo. Embora haja triângulos diferentes, o seu conceito de três lados não varia.

    Formamos conceitos desenvolvendo “protótipos”, ou seja, “imagem mental” ou ainda o exemplo que melhor incorpora todos os aspectos que associamos a uma categoria. É um método rápido e fácil para ordenar as coisas em categorias.

    Meios para se solucionar um problema:

    Algoritmo - é uma regra ou procedimento metódico e lógico que assegura a resolução de um problema específicoPasso a passo. Maiores chances de acerto.

    Heurística – é a estratégia simples de pensamento que nos permite fazer julgamentos e resolver problemas com eficácia. Mais propenso ao erro do que o algoritmo, pois, raciocina-se o tempo todo, sem a consciência do passo a passo.

    Insights – Uma percepção súbita, muitas vezes inovadora, da solução de um problema. Aparece na mente de forma repentina.

    A capacidade de resolver problemas e lidar com novas situações, que podem se dar por dois métodos:
    ·      
                     Método da tentativa e erro – Tentar até acertar.

    ·                  Método Algoritmo – procedimento passo a passo que garante a solução.

    Obstáculo da resolução de problemas:

    VIÉS DA CONFIRMAÇÃO – desconsidera novos problemas, novas evidências. Buscamos provas para confirmar nossas ideias, mais do que, buscamos provas para contradizê-las. Esquivam-se dos fatos e torna-se incoerente. Tendemos a buscas informações que apoiam nossas concepções e ignorar ou distorcer evidências contraditórias para que tenhamos “razão”, e acabamos nos equivocamos.

    FIXAÇÃO – Incapacidade de ver um problema sob uma nova perspectiva, empregando um diferente conjunto  mental.

    CONJUNTO MENTAL – Tendência de enfocar um problema de uma maneira particular, frequentemente, um modo bem-sucedido anteriormente, ficando fixo na mesma estratégia.

    FIXAÇÃO FUNCIONAL – Limita o objeto à sua função mais óbvia. Exemplo disso, tem-se a cadeira cuja função mais óbvia é sentar. Porém, numa necessidade serviria para subir modificando sua função para a de uma escada, porém a pessoa com a fixação funcional só vai utiliza-la para sentar.

    Tomada de decisões e julgamentos a partir da Heurística:

    HEURÍSTICA DA REPRESENTATIVIDADE – Influencia muitas de nossas decisões no dia a dia. Julga a probabilidade do quão bem as coisas representam ou correspondem a um protótipo particular, nos levando a ignorar outras soluções.  

    ·       O seu ERRO está no “julgamento”. Exemplo: Nerd (Julga-se pela aparência de nerd que este seja supostamente inteligente, porém, sabe-se que nem toda pessoa com aparência de nerd é de fato inteligente.)

    HEURÍSTICA DA DISPONIBILIDADE – Opera quando baseamos nossos julgamentos na informação que está disponível mentalmente.

    ·       O seu ERRO é “não enxergar outra forma de solucionar o problema”, já que se tem uma solução.

    o   Exemplos:
    §  U-D-T-Q-_-_-... (numerais um, dois, três, quatro, Cinco, Seis...)
        J-F-M-A-_-_-... ( meses do ano)

    HEURÍSTICA INTUITIVA – Quando fazemos julgamentos, nossa ansiedade em confirmar as crenças que já possuímos, e a habilidade que temos para explicar nossos erros, nos leva ao excesso de confiança.

    ·                       Excesso de confiança – é uma tendência a superestimar a exatidão dos conhecimentos e julgamentos, o que pode comprometer uma decisão.

    ·                  Fenômenos da perseverança - muitas vezes é uma questão de sobrevivência já que a perseverança da crença quase sempre alimenta os conflitos sociais, desenvolvendo a predisposição em temer as coisas erradas e para sermos superconfiantes em nossos julgamentos. Exemplo: a crença que se tem da morte.

    ·                                   Intuição – também alimenta nossos temores e preconceitos profundos.

     Efeitos do Enquadramento – é a maneira como apresento decisões, podendo influenciar ou não as pessoas.

    Relação entre Pensamento e Linguagem – estão intrinsecamente, ligados, entrelaçados. A linguagem influencia o pensamento, tanto quanto o pensamento influencia a linguagem. Não funcionam isoladamente, são ensinados isoladamente apenas para uma compreensão didática.

    terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

    Linguagem e Pensamento


    Formar conceitos é de grande importância para que possamos definir e identificar as coisas de um modo geral. A exemplo disso, pode-se pensar no conceito por exemplo de cadeira: assento com quatro pés e um encosto. Entretanto, existem diferentes tipos de cadeira, e daí a necessidade de categorizá-la para podermos identificar melhor qual a cadeira da qual se está falando, já que pode ser cadeira de alimentação, cadeira de plástico, cadeira de sala, cadeira do papai. 

