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sábado, 23 de fevereiro de 2019

O homem como ser social - Fichamento

Língua e Linguagem
  • Cada povo se torna sociável na medida em que desenvolve uma língua  que viabilize essa comunicação. 
  • O homem é produtor de cultura, e também, um produto dela.
  • Os processos linguísticos possibilitam as múltiplas diversidade de leituras e de reinterpretação da vida.
  • As diversas formas de linguagens possibilitam que o homem possa interagir com o ambiente, edificar relações sociais, e tornar-se um ser político.
  •  O homem é o principal produtor de cultura já que a comunicação é o principal construtuo da produção da língua e das linguagens.
Concepções de Roland Barthes em relação à língua e seus elementos estruturantes:
  • Vê a linguagem numa visão eminentemente social
  • Entende a linguagem (língua) como expressão de puro poder social a que todos estamos submetidos.
  •  Vê na língua um objeto de submissão e, fatalmente, de alienação, colocando o homem como escravo da língua, já que este tem que se adequar aos padrões.
  • A língua é considerada fascista, já que não é reacionária nem progressista, já que somos obrigado a falar como a língua impõe.

Concepções de Karl Marx e Engels sobre o ser social e sua linguagem

  • Baseia-se na metodologia do materialismo histórico-dialético
  • Argumenta que investigações profundas e honestas da sociabilidade humana deve-se partir dos "indivíduos reais, sua ação e suas condições materiais da vida, tanto aquelas por eles já encontradas, como as produzidas por sua própria ação." (MARX & ENGELS, 1987:26)
  • Marx afirma que as diversas formas de expressão da linguagem, repercutem diretamente a partir das relações entre os homens.
  • O representar, o pensar e o intercambio espiritual dos homens decorem de seu comportamento material. Portanto, a linguagem em si, autônoma não existe, é sempre ela uma emanação da consciência e as condições materiais de seu desenvolvimento.,
  • Para Marx a linguagem nasce do processo histórico de criação e reprodução da vida;
  • Na medida em que se altera a base material de uma sociedade, pode-se alterar os diversos modos de representação da linguagem, tida como instrumento de simbolização e comunicação entre os seres humanos.
  • Para Marx, a linguagem é a consciência real, e nasce como a consciência, da carência e da necessidade e de intercâmbio com outros homens, portanto, a linguagem surge da interação social dos homens;
  • A linguagem representa o que há na consciência dos homens. Mediadora Universal nos diversos tipos de relações, sofre influência do meio em que vivem.
  • O aumento da população e a elevação das necessidades materiais dos indivíduos contribuem para o desenvolvimento de aspectos conscientes e linguísticos dos seres humanos.
  • A consciência permite a modificação da linguagem, bem como sua elaboração como síntese social.
Concepções de Nietzsche sobre o ser social e sua linguagem
  • Linguagem como caminho onde os seres humanos começam a pensar o mundo, porta de entrada para o conjunto de todos os problemas.
  • A linguagem possibilitou que o homem, ao se considerar acima de todos os animais, levasse à crença de que os seus conceitos sobre todas as coisas eram verdades eternas. "o homem pensava ter efetivamente através da linguagem o conhecimento do mundo.
  • Linguagem possibilitou dar significados a diferentes coisas, gerando o equívoco da crença na verdade encontrada.
  • Desenvolvimento da razão eleva a importância da linguagem, para construção da ciência.
  • As verdades passam a ser estipuladas e fixadas pela linguagem quando se deu o movimento do Estado de abandonar as práticas nômades e sair doe estado de guerra, criando as convenções e o contrato social.
  • Surge o contraste de verdade e mentira na linguagem.
  • A linguagem edificou uma ordenação piramidal de castas e graus, criou um mundo de leis, privilégios, subordinações, limites, etc., dando a linguagem a qualidade de onipotente.
  • A linguagem passou a ser utilizada para demonstrar a verdade, e também as mentiras. Logo, conclui que é impossível o homem alcançar a verdade, já a linguagem permite as manipulação.
  • Para Nietz deve-se aceitar a verdade descoberta como um simples processo, no qual se repete as mesmas ideias, portanto, as verdades são apenas diferentes formas de apresentação linguísticas.
  • A linguagem é algo subjetivo e as diferentes formas linguísticas inviabiliza a verdade.
Minha própria concepção sobre o ser social e sua linguagem
  • A língua e as linguagens são os meios pelos quais torna possível o homem enquanto ser social, acertar o caminho para o exercício das relações interpessoais, que permite uma convivência social possível.
  • É através da língua que o homem se expressa e consegue comunicar seus pensamentos, sentimentos e atitudes.
  • A linguagem teve papel importantíssimo no desenvolvimento das sociedades, como meio de se estabelecer regras e encaminhar o homem para um convívio racional.
  • As linguagens tem importância ou funcionalidade,  na medida em que há a  necessidade de se convencionar as coisas, a fim de manter um funcionalidade social capaz de viabilizar as relações de convivência com o crescimento das populações.
  • As condições sociais do homem influencia a sua forma de linguagem sim, já que o acesso aos meios que possibilitam o desenvolvimento intelectual não são os mesmos para todas as classes.
  • As condições regionais influenciam a linguagem de seu povo, produzindo uma cultura local.
  • A medida em que vai se tomando consciência, a linguagem vai se modernizando e se adaptando à realidade atual. 
  • A linguagem e as diferentes línguas são o único meio que possibilita a convivência civilizada entre homens e países de diferentes culturas, permitindo uma interlocução racionalista que expresse seus respectivos valores, e portanto, suas próprias culturas.

sábado, 25 de agosto de 2018

A VERDADE sob a ótica de Friedriche Nietzsche

Friedritche Nietzsche, em seu livro para além  do bem e do mal,fala "Sobre os preconceitos dos filósofos " à partir do valor da "verdade".

