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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Do Artigo: Contato, Virtualidade e Ciberespaço: Uma reflexão à luz da Gestalt-terapia

 

  • discute o fenômeno da virtualidade no contexto do ciberespaço e o entendimento da Gestalt-terapia.
  • Teoria do Self traz noção de contato para ressaltar o caráter virtual da experiência.
  • Adentra no campo das relações interpessoais.
"Constatou-se o ciberespaço enquanto um campo onde coabitam implicações materiais e virtuais que fomentam uma nova configuração para experiência e consequentemente um campo de ajustamento criativo."

século XXI - permite se relacionar através de uma rede de comunicação simultânea e global, o que nos permite interação sem a necessidade de dividirmos o mesmo espaço-tempo.

O ciberespaço...
  • as estas transformações se estendem na formação de uma cultura própria da contemporaneidade
  • ocorre a interação humana via mídias digitais
  • ressalta uma nova interface para experiência humana, onde a crescente circulação desenfreada de informações infere um campo novo, desconhecido e exacerbado em possibilidades.
  • Segundo Lévy (1999) o ciberespaço pode ser entendido enquanto um espaço não físico pelo qual as informações circulam por meio de um conjunto deredes de computadores.
  • Lima (2009) traz que “o ciberespaço não é uma realidade a parte, ou um não-lugar desconectado da realidade, mas uma expansão e um complexificador do real” (p.5), ou seja, para além da noção espacial/material o ciberespaço se refere a um ambiente simulado onde é possível interagir transmitindo informações e conteúdos simbólicos, proporcionando uma experiência conjunta de interação, mesmo deslocada em um tempo-espaço diferente ( CAPANEMA e AVANZA, 2013).

A Cibercultura...
  • por Lévi (1999) como sendo “o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço” (p.16).
  • Santaella (2003) traz que o advento da cibercultura não tem mudado apenas a maneira como nos comunicamos, mas também a forma como produzimos, criamos, distribuímos e compartilhamos.

Bases teóricas para se pensar o contato neste novo campo virtualizado da experiência....
  • Obra Gestalt-terapia de Perls, Hefferline e Goodman (1997) e nos estudos de seus desdobramentos feitos por Müller-Granzotto e Müller-Granzotto (2004, 2007, 2012).
O que significa Gestalt...

Segundo Engelmann (2002): “O substantivo alemão ‘Gestalt’, desde a época de Goethe, apresenta dois significados diferentes:

(1) a forma; 
(2) uma entidade concreta que possui entre seus vários atributos a forma” (p.2). 

A opção majoritária de manter o termo original por parte dos
gestaltistas ressalta a importância estética que o mesmo tem para a teoria, utilizado pelo próprio Goethe para descrever a “[...] auto-organização, do sentido e a expressividade presentes nos fenômenos da natureza” (CHOLFE, 2009, p.30).

A Gestalt-terapia...
  • se estabelece como uma abordagem que possibilita uma análise holística do ser humano através de uma forte base epistemológica, que parte da relação entre organismo e o meio.
  • o homem passa a ser visto como parte atuante em um todo maior.
  • Um constante campo interacional entre o organismo e o ambiente, no qual a manifestação das experiências vividas no passado e as expectativas geradas frente às possibilidades de futuro se fazem presentes transientemente no aqui-e-agora (MÜLLER-GRANZOTTO & MÜLLER-GRANZOTTO, 2004).
Influências da Gestalt-terapia...
  • marca o abandono do método introspeccionista e dos conceitos clássicos de atenção, sensação e associação em valor do método fenomenológico, o que permitiu que Wertheimer e Köhler propusessem uma aproximação do pensamento em relação a uma experiência concreta (CHOLFE, 2009).
  • transcende o formato mentalista, até então predominante, de se fazer Psicologia.
  • Perls levantou duras críticas a este método, uma vez que se pautava na busca por leis estruturais universais.
  • Perls vai beber da teoria de Kurt Goldstein, trocando o dualismo entre mente e corpo (fenômenos psicológicos versus fenômenos físicos) pela compreensão descritiva de um processo de funcionamento organísmico (BELMINO, 2014).
  • "nenhum organismo é autossuficiente Requer o mundo para a satisfação de suas necessidades"
  • quebra de um pensamento dicotômico que separava o homem e a natureza em estâncias isoladas e o início de uma linguagem integradora pautada na compreensão de uma unidade do organismo e sua integração com o campo (unidade organismo/ambiente) (BELMINO, 2014).
  • Para Perls, Hefferline e Goodman (1997) o pensamento dicotômico proposto pelas teorias antropológicas anteriores na verdade são fragmentações da experiência, uma vez que não abarcam o “todo”, apesar de serem estruturas unificadas e definidas.
  • propõe a observação da experiência em si mesma, formulando assim uma noção de campo construído através de polaridades que nascem de noções contrárias (BELMINO, 2014).
  • segundo Perls (2002) ocorre uma diferenciação em opostos: "somos indiferentes a tudo que é ‘não diferenciado’ a partir de nosso ponto e vista subjetivo” (p.46).
O Ego...
  • passa a ser entendido como uma função seletiva do organismo no campo, pela qual ele identifica-se e aliena-se em sua interface com o ambiente (PERLS, 2002).
  • o ego enquanto função da experiência é ativado a partir do encontro com o “estranho”, exercendo a função de determinar os limites ou fronteiras entre o pessoal e o impessoal.
  • Assim como a respiração é uma função do pulmão o ego é a função seletiva do organismo, fundamental para compreender suas próprias fronteiras (PERLS, 2002). 
  • A fluidez deste processo de diferenciação se dá por meio da dinâmica do contato/fuga, na qual o contato é o ato de identificação e alienação com o meio e a fuga o processo de retrair-se para que uma nova experiência possa emergir (BELMINO, 2014).
Ajustamento criativo ...

“o processo de contatar no campo organismo/ambiente [...]” (p.100), ou seja “[...] o processo de assimilação da novidade e a rejeição do inassimilável” (BELMINO, 2014, p. 99).

Teoria do Self...
  • discutida/lida através de “[...] três principais sistemas parciais –ego, id e personalidade -, que em circunstâncias específicas parecem ser o self”.
  • Através desses três sistemas é possível ler a experiência de um campo.
  • as funções id, ego e personalidade são entendidos enquanto ferramentas descritivas do processo temporal que é o “self” (MÜLLER-GRANZOTTO & MÜLLER-GRANZOTTO, 2004).
    • Id - surge como sendo passivo, disperso e irracional” (PERLS,HEFFERLINE E GOODMAN, 1997, p. 186), Ou seja, refere-se ao corpo ainda não representado frente a experiência, os tecidos e músculos que de tão integrados ao meio são indiferenciáveis, sendo “[...]vivido como volume, espessura, trânsito entre eu e o mundo” (MÜLLER-GRANZOTTO & MÜLLER-GRANZOTTO, 2004, p.3).
    • Ego - A função de ego, por sua vez remete a deliberação, decisão, ação. É a função pela qual o “self” polariza as trocas energéticas em uma extremidade da relação (MÜLLER-GRANZOTTO E MÜLLER-GRANZOTTO, 2004). Nesse momento “[...] um interesse assume a dominância e as forças se mobilizam de modo espontâneo, determinadas imagens se avivam e as respostas motoras são iniciadas” (PERLS, HEFFERLINE &GOODMAN, 1997, p.184).
    • Função Personalidade - é descrita por Perls, Hefferline e Goodman (1997) como sendo: [...]o sistema de atitudes adotadas nas relações interpessoais; é a admissão do que somos, que serve de fundamento pelo qual poderíamos explicar nosso comportamento, se nos pedissem uma explicação (p.187).
    • Self - “self” pode ser entendido enquanto “o sistema de contato no momento presente” (PERLS, GOODMAN, HEFFERLINE, 1997, p.10), e não meramente enquanto organismo em interação com ambiente como ocorreu em Perls (2002) e na teoria de Goldstein (BELMINO, 2017).
    O Self enquanto rede temporal..
    • a fronteira de contato se evidencia como presente transiente, ou seja, se efetiva enquanto um campo de presença no qual coabitam nossas vivências passadas e expectativas de futuro (MÜLLER-GRANZOTTO & MÜLLER-GRANZOTTO, 2007).
    • o caráter virtual do self, onde “o passado sempre é fundo para que o agora possibilite um futuro como criação” (BELMINO, 2014, p. 131).
    • a fronteira de contato no campo se dá no limite virtual entre o organismo e o meio, onde o “self” é flexivelmente variável, alterando-se de acordo com as necessidades dominantes que emergem (PERLS, HEFFERLINE EGOODMAN, 1997).
    • Perls, Hefferline e Goodman (1997) descrevem a fisiologia enquanto um sistema de ajustamentos conservativos herdados na interação organismo/ambiente
    • o corpo passa a ser lido enquanto unidade integradora de sentido: “é nele que o sentido da experiência se expressa, e a expressão para Merleau-Ponty se define justamente por esse ato que institui concretude ou facticidade a uma virtualidade ou possibilidade” (ALVIM et al, 2012, p.176).
    O virtual...
    • Virtual segundo Lévy (1999) remete a tradição filosófica definindo-se como aquilo que não é atual, que é possibilidade potencial.
    • Segundo Basso (2016) O virtual é aquilo que existe em potência e não em ato, sua tendência é atualizar-se. Por exemplo, uma árvore está virtualmente presente na semente. Virtual e atual não são contraditórios, mas sim modos diferentesde ser. Já o real é o que de fato existe (p.276).
    Virtualidade, Corpo e Contato...
    • leitura do “self” do Gestalt- terapia (1997) caminham para a compreensão da dimensão virtual como intrínseca a  experiência humana, sendo, portanto, exaltada pelo ciberespaço.
    • Basso (2016) traz que a internet nos colocou “[...] em atualização, reconfiguração de nossas fronteiras no campo organismo/ambiente” (p.294), sendo assim também se evidencia como um lugar de contato.
    • como trazem Perls, Hefferline e Goodman (1997) mesmo havendo contato, nem sempre há “awareness”, portanto, a cibercultura pode reservar em sua condição certas limitações.
    • Almeida e Santos (2017), Capanema e Avanza (2013) e Lima (2009) o ambiente virtual converge para uma exacerbação de representações, onde seus atores ao se enxergarem em um amplo campo de possibilidades trafegam em instabilidade e fluidez.
    • O virtual enquanto um aspecto presente na experiência humana parece assumir no ciberespaço o lugar de figura frente a um fundo de imprevisibilidade.
    • no ciberespaço o caráter virtual do “self” e da experiência se evidencia na explosão desenfreada de possibilidades, tornando a função de ego imersa em um circuito inassimilável e agigantado de informações.
    REFERÊNCIAS
      Artigo: Contato, Virtualidade e Ciberespaço: Uma reflexão à luz da Gestalt-terapia. Rodrigo Pinto Brasil e Marcus César de Borba Belmino

      sábado, 23 de maio de 2020

      Psicologia e Desigualdade - Ana Bock - Síntese

      O ARTIGO:

      • debate a desigualdade social como a grande questão brasileira.
      •  a Psicologia tem desvalorizado ou ignorado a desigualdade social como um aspecto determinante da constituição das subjetividades.
      •  é uma questão epistemológica que deve ser enfrentada e superada (transformada) na Psicologia ATRAVÉS  da adoção de uma visão de sujeito e de sua relação com o mundo que adota como categoria fundamental a historicidade, afirmando a subjetividade como aspecto da realidade que se constitui como uma dimensão do real. 
      • Afirma que Subjetividade e objetividade são uma relação dialética de constituição mutua. Ignorar esta relação leva e tem levado à psicologia a se constituir como ideologia que oculta a produção social da desigualdade.
      SÍNTESE DO ARTIGO
      •  tese defendida neste artigo é a de que a desigualdade social, maior problema vivido pelo Brasil, é ignorada pela psicologia e isto torna o discurso desta ciência ideológico.
      • defende a importância deste tema e dizer de sua relação com a constituição da subjetividade.
      SOBRE A DESIGUALDADE NO BRASIL
      • A história brasileira, em seus mais de 300 anos de escravidão, é marcada pela presença de uma elite política e econômica que sempre privilegiou seus interesses em detrimento das necessidades da maioria da população, e que se perpetua até os dias atuais.
      • Aspectos importantes a serem considerados:
      primeiro é que o padrão de desigualdade/ igualdade social é construído histórica e culturalmente em uma dada sociedade.
      segundo, a desigualdade social faz referência a distribuição da riqueza e às condições desiguais de acesso e bem-esta

      BRASIL:
      •  é caracterizado por uma população que tem acesso desigual à riqueza produzida coletivamente e usufrui de condições de vida também desiguais.
      • desigualdades que têm a característica étnico-racial como seu crivo; ou ainda aquelas que marcam as diferentes regiões do país; ou ainda de gênero.
      • a desigualdade no país é bastante profunda e permanente.
      • A estrutura de relações que acompanha e marca o fenômeno da desigualdade social é caracterizada por redes invisíveis e objetivas que qualificam e desqualificam indivíduos e grupos, distinguindo-os, marcando com este forte termo um grupo social que tem acesso a pequena parte da riqueza, vive sob condições precárias e é desvalorizado na hierarquia social.
      Por que a Psicologia ignorou a  desigualdade social? 
      • questão mais importante de ser abordada
      • os aspectos da psicologia que a levariam a estar de costas para a realidade social, segundo Bock, é uma  questão é epistemológica, ou seja, localiza-se na concepção de sujeito na qual a psicologia se baseou.
      • Século XIX, ênfase na razão, Psicologia enquanto ciência, nasce uma ciência racional, empírica, positivista, experimental, quantitativa e determinista.
      • Dicotomia da Psicologia em sua epistemologia.: 
      "O esforço racional para garantir um saber objetivo sobre a realidade, incluída a subjetividadefoi separar estes dois âmbitos: subjetividade e objetividade, que “passam a ser vistos como autônomos, com movimento próprio e natural. Caberia à Psicologia estabelecer, da melhor maneira possível, os mecanismos de interação entre os aspectos subjetivos e os aspectos objetivo”"

      Críticas à Psicologia: a psicologia ignorou a desigualdade social por uma questão epistemológica, ou seja, pela concepção de sujeito hegemônica
      • A realidade social, a sociedade, as condições de vida e a desigualdade social ficaram do lado de fora das explicações e compreensões da psicologia.
      • As razões estavam no âmbito “interno” dos indivíduos, podendo-se falar das situações de vida como experiências, vivências ou influências. 
      • O fenômeno psicológico, seja qual for sua conceituação, aparece descolado da realidade na qual o indivíduo se insere e, mais ainda, descolado do próprio indivíduo que o abriga.
      • A relação com o mundo social e cultural, apesar de considerada importante por todos os psicólogos, é vista como uma relação de exterioridade. “O mundo social é um mundo estranho ao nosso eu”
      Análises que prescindem da realidade social para explicar o humano e sua subjetividade:
      • Tudo que puder indicar relação com a realidade social será lido e compreendido a partir do indivíduo e suas características ou potencialidades.
      • A desigualdade social pertencente ao mundo exterior, influencia os indivíduos.
      • Suas potencialidades que deverão se atualizar ou se revelar conforme forem sendo estimulados pelo meio. 
      Psicologia enquanto Ideologia:
      •  passou a ocultar ou contribuir para ocultar a desigualdade social, que como afirmamos estaria considerada como o principal problema de nossa sociedade.
      • Nada oferece para evidenciar e dar visibilidade à desigualdade.
      • Suas concepções de diferenças individuais, de potencialidades, capacidades, inteligência, motivação, estruturação familiar, preconceito têm servido apenas para reduzir ao individual o que é social.
      • Encobre  parte da realidade, da relação do que está constituído (seja o psicológico) com a realidade social e material onde essa constituição tem lugar.
      Aspectos que permitem dar visibilidade à dimensão subjetiva da desigualdade social:
      Perguntou-se sobre a vida, as explicações para a desigualdade, sua gênese, as responsabilidades, as condições de vida e os sentimentos que acompanham esta vivência.
      •  o significado do esforço pessoal como responsável pelo sucesso das pessoas e, portanto, justificativa para a desigualdade.
      • moradores das regiões com menor índice de exclusão trazem a ideia mais frequente é a importância de ter bons contatos na vida para ter sucesso;
      • moradores das regiões mais pobres a ideia que aparece é a importância de começar cedo a trabalhar e batalhar por uma vida melhor.
      • O argumento da meritocracia aparece em todas as regiões para justificar a classificação de uma escola como boa; sempre alguém é responsável por sito, sejam professores, direção, alunos.
      • A população mais rica considera natural ter direito a, enquanto a população mais pobre não se vê como sujeito de direitos e entende que o que recebe do Estado são dádivas e é grata por isto.
      • A apropriação da cidade e o “sentir-se bem nela” demonstram formas diferentes de ver a cidade e se relacionar com ela. 
      Compreensão de como a escola está sendo significada por estes diferentes (e desiguais) alunos:
      • A escola pertence aos ricos; a escola é estranha para os pobres.
      • Para os ricos é continuidade de uma vida familiar, com cultura muito semelhante; para s pobres é ruptura da vida em família, onde o trabalho é aspecto central. 
      • O conhecimento é valorizado pelos alunos da camada rica, mas pouco ou nada destacado, pelos alunos pobres, como objeto da escolarização.
      • A escola como a possibilidade de sair do lugar onde estão e ter um futuro melhor; um futuro pouco descrito, mas que é sinônimo de deixar este lugar onde se encontram hoje. Para a camada rica a escola é necessária para aprenderem o que precisam para estar em uma profissão no futuro; mas o futuro é a continuidade do que se tem hoje.
      Lane afirmava em seu texto emblemático “Uma nova concepção de homem na Psicologia” que “toda a psicologia é social”
      • não será possível falarmos de nossa gente e sua subjetividade se não incluirmos definitivamente, em nossas reflexões, uma nova concepção de humano
      • é preciso fazer uma revisão epistemológica na Psicologia, inserindo a sociedade e combatendo a desigualdade social.

      FONTE:
      Artigo Psicologia e Desigualdade Social - Ana Mercês Maria Bock

      quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

      Resumo do Artigo Psicologia Social Contemporânea: Principais Tendências e Perspectivas Nacionais e Internacionais

      Artigo publicado por Maria Cristina Ferreira, Universidade Salgado de Oliveira, traz uma perspectiva sobre o estado atual da Psicologia Social no plano nacional e internacional.


      BREVE HISTÓRIA DA PSICOLOGIA SOCIAL

      • Tem se caracterizado pela pluralidade e multiplicidade de abordagens teóricas de conhecimentos sociopsicológicos, e devido a sua amplitude tem dificultado delimitar o seu objeto de estudo.
      • Tem como centro das preocupações o indivíduo-sociedade, ou seja, estudar as relações entre indivíduos, deste com a sociedade e a cultura.
      • Dedica-se prioritariamente ao estudo dos processos socioculturais, concebendo o indivíduo como integrante desse sistema, porém, vem focando cada vez mais em processos intraindividuais.
      • ênfase dada ao indivíduo e à sociedade levou a duas modalidades de Psicologia Social: Psicologia Social Psicológica (EUA) que procura explicar sentimentos, pensativos e comportamentos  na presença real ou imaginada de outras pessoas, focando ainda no modo como as pessoas respondem aso estímulos sociais; e a Psicologia Social Sociológica (EUROPA) que tem como foco o estudo da experiência social que o indivíduo adquire a partir de sua participação nos diferentes grupos sociais com os quais convive, privilegiando os fenômenos grupais e sociais.
      • Surge mais recentemente, na América Latina, a Psicologia Social Crítica ou Psicologia Social-Histórico-Crítica por adotarem uma postura crítica em relação às instituições, organizações e práticas da sociedade atual e conhecimentos produzidos pela Psicologia Social, colocando-se contra a opressão  e a exploração presentes na maioria das sociedades e têm como um de seus principais objetivos a promoção da mudança social como forma de garantir o bem-estar do ser humano, como bem afirma Hepbun,2003 apud  Maria Cristina Ferreira.
      PRINCIPAIS TENDÊNCIAS QUE MARCARAM A PSICOLOGIA SOCIAL

      A Psicologia Social na América do Norte (AN):
      • Obras que marcaram a fundação oficial da Psi Social na AN: o livro Uma introdução à psicologia social, de autoria de William McDougall, no âmbito da sociologia, e o livro Psicologia social: uma resenha e um livro texto, de autoria de Edward Ross, no âmbito da Psicologia (Pepitone, 1981).
      • A Psicologia Social se desenvolveu no âmbito das duas disciplinas,a té que no século XX, a Psicologia Social Psicológica se torna a forte tendência, sob influência do behaviorismo.
      • Floyd Allport, em seu livro texto de Psicologia Social (1924) defendia a ideia de que a Psicologia Social deveria focar no estudo experimental do indivíduo, diante dos estímulos de  seu ambiente social que era submetido.
      • Allport define os contornos da Psicologia Social Psicológica como uma disciplina objetiva, de base experimental e focada no indivíduo (Franzoi, 2007 apud Ferreira). 
      • 1920-1930 - domínio dos estudos sobre ATITUDES, INFLUÊNCIA SOCIAL INTERPESSOAL e da DINÂMICA DE GRUPOS.
      • ATITUDES  - Desenveu técnicas para mensurar o que era um fenômeno mental.
      • INFLUÊNCIA SOCIAL e DINÂMICA DE GRUPOS psicólogos influenciados pela Gestalt  procuravam conhecer o processo de formação de normas sociais, concluindo que os grupos desenvolvem as normas que governam e julgam os indivíduos (Normas Grupais).
      •  (Lewin, Lippitt & White, 1939) dedicaram-se à análise da influência dos estilos de liderança e do clima grupal sobre o comportamento dos membros do grupo e que havia uma liderança democrática que produzia tais normas, tornando o trabalho produtivo, mesmo que o líder não esteja presente.
      • Liderança Laissez-faire, contribuía para que o membros permanecessem passivos.
      • Liderança Autocrática deixava seus membros agressivos e apáticos.
      • Anos 20 , marcado o pós guerra, pela ATITUDE e PERCEPÇÃO DA PESSOA, surgindo estudos sobre a capacidade de comunicação e persuasão. A percepção de pessoas até hoje continua sendo uma das áreas centrais de estudo da Psicologia Social Psicológica.
      • Teoria do Equilíbrio de Heider (1946), as pessoas tendem a ter posições coerentes em relação a um mesmo objeto ou pessoa, mantendo-se em equilíbrio. Quando não há equilíbrio vivem situação de tensão e procuram restabelecer  mudando elementos a ele relacionados.
      • 1950-1960 - Renovam-se os interesses pelas pesquisas sobre influencia social e processos intergrupais. 
      • Surgem estudos sobre CONFORMIDADE estavam voltados para investigar os diferentes fatores que levam o indivíduo a permanecerem no grupo mesmo que não concordem com suas ideias. (Ex: Experimento de Milgran (1965) sobre obediência e autoridade).
      • Surge  a Teoria dos Processos de Comparação Social (Festinger, 1954) que defende que as pessoas necessitam avaliar suas habilidades e opiniões a partir de comparações realizadas com outros indivíduos que lhes são similares. Teoria atualmente muito usada nos processos de formação da identidade pessoal e social.
      • Posteriormente, a teoria da dissonância cognitiva, na qual estabelece que as pessoas são motivadas a procurar o equilíbrio entre suas atitudes e ações. (Festinger,1957).
      • 1970-1980 surgem as Teorias da Atribuição, que vai se debruçar sobre os processos cognitivos responsáveis pelos julgamentos sociais, isto é, pelos mecanismos que levam o indivíduo a perceber e atribuir causas internas (pessoais) ou externas (situacionais) ao comportamento do outro, bem como sobre os erros e vieses que interferem em tais processos.
      • Anos 80 - cognitivismo se consolida como perspectiva dominante da Psicologia Social Psicológica(EUA), e seu principal tema  de investigação passa a ser COGNIÇÃO SOCIAL, que tem como objetivo básico compreender os processos cognitivos que se encontram subjacentes ao pensamento social (Fiske & Taylor, 1984).
      • A crise da Psi Social Psicológica (EUA) foi marcada por uma excessiva individualização sobre o indivíduo e movimentos sociais ocorridos, como o feminismo, por exemplo.Questionou-se a sua relevância social, pois se utilizava de uma linguagem científica neutra distanciando-se dos problemas sociais reais.
      • TENDÊNCIAS ATUAIS: foco em três temas centrais à Psicologia Social: COGNIÇÃO SOCIAL, as ATITUDES e os PROCESSOS GRUPAIS, destacando-se  A NEUROCIÊNCIA SOCIAL e a PSICOLOGIA SOCIAL EVOLUCIONISTA.
      • COGNIÇÃO SOCIAL: subárea da Psicologia, que considera a ATENÇÃO, PERCEPÇÃO, MEMÓRIA e JULGAMENTO  como diferentes etapas do processo cognitivo. Estuda o conteúdo das representações mentais e os mecanismos ocorridos no processo de informação social. Foca ainda nos modos pelos quais as impressões, crenças e cognições sobre os estímulos sociais se formam e afetam o comportamento.
      • Pesquisas mais recentes apontam que os afetos e motivações individuais interagem com as cognições na determinação do comportamento social (Schwarz, 1998), e que fatores motivacionais podem interferir no grau de esforço cognitivo, que processam , facilitam e ativam esquemas cognitivos.
      •  recentemente, porém, os psicólogos sociais cognitivistas passaram a explorar as características da situação social que interferem nas estratégias de processamento, ou seja, uma cognição social situada. Com isso, a ênfase se desloca do “pensamento sobre os estímulos sociais” para o “pensamento no contexto social” (Schwarz, 1998). 
      •  os principais fenômenos psicossociais investigados atualmente, na perspectiva da cognição social, encontram-se o self, a formação de impressões, a percepção de pessoas e os estereótipos.
      •  No contexto do cognitivismo, o self é conceituado como um autoesquema, isto é, como uma representação mental que contém o conhecimento do percebedor acerca de si próprio, no que se refere a suas características de personalidade, papéis sociais, experiências passadas e metas futuras (Quinn & cols., 2003). O self decorre, portanto, de um processo flexível e construtivo de julgamento sobre si mesmo.
      • Os estereótipos, a formação de impressões e a percepção de pessoas constituem temas tradicionalmente estudados pela Psicologia Social e centrais à área de cognição social.
      • Os estereótipos consistem em esquemas ou representações mentais sobre grupos sociais, interferindo ativamente no processo de formação de impressão e percepção de pessoas. estudos mostram que as pessoas costumam fazer INFERÊNCIAS INICIAIS (formação e percepção de pessoa) baseada em ESTERIÓTIPOS. Posteriormente, dependendo de sua motivação e habilidade poderá corrigir suas impressões iniciais.
      • Atitudes estão associadas a crenças, valores e opiniões. São avaliações gerais que variam do extremo negativo ao extremo positivo, dos objetos presentes no mundo social.
      •  “formação de atitudes” e “mudança de atitudes”  são expressões vinculadas a processos distintos (Crano & Prislin, 2006). Assim é que a formação de atitudes costuma ocorrer de forma não consciente, por meio de aprendizagem condicionada ou mediante a mera exposição a estímulos vivenciados como afetivamente positivos. A mudança de atitudes, por seu turno, costuma ocorrer no plano consciente e vem sendo mais recentemente explicada pelos modelos de processos duais (Chaiken & Trope, 1999).
      • HEURÍSTICAS são atalhos mentais que usamos para simplificar a solução de problemas cognitivos complexos. São regras inconscientes para reformular problemas e transformá-los em operações mais simples e quase automáticas.
      • PROCESSOS GRUPAIS: avanços realizados em metodologias de análises de dados que consideram o grupo uma unidade autônoma e não uma soma de indivíduos têm propiciado avanços consideráveis no estado atual do conhecimento sobre os processos grupais. 
      • NEUROCIÊNCIA SOCIAL: assim cunhada pela primeira vez por Cacioppo e Berntson (1992), surge movida principalmente pelo interesse de investigar as possíveis associações existentes entre a cognição social e as funções cerebrais, com o intuito de compreender o papel desempenhado pelas estruturas neurais no processamento da informação social (Adolphs, 2009).  campo promissor de investigação na área de Psicologia Social que poderá indubitavelmente contribuir para maior compreensão do comportamento social.
      • PSICOLOGIA SOCIAL EVOLUCIONISTA: tem origem na Teoria da Evolução de Darwin segundo a qual a evolução das espécies se dá com base em um ciclo que inclui a variação, a competição e a hereditariedade.  As espécies apresentam variações em suas características constituintes e habilidades para lidarem com seu meio ambiente e que  somente aquelas dotadas de maiores habilidades competitivas irão conseguir sobreviver, bem como transmitir tais habilidades para a geração seguinte.  Os psicólogos sociais evolucionistas defendem que processos similares à evolução genética operam na transmissão da cultura. Diferentes grupamentos humanos variam em suas crenças e valores culturais, e que, em função de recursos cognitivos limitados, algumas dessas variantes culturais são mais prováveis de serem aprendidas e lembradas, em geral aquelas transmitidas por modelos mais proeminentes (pais, celebridades etc.).  Apoia-se no pressuposto de que muitos pensamentos, sentimentos e comportamentos sociais encontram-se associados a mecanismos biológicos que interagem de forma dinâmica com processos psicológicos e de aprendizagem, no interior de uma determinada cultura.
      A Psicologia Social na Europa: Evolução e Tendências Atuais
      • Iniciou a partir de 1970 mo0tivada pela crise da Psicologia Social dos EUA.
      •  Entre os temas de estudo mais frequentes no contexto europeu encontram-se a identidade social, que se insere principalmente no contexto das relações intergrupais, e as representações sociais, que remetem a uma psicologia dos grupos e coletividades
      • TEORIA DA IDENTIDADE SOCIAL: procuraram enfatizar a dimensão social do comportamento individual e grupal, ao postularem que o indivíduo é moldado pela sociedade e pela cultura. (Tajfel, 1981; Tajfel & Turner, 1986). defendem que as relações intergrupais estão intimamente relacionadas a processos de identificação grupal e de comparação social. Apoia-se em três postulados: (1) o autoconceito é derivado da identificação e pertença grupal; (2) as pessoas são motivadas a manter uma autoestima positiva; (3) as pessoas estabelecem uma identidade social positiva mediante a comparação favorável de seu próprio grupo (in-group) com outros grupos sociais (out-groups).
      • TEORIA DA CATEGORIZAÇÃO DE TURNER, HOGG, OAKES, REICHER E WETHERELL (1987): tem foco nos fatores que levam os indivíduos a realizarem determinadas categorizações, bem como suas consequências para o comportamento coletivo. Postula-se, assim, que a depender da força da pressão social presente em determinadas situações, as pessoas deixarão de lado suas características idiossincráticas (autopercepção) e ativarão suas identidades sociais, o que as levará ao engajamento em ações coletivas. Para eles, as identidades sociais consistem em categorias socialmente construídas que se mostram mais ou menos salientes, em função das características da situação social. 
      • TEORIA DA IDENTIDADE SOCIAL vem procurando elucidar o papel desempenhado pelo autoconceito nos processos e relações interpessoais ao articular fenômenos sociocognitivos, motivacionais e macrossocial.Vem sendo utilizada mais recentemente não apenas no estudo das relações intergrupais, mas também na investigação da autocategorização e de vários processos grupais, como a coesão, a liderança, a influência social etc.
      • TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: englobam um conjunto de conceitos, imagens e explicações que se originam do senso comum, no contexto das interações e comunicações interpessoais vão se modificando à medida que novos significados vão sendo acrescentados à realidade, apoiando-se nos processos de ancoragem e objetivação.  (Moscovici,1981)
      • TEORIA DO NÚCLEO CENTRAL (ABRIC, 1994) defende que toda representação social organiza-se em torno de um núcleo central e de elementos periféricos. O núcleo central consiste no elemento essencial da representação, em função de organizá-la e lhe dar sentido.

      A Psicologia Social na América Latina: Evolução e Tendências Atuais
      • Até a década de 1970, esteve grandemente influenciada pelo paradigma da Psicologia Social Psicológica.
      • Os Psicólogos Sociais, em prol de uma psicologia social mais contextualizada, isto é, mais voltada para os problemas políticos e sociais que a região vinha enfrentando, passando a adotar a Psicologia Social Crítica, defendendo uma psicologia mais comprometida com a realidade social.
      •  Martín-Baró (1996) enfatiza que a principal tarefa do psicólogo social deve ser a conscientização de pessoas e grupos, como forma de levá-los a desenvolver um saber crítico sobre si e sobre sua realidade, que lhes permita controlar sua própria existência. Que os psicólogos sociais contribuam para a construção de identidades pessoais, coletivas e históricas capazes de romper a situação de alienação das maiorias populares oprimidas e desumanizadas que vivem à margem da sociedade dominante e, consequentemente, levar à mudança social. Para ele (Martin-Baró, 1989), então, a construção teórica em psicologia social deve emergir dos problemas e conflitos vivenciados pelo povo latino-americano, de forma contextualizada com sua história.
      A Produção Brasileira em Psicologia Social
      • 1930- surgem as primeiras publicações brasileiras sobre questões psicossociais.
      • 1962 - Ocorre a Institucionalização da Psicologia Social quando o CFP(Conselho Federa de Psicologia) criou o currículo mínimo para os cursos de Psicologia, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino da Psicologia Social.
      • 1970 - A Psicologia Social Psicológica Norte-Americana foi dominante, inclusive na América Latina.
      • 1972 - Publicou-se  o livro “Psicologia social”, de autoria de Aroldo Rodrigues.
      • 1980 -  Criou-se a  da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), estabelecida com o propósito de redefinir o campo da Psicologia Social e contribuir para a construção de um referencial teórico orientado pela concepção de que o ser humano constitui-se em um produto histórico-social, de que indivíduo e sociedade se implicam mutuamente (Jacques & cols., 1998). 
      • 1984 - Publicou-se o livro de Silvia Lane e Vanderley Codo e intitulado “Psicologia social: O homem em movimento”.
      • As três principais vertentes atuais da Psicologia Social, discutidas previamente (Psicologia Social Psicológica, Psicologia Social Sociológica e Psicologia Social Crítica.
      • A preferência dos psicólogos brasileiros pela Psicologia Social Crítica mostra-se coerente com a tendência mais recente de adesão a tal perspectiva que vem sendo observada em diversos outros países da América Latina.
      •  O tema das atitudes, crenças e valores, juntamente com a percepção social, vem, há várias décadas, constituindo-se em um dos principais objetos de estudo dos psicólogos brasileiros. 
      • PSICOLOGIA SOCIAL CRÍTICA  se preocupa basicamente com os problemas sociais, procurando assim desenvolver um saber autônomo e capaz de compreender tais fenômenos.