    Para isso, é preciso se utilizar dos recursos da  COGNIÇÃO, que  se concentra em atividades ligadas a PENSAR, CONHECER, LEMBRAR e  COMUNICAR as informações, portanto, cognição são atividades mentais associadas ao pensamento, ao conhecimento à lembrança e à comunicação.

    A nossa COGNIÇÃO permite-nos criar estratégias para resolver problemas e identificar os problemas que nos atrapalham. A nossa capacidade de resolver problemas e lidar com novas situações, é atribuída à nossa RACIONALIDADE.

    A solução de problemas pode ocorrer de diferentes maneiras:
    1. Método da tentativa e erro.
    2. Algoritmos - procedimento lógico e metódico que assegura a resolução de um problema específico.
    3. Heurística - estratégia simples de pensamento que nos permite fazer julgamentos  e resolver problemas com eficiência, porém é mais propensa a erros que o método dos algorítimos. A heurística é uma técnica de pensamento e comportamento praticamente automática nos humanos, que agem de modo intuitivo e inconsciente para achar prováveis respostas para aquilo que procuram.
    4. Insight - percepção súbita, inovadora para solucionar um problema. Aparecem na mente de maneira repentina.
    Os cientistas cognitivos estão revelando os poderes da INTUIÇÃO, seus perigos e como nos afeta.(MYERS;DEWALL.2017.P.303). 
    • INTUIÇÃO é análise "congelada em hábito".(MYERS;DEWALL,2017.P.303)(SIMON, 2001), o conhecimento implícito ou seja, tudo o que aprendemos e gravamos em nosso cérebro, mas não conseguimos explicar plenamente. É reagir sem pensar. Não envolve o pensamento consciente. É adaptativa, permitindo uma reação rápida (heurística).
    • A FIXAÇÃO pode ser tornar um problema, por se tratar de uma incapacidade para ver novos problemas por um novo ângulo: foca o pensamento mas prejudica a resolução criativa do pensamento.
    • Os VIÉS DE CONFIRMAÇÃO que leva o sujeito a buscar apoio para as próprias opiniões e ignorar as evidências contraditórias.
    • A PERSEVERANÇA NA CRENÇA faz com que o indivíduo ignore as evidências que provam que as nossas crenças estão erradas, fecha a mente para novas ideias.
    • O EXCESSO DE CONFIANÇA permite que sejamos felizes e tomemos decisões com facilidade, mas, nos coloca em risco para cometermos erros.
    PENSAMENTO pode apresentar dois tipos de raciocínio:
    1. RACIOCÍNIO CONVERGENTE - limita as possíveis soluções para os problemas, a fim de determinar a melhor solução.(MYERS;DEWALL,2017.P.305)
    2. RACIOCÍNIO DIVERGENTE - expansão do número de possíveis soluções para o problema: o pensamento criativo que diverge em diferentes direções.(MYERS;DEWALL,2017.P.305)
    Muitas das habilidades cognitivas atribuídas aos humanos ( Homo Sapiens) também se apresentam em diferentes espécies, ou seja, em outros animais. Embora não sejam animais racionais, é claro e notório por exemplo, a inteligência nos animais. Isso ocorre por que todos os animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e aves, possuem "redes neurais" que geram a consciência, portanto, seus cérebros conseguem fazer muitas das atividades que o humano também consegue. Entretanto, o Homo Sapiens, se diferencia pela sua capacidade de raciocinar e pela sua linguagem. Especialistas em Aprendizagem e cognição, atribuem ao Homo Sapiens, em termo de Aprendizagem e Linguagem um A+ em relação aos demais animais irracionais. (MYERS;DEWALL,2017.P.306)

    LINGUAGEM são as nossas palavras faladas, escritas ou sinalizadas e a forma como a combinamos para comunicar significados. (MYERS;DEWALL,2017.P.307). Graças à linguagem transferimos significados de uma mente para outra.Quer seja FALADA, ESCRITA ou SINALIZADA, a linguagem nos possibilita não só nos comunicarmos, como transmitir o conhecimento acumulado da civilização ao longo das gerações. (MYERS;DEWALL,2017.P.307).

    Para PINKER(1990) a Linguagem é a "joia da coroa da cognição".