Ele enseja o "desejo da verdade" como algo tentador e arriscado, pois este demanda muitas perguntas como ele mesmo diz, ruins, surpreendentes e questionáveis.

Nietz levanta os seguintes questionamentos sobre a  origem  da verdade:

- Quem de fato nos faz perguntas?
- O que em nós  deseja  efetivamente "a verdade"?

A partir daí surge uma questão  ainda mais fundamental que intenta saber se REALMENTE QUEREMOS A VERDADE.

Admite-se então  a possibilidade do DESEJO PELA INVERDADE, ou pela INCERTEZA, ou ainda pela IGNORÂNCIA .

Em virtude dessa nova possibilidade surgem novos questionamentos a respeito da suposta VERDADE:

- Se o problema da verdade se deparou diante de nós  ou se fomos nós  que nos deparamos frente a verdade? Uma nova forma de olhar para o problema da verdade.

Niet faz questionamentos ao surgimento de algo a partir de seu oposto:

- a verdade do engano?
- o desejo da verdade a partir do desejo do engano?
- ação  altruísta a partir do egoísmo?

"Tal formação é impossível, e quem a supõe  é no mínimo um tolo." 

Para Nietz as coisas de valor mais elevado deve ter sua própria origem, e não derivar de algo inferior, constituído de um mundo transitório, tentador e enganador, um tumulto de demência e cobiça, para ele.

Então, Nietz inverte a base de seu raciocínio e diz que "deve haver no seio da existência, no imperecível, no Deus oculto, na "coisa em si" e em "nenhuma outra parte."

A partir daí é que os METAFÍSICOS, que investigam a realidade que transcendem as ciências  sensíveis, para fornecer fundamentos a respeito da natureza e das características primaciais do ser, fazem esse tipo de AVALIAÇÃO DE VALOR, através de seus procedimentos lógicos, à partir de sua "CRENÇA", constrói o seu " SABER" o qual chamam de "VERDADE".

"A crença fundamental dos METAFÍSICOS  é a CRENÇA  NOS CONTRASTES."

" de omnibus dubitandum"
OS HOMENS DEVEM DUVIDAR"

Nietz a partir do pensamento dos metafísicos se questiona sobre a aplicação  daquilo que estes acreditavam sobre suas próprias verdades e atribui a contrapartida aos valores por eles estabelecidas entre o verdadeiro, verossímil(não contraria a verdade) e altruísta(comportamentos dos homens em que suas ações beneficiam o outro).

Dentro desses valores considerados superiores dos metafísicos, Nietz toma a vida fundamentada na aparência, no desejo de engano, no interesse próprio e na cobiça como possibilidade de nesses VALORES SUPERIORES QUE OS METAFÍSICOS PREGAM,  haver uma ARDILOSA APARÊNCIA, que talvez o homem se utilize para conseguir o que pretende.

- E nesse contexto eu chamo aqui a atenção às tão  conhecidas máscaras  das quais o homem se utiliza para mostrar ou representar o que deseja à partir de sua própria convicção e conveniência.

A partir da observação dos filósofos por Nietz, ele conclui que:

"Convém situar a maior parte do pensamento consciente entre as atividades instintivas, até no caso do pensamento filosófico " e propõe um novo aprendizado em relação  ao HEREDITÁRIO  e o INATO.

Ele parte da ideia de que atrás de toda aparente autonomia dos filósofos e de toda a sua logica há uma TABELA DE VALORES que norteiam a manutenção de um determinado tipo de vida a partir de exigências fisiológicas. 

Por exemplo: Que O CERTO tem mais valor que O INCERTO, APARÊNCIA  tem menos valor que a "VERDADE".

O que faz Nietz supor não ser exatamente o homem, "a medida das coisas".  Diante dessa conclusão,  passa afirmar que:

"os julgamentos mais falsos, 
são os julgamentos mais indispensáveis."

Admitindo essa afirmativa não se poderia viver sem aceitar:

  • as ficções da lógica
  • sem comparar a realidade com o mundo puramente inventado do incondicional
  • do igualar a si mesmo
  • sem a contínua falsificação do mundo por meio do número.
Com isso, renunciar aos julgamentos falsos, seria renunciar a vida, uma negação da própria vida, segundo Nietzsche

Afirmar a inverdade como uma condição de vida...significa opor perigosa resistência aos habituais sentimentos de valores, e uma filosofia com tal ousadia, só por isso, se coloca ALÉM DO BEM E DO MAL.