      segunda-feira, 8 de outubro de 2018

      RODA DA VIDA 1 - FERRAMENTA DE ANÁLISE PESSOAL

      QUESTIONÁRIO A RESPONDER (EM BREVE)

      RODA DA VIDA 3 - RODA DE ATUAÇÃO E COMPETÊNCIAS


      Orientações para preencher a Roda acima:
      MOTIVAÇÃO
      ·         ORIENTAÇÃO DE REALIZAÇÃO = Realização de propósito + Desenvolvimento intelectual / 2
      ·         INICIATIVA = Criatividade e Hobbies + Desenvolvimento intelectual + intelecto / 3
      ·         FOCO = Equilíbrio emocional + Realização e propósito + Trabalho e carreira/3
      GERENCIAMENTO DO OUTRO
      ·         LIDERANÇA = Foco + Iniciativa / 2
      ·         INFLUÊNCIA = Desenvolvimento intelectual + equilíbrio emocional + Vida Social + Amor + Intelectualidade/ 5
      ·         COMUNICAÇÃO = Vida social + contribuição social + família e Amigos/3
      CONHECIMENTO DO OUTRO
      ·         CONSCIÊNCIA ORGANIZACIONAL = Desenvolvimento intelectual + vida social + Espiritualidade / 3
      ·         EMPATIA = Liderança + Influência + Comunicação / 3
      ·         ORIENTAÇÃO DO SERVIÇO = Foco + Realização de Orientação/2
      AUTOGERENCIAMENTO
      ·         CONFIABILIDADE = Empatia + Influência / 2
      ·         AUTOCONTROLE = Equilíbrio emocional + Desenvolvimento Amoroso + Amor + Desenvolvimento intelectual / 4
      AUTOCONHECIMENTO
      ·         AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL = Autocontrole + Foco + Desenvolvimento Amoroso + equilíbrio emocional + Amor/ 5
      ·         AUTOAVALIAÇÃO CORRETA = Autocontrole + Autoconsciência + Equilíbrio emocional / 3
      ·         AUTOCONFIANÇA = Autoconsciência emocional + Autocontrole + Empatia / 3
      Após fazer todos os cálculos acima, pintar a roda da vida.
      Possíveis significados...
      ORIENTAÇÃO DE REALIZAÇÃO – Ser dirigido a realizar de acordo com padrão interno de excelência.
      INICIATIVA – Tomar atitude para agir.
      FOCO – Determinação e concentração.
      LIDERANÇA – Coordenar grupos e pessoas.
      INFLUENCIA – Exercer táticas de influências interpessoais, persuasão.
      COMUNICAÇÃO – Dar mensagens claras e convincentes.
      CONSCIÊNCIA ORGANIZACIONAL – Entender e empatizar em âmbito organizacional (dinâmicas, situações, políticas, etc).
      EMPATIA – Entender os outros e se interessar ativamente por suas questões.
      ORIENTAÇÃO DO SERVIÇO – Reconhecer e preencher necessidades dos clientes (internas/externas).
      CONFIABILIDADE – Manter alto padrão de honestidade e integridade.
      AUTOCONTROLE – Manter as emoções e impulsos de interferência sob controle.
      AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL – Reconhecer as próprias emoções. 
      AUTOAVALIAÇÃO CORRETA – Conhecer as próprias forças e limitações.
      AUTOCONFIANÇA – Um senso forte do próprio autovalor e capacidades.