    Componentes estruturais da LINGUAGEM FALADA:
    • Fonemas - sons produzidos pela fala.
    • Morfenas - menor unidade da língua ( Ex: Eu; I (eu))
    • Gramática - sistema de regras de uma dada linguagem.
    Desenvolvimento da Linguagem e como a adquirimos?
    1. ESTÁGIO DE BALBUCIO 
    • A partir dos 4 meses.
    • bebês emitem diversos sons espontaneamente, inicialmente sem relação com a linguagem doméstica.
    • Conseguem discriminar a fala, correspondendo aos sons.
    • A compreensão da linguagem nos bebês ocorrem antes da produção da linguagem. (Linguagem receptiva)
          2. ESTÁGIO DE UMA PALAVRA 
    • De 1 a 2 anos de idade
    • As crianças falam palavras isoladas. (LINGUAGEM PRODUTIVA, que é a capacidade de produzir sons e palavras, amadurece após a LINGUAGEM RECEPTIVA, que é a capacidade de compreender o que se fala para elas e à sua volta.)
    • Aprendem que os sons possuem significados, e se estimuladas, aprendem a associar o som ao objeto. Fala-se peixe, e ela olhará para o peixe. 
          3. ESTÁGIO DE DUAS PALAVRAS
    • A partir dos 2 anos.
    • As crianças falam frases de duas duas palavras.
          4. ESTÁGIO DA FALA TELEGRÁFICA
    • As crianças falam como um telegrama: ir carro, copo água.
    • Usa principalmente verbos e substantivos.      
    Diferentes áreas do cérebro cumprem funções linguísticas diferentes. Ao processar a linguagem, assim como, em outras formas de processamento de informações, o cérebro opera dividindo suas funções mentais - falar, perceber, pensar, lembrar - em subfunções. 

    Ao ler conscientemente um texto qualquer, o cérebro está computando a forma de cada palavra, som e significado usando diferentes redes neurais (Posner & Carr, 1992)(MYERS;DEWALL,2017.P.312). Diferentes áreas do cérebro também processa as informações de quem falou e o que foi dito. (Perrachione et.al.,2011) (MYERS;DEWALL,2017.P.312)

    Há duas áreas no cérebro que se estiverem danificadas causam os seguintes problemas:
    • ÁREA DE  BROCA - região do lobo frontal, parte do cérebro que, quando danificada, pode prejudicar a capacidade de PRONUNCIAR as palavras.
    • ÁREA DE WERNICKE - região do lobo temporal, parte do cérebro que poderia prejudicar a nossa capacidade para COMPREENDER a linguagem.
    Vale observar que os animais exibem uma capacidade linguística impressionante, pois demonstram compreensão e comunicação bem desenvolvidas.(MYERS;DEWALL,2017.P.313)

    DETERMINISMO LINGUÍSTICO  é quando a linguagem determina a maneira de pensar. A linguagem é a expressão dos nossos pensamentos.

    A RELAÇÃO ENTRE A LINGUAGEM E O PENSAMENTO

    O linguista Benjamim Lee Whorf (1956) defendeu que a língua DETERMINA           o modo como pensamos.(MYERS;DEWALL,2017.P.314). As palavras podem não determinar o que pensamos mas influenciam nosso pensamento (Boroditsky,2011)(MYERS;DEWALL,2017.P.315).

    Expandir a linguagem é expandir a habilidade de pensar. Vale a pena ampliar o poder verbal! 

    O Determinismo linguístico de Benjamim sugere que não podemos pensar sobre coisas, a menos que tenhamos palavras para esses conceitos ou ideias.      

    Entretanto,  é mais correto dizer que a linguagem INFLUENCIA o pensamento.                                                                                                 
    Referências:
    MYERS, D. G.; DEWALL, C. N. Psicologia. Rio de Janeiro, 2017. Editora gen LTC. 11ª edição.

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    Existem dois tipos principais de linguagem: a linguagem verbal e a linguagem não verbal.
    A linguagem é o código usado para estabelecer comunicação. É um sistema de signos e símbolos usados para transmitir pensamentos, ideias, opiniões, informações, sentimentos, desejos,…
    É muito importante que esse código seja entendido por todos os intervenientes no processo comunicativo, podendo ser composto por palavras, gestos, sons, imagens, sinais,… 

    Diferença entre linguagem verbal e linguagem não verbal

    linguagem verbal utiliza palavras para estabelecer a comunicação, que são utilizadas tanto na escrita como na oralidade.
    linguagem não verbal não utiliza palavras para estabelecer a comunicação, recorrendo a outras formas de comunicação, como gestos, sinais, símbolos, cores, luzes,…
      Linguagem verbal    Linguagem não verbal  
      bilhetes;
      cartas;
      conversas;
      decretos;
      diálogos;
      e-mails;
      entrevistas;
      filmes;
      jornais;
      literatura;
      livros;
      ofícios;
      poesias;
      prosas;
      reportagens;
      revistas;
      sites;
      telefonemas;
      …
      apitos;
      bandeiras;
      buzinas;
      cores;
      desenhos;
      expressões faciais;
      figuras;
      gestos;
      imagens;
      logotipos;
      luzes;
      pinturas;
      placas;
      posturas corporais;
      semáforos;
      sinais de trânsito;
      sinais;
      sirenes;
      …
    Referências:
    Tipos de linguagens. Disponível em https://www.normaculta.com.br/tipos-de-linguagem-linguagem-verbal-e-nao-verbal/. Acesso em 19/02/2019.

    domingo, 16 de dezembro de 2018

    Aspectos Desenvolvimentais na Adolescência e a Terapia Cognitivo-Comportamental