Mostrando postagens com marcador Aceitação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aceitação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Seção 3 - Emoções Negativas / Psicologia Positiva

PSICOLOGIA POSITIVA 2.0 
  • É  a  evolução da Psicologia Positiva.
  • Não adianta trabalhar exclusivamente com emoções positivas.
  • É necessário trabalhar também com as emoções negativas, já que todas elas trazem em si, um aspecto positivo, uma razão de ser, Elas existem para nos autopreservar.
As emoções negativas se tornam um problema quando estão em desequilíbrio, quando começam a nos controlar, controlar nossa vida. Para evitar que isso aconteça é preciso trabalhar a MENTE SÁBIA, que é a intersecção entre nossa mente racional e a nossa mente emocional. A MENTE SÁBIA é o equilíbrio entre esses dois extremos.
  • Emoção negativa à flor da pele, te dominando, é preciso racionalizar um pouco para conseguir colocar as coisas de volta ao eixo, dominando a emoção que antes estava te dominando.
EMOÇÕES NEGATIVAS:
FRUSTRAÇÃO
  • É uma resposta emocional que a gente tem quando as nossas expectativas diferem da realidade, decepcionando a pessoa. Passa a mensagem de alerta para  que a gente não se reaproxime dos nossos objetivo iniciais.
Aspectos comuns de pessoas que sentem frustração muito frequentemente: 
  • Nunca conseguem ver o lado positivo ( são os pessimistas). O Antídoto é trabalhar a mudança de perspectiva, começando a olhar a situação de outra forma. embora não seja fácil, com o suos adequado da técnica de mudança, vai conseguindo usar no seu dia a dia, transformando isso em relação às pessoas, como um hábito.
  • Busca sempre a perfeição como se existisse a perfeição. A tentativa de deixar sempre tudo do jeito que a pessoa quer ou gostaria, traz sempre a frustração, pois a possibilidade da expectativa da realidade bater com a expectativa dela é menor. O Antídoto é trabalhar a aceitação de que nem tudo será perfeito, nem sempre será do jeito que gostaria, e tudo bem ser assim. O importante é fazer o melhor de si.
  • Têm dificuldade de lidar com os desafios da vida. O Antídoto é trabalhar a resiliência através de práticas meditativas, do mindfulness, ampliando a sua percepção a respeito de si mesmo, das pessoas ao seu redor, lidando de uma forma mais serena com as dificuldades da vida.
TÉCNICA PARA LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO
  • Lembre de uma frustração que viveu em sua vida, como se estivesse revivendo agora.
  • Quais as sensações durante a frustração?
  • Além da frustração haviam mais alguma emoção envolvida?
  • Você acha que a resposta que deu para essa situação foi sensata ou foi desproporcional em relação ao que você viveu?
  • O que exatamente você queria controlar na situação? Observe mais fundo para perceber o que deseja realmente controlar.
  • Pense se é passível de controle aquilo que deseja realmente controlar?
  • Reflita qual a sua responsabilidade nessa situação? Quais as suas falhas?
  • O que pode fazer a respeito?
  • Qual o seu objetivo maior nessa situação? Ser feliz ou estar certo? Ter um bom relacionamento com a pessoa? Pense num plano de ação para consertar a situação que viveu e para que ela não se repita no futuro.
RAIVA
  • É uma tentativa de controlar alguma coisa, similar à frustração, mas pode ser sentida como ameaça física ou psicológica.  
  • É de difícil controle porque sempre tem motivos para senti-la, se utilizando de argumentos convincentes de que se tem razão para senti-la.
  • Ajuda a pessoa a impulsionar e superar o que está prejudicando-a; estabelece limites e quando está num grau mais baixo, é conhecida como MAU HUMOR.
COMO LIDAR COM A RAIVA
  • Primeiro é preciso ataca-la logo no início para que não se desenvolva, tornando-se mais difícil seu controle. Para isso, precisa parar de ruminar os motivos que te levaram a sentir raiva, procurando fazer outra coisa, procurando focar totalmente sua atenção naquilo que está fazendo, e não fazer automaticamente, com o pensamento na raiva, ruminando os motivos para senti-la. Esfriar a raiva não é negar a raiva. Tudo aquilo que você resiste, persiste.(Jung)
  • Segundo, comece a contestar e reavaliar a situação de uma maneira mais fria, quando esse sentimento estiver esfriado. extravasar a raiva não é uma boa maneira de acabar com ela. Quando a gente extravasa a raiva só faz ela aumentar de tamanho, e não resolve a situação, podendo levá-la para uma situação que se chama SEQUESTRO EMOCIONAL, que é deixar a raiva totalmente no controle e você depois nem lembra o que você estava fazendo. A raiva aí, acaba conduzindo todas as suas ações.
COMO CANALIZAR A RAIVA DE FORMA POSITIVA
  • Canalizar a raiva de forma positiva, é usar o sofrimento que esta lhe causa, positivamente.
  • Não definir nada quando estiver sentindo raiva. Resista a vontade de responder na hora. depois mais calmo, pense a melhor estratégia de responder.
  • Use a técnica de três passos para  a Estabilidade Emocional (App Insight Timer)
  • Faça práticas meditativas de forma regular, para manter a serenidade. Não vai deixar de sentir raiva, mas vai conseguir responder a raiva de forma mais consciente e serena.
  • As técnicas podem ser usadas para várias emoções negativas, ou para se preparar para conversas difíceis.

TÉCNICA PARA LIDAR COM A RAIVA
  • Lembre de uma raiva que sentiu em sua vida, como se estivesse revivendo agora.
  • Quais as sensações durante a raiva?
  • Além da raiva haviam mais alguma emoção envolvida?
  • Você acha que a resposta que deu para essa situação foi sensata ou foi desproporcional em relação ao que você viveu?
  • O que exatamente você queria controlar na situação? Observe mais fundo para perceber o que deseja realmente controlar.
  • Pense se é passível de controle aquilo que deseja realmente controlar?
  • Reflita qual a sua responsabilidade nessa situação? Quais as suas falhas?
  • O que pode fazer a respeito?
  • Qual o seu objetivo maior nessa situação? Ser feliz ou estar certo? Ter um bom relacionamento com a pessoa? 
  • Pense num plano de ação para consertar a situação que viveu e para que ela não se repita no futuro.
TÉCNICA DE "PERCEPÇÃO DE POSICIONAMENTOS".
  • Baseada em Programação Neurolinguística.
  • Pode ser usada como preparação para conversas futuras.
  • O objetivo dessa técnica é perceber o ponto de vista do outro, percebendo exatamente o que acontece na situação, e responder à raiva de forma apropriada.
  • Lembre de uma raiva que sentiu em sua vida, como se estivesse revivendo agora.
  • Além da raiva haviam mais alguma emoção envolvida? 
  • Dê um nome para essa emoção, registre se necessário.
  • Qual a razão para se sentir com raiva?
  • Dê um passo para traz como se estivesse saindo do corpo, e observando de fora você e a pessoa pela qual sente raiva.
  • Agora entre na outra pessoa e observe as necessidades dessa pessoa, porque ela sente isso, como ela se sente? O que ela quer exatamente?
  • sai do corpo dessa pessoa, e volte para fora do seu corpo e do corpo da pessoa, olhando de fora, como você acha que poderia agir melhor nessa situação?
  • Agora volte para dentro de seu corpo, e perceba se mudou essa emoção. Você sente alguma coisa diferente? Essa emoção é mais gerenciável agora do que quando começou ? Que lição você aprendeu? O que você aprendeu? Qual sua nova visão? Como pode coloca-la em prática?
DOR E SOFRIMENTO
  • Se trata aqui de dor física. Todos sentem dor de alguma forma. aquele que não sente dor possui uma doença chamada ANALGESIA CONGÊNITA. Poucas pessoas no mundo têm essa doença, e geralmente quem a tem, acaba sofrendo uma série de acidentes e não percebe, o que pode ser bem perigoso, como por exemplo, uma pessoa se queimar e não se dá conta de que queimou.
  • A dor física funciona como uma autopreservação. O seu papel é buscar a cura para algo.A pessoa sente algo muito ruim justamente porque seu corpo está sinalizando para você nunca mais fazer aquilo, preservando-o da dor.
  • Dor e sofrimento, um pode gerar o outro. Por exemplo, uma dor física pode acabar se tornando um sofrimento psicológico. da mesma forma, um sofrimento psicológico, como estresse, pode causar dor física, seja através de úlcera, por exemplo.
  • Qualquer situação pode gerar sofrimento já que ele é subjetivo varia de pessoa para pessoa. uma pessoa que tenha medo de animal, ao vê-lo pode sofrer.  A intensidade do sofrimento pode variar conforme a sua interpretação daquela situação. Saber disso não acaba com o sofrimento, mas há técnicas que podem ser usadas para amenizar ou acabar com esse sofrimento.
A EQUAÇÃO DO SOFRIMENTO
  • Essa equação define seu nível de sofrimento em relação a uma determinada situação.
  • DOR x RESISTÊNCIA (NÃO ACEITAÇÃO) = NÍVEL DE SOFRIMENTO
  • Numa escala de 0 a 10, dê uma nota para sua dor e para a sua resistência em relação a essa dor.
  • Os números irão mostrar que quanto maios a resistência, maior o sofrimento. Quando menos a resistência, menor o sofrimento.
  • Aceitação não significa aprovação, porém a não aceitação ou resistência muitas vezes favorece o desenvolvimento em algumas situações, como por exemplo, no caso de injustiça sociais.
  • Aceitar é compreender que a situação é como é e não poderia ser diferente.
  • Nosso maior desafio é conseguir detectar aquilo que pode ser mudado e aquilo que não pode ser mudado.
Diante daquilo que não se pode controlar, é possível ter três atitudes diferentes:
  • PASSIVIDADE ou RESIGNAÇÃO - a vida é assim, dessa forma, não posso fazer nada a respeito disso.
  • NEGAR ou PARTIR POR CONFRONTO - não  aceita, sente raiva  e parte para o confronto.
  • ACEITAÇÃO que é ter consciência de sua parcela de responsabilidade sobre aquilo, e não agir nem a mais nem a menos, o que não significa que você aprova.
Todas as pessoas sofrem na vida, não se pode ter poder sobre o sofrimento, evitando-o mas, podemos ter poder sobre o que vamos fazer com esse sofrimento.

DICAS PARA LIDAR COM O SOFRIMENTO
  • Evite a ruminação. Os sofrimentos do passado não são determinantes na vida adulta. Ficar ruminando por toda a vida sofrimentos do passado, de maneira inapropriada, vai causar sofrimento.
  • Pensar sobre os sofrimentos: são válidos? faz sentido ficar retornando a eles? quais as suas opções em lidar com esse sofrimento? ele te trouxe algo positivo? aprendeu alguma coisa, se tornou mais forte ou mlehor a partir do sofrimento?
  • evite supervalorizar os sofrimentos da vida, pois trouxeram características importantes para que você se tornasse quem você é.
  • Lembrar que tudo é impermanente, tem um fim, tudo passa, tudo muda.
  • convide a felicidade para entrar na sua vida, fazendo coisas que te fazem feliz, tanto a felicidade eudônica, como eudaimônica. cultive ações, atitudes, relacionamentos que te fazem feliz de alguma forma. A felicidade não cai do céu, é preciso busca-la constantemente.
  • Acesse a pratica lugar perfeito para recarregar energias ( App ght Timer) para tudo que precisa turbinar na sua vida nesse momento, autoconfiança, tranquilidade, equilibrio emocional.
ANSIEDADE E MEDO
  • ANSIEDADE é um estado de apreensão, uma antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. É uma vigilância para detectar essas ameaças e fazer você pensar em formas de como você pode lidar melhor com elas, projetando várias soluções. 
  • MEDO é uma resposta de eventual perigo.
  • ambos causam uma reação em nosso organismo, diante de situações de perigo real ou percebido, preparando a gente para dar uma resposta diante desses desafios.
  • O problema está em quando a ANSIEDADE  e o MEDO ESTÃO FORA DE CONTROLE:  isso acontece quando acontecem com ALTA REGULARIDADE, INTERFERINDO EM NOSSAS VIDAS E EM NOSSOS RELACIONAMENTOS. Ainda quando se apresentam de forma desproporcionais às situações que a pessoa está vivendo, podendo ocasionar um distúrbio, o que requer ajuda médica.
  • Pessoas ansiosas ficam se preocupando com problemas que nem existem e que muitas vezes nem vão existir. É muito causada pelas conexões da vida moderna, de sentir que não pode desligar, com isso questões como: cuidar de si, curtir alguém que gosta, saborear uma boa comida, seu animal de estimação, acabam ficando de lado. 
  • A forma de lidar com essa ansiedade é procurar estar no presente, exercitar sua atenção plena do momento.Cultivar sua presença, atenção plena. Desenvolver relações e conexões profundas que te façam bem.
  • dentre os três sistemas neurobiológicos, o terceiro dele é o de calma e tranquilidade que ajuda a combater a sensação de ansiedade que sentimos o tempo todo quando não focamos nossa atenção no presente.
  • Passado e futuro não existem. O futuro não aconteceu. O passado é criação da mente humana, e e suas memórias vão sendo moldadas a medida que o tempo passa. Por isso é preciso focar no presente.
  • A melhor forma de lidar com o medo é assumindo o que você sente
  • Observe o que é esse medo.
  • Quais as situações que desencadearam ou reforçaram esse medo?
  • Tratando-se de fobias é preciso buscar ajuda médica.
DICAS PARA LIDAR COM A ANSIEDADE E O MEDO

PARA LIDAR COM ANSIEDADE ...
  • Primeiro, perceba que seus pensamentos são apenas pensamentos, eles não refletem necessariamente a verdade.Assim como as emoções, os pensamentos são apenas eventos mentais. Você não é o seu pensamento, você consegue observar eles, observar suas emoções.
  • Segundo, racionalize esse pensamentos e essa emoção de ansiedade., observando se é útil,: pode ser útil quando identifica os seus potenciais e ameaças no seu cenário futuro, para que você possa se preparar para enfrentá-lo e lide melhor com cada uma das situações que possam surgir
  • Numa crise de ansiedade, a primeira coisa que se deve fazer é mudar o foco da sua atenção, ou com algo ou prestando atenção na sua respiração. Não precisa mudar o ritmo  dela, observando se está mais curta e rápida ou mais lenta e profunda.A respiração determina o estado emocional, que determina o ritmo da respiração. Por exemplo, quando esta chorando, tristeza profunda, seu corpo naturalmente age de forma involuntária e ao contrário, quando você esta com raiva, você expira. A respiração mais longa profunda, a gente acalma seu estado mental.
  • é preciso pensar se é real aquilo que esta sentindo e o que fazer para sair dela.
TÉCNICA RAIN

R - Reconhecer ( o que está vivendo ou sentindo de forma gentil.)
A - aceitar  ( o que se está vivenciando no momento)
I  - Investigar ( por que esta sentindo,. é realista, faz sentido?)
N - Não se identificar ( não se apegar, lembrando que pensamentos e emoções não são você e pode observá-los)

TÉCNICA PARA LIDAR COM ANSIEDADE E O MEDO
  • Feche osa olhos e pense em uma situação de ansiedade ou medo que tenha vivido.
  • Lembrando como se estivesse vivenciando nesse momento, observe o que você está sentindo no momento.
  • Perceba onde esse sentimento está localizado fisicamente no seu corpo.
  • Crie uma versão de você mesmo, mais sábio, mais calmo, mais tranquilo, se afastando de seu corpo e olhando a situação de fora.
  • Reveja essa situação. O que está acontecendo?
  • Pense no que você gostaria de dizer para você mesma que está vivendo essa situação.
  • Repita o processo criando uma segunda versão ainda mais sábia de você. 
  • O que essa segunda versão mais sábia, diria para a primeira versão e a versão da situação inicial.
  • Fique nessa segunda versão até que se sinta forte e firme o suficiente para lidar com a situação.
  • Fale para as duas primeiras versões, o que elas precisam ouvir de você,com amorosidade, com sabedoria, para que elas possam lidar melhor com essa situação nesse momento.
  • Quanto mais você fica junto a essa ultima versão, mais você se fortalece.
  • Volte para a segunda posição, e depois para a primeira posição, levando consigo a sabedoria que trouxe da última posição.
  • De volta a primeira posição, como você se sente? O que você aprendeu?
Técnicas de visualização ou imaginação são muito usadas entre atletas de alta performance, profissionais, executivos, músicos, exatamente, porque nosso cérebro não sabe distinguir o que é real daquilo que é irreal. O organismos responde como se estivesse vivendo aquilo.

INVEJA
  • É desejar o que o outro tem.
  • É um sentimento de inferioridade, um desgosto diante da felicidade do outro.
  • é um dos sete pecados capitais ( Catolicismo);
  • Dá aquele sentimento de inferioridade de culpa, de vergonha quando a gente sente ela, por isso, é bem difícil se admitir estar sentindo inveja.
  • Traz uma mensagem importante, que aponta o que você quer para sua vida.
  • é uma oportunidade de analisar pessoas ou situações para perceber o que você deseja para sua vida, porém é preciso elaborar estratégias e ter constância para conquistar tudo que desejar.
  • se o outro tem significa que você também pode ter. A questão é você fazer o movimento de conquistar também aquilo que deseja. acreditar no seu potencial. Isso é o mais importante em relação à inveja.
  • Nem sempre conquistamos o que desejamos de forma imediata. É preciso planejar, dar um passo por vez, para se chegar no que se deseja.
  • A felicidade existe para todos, mas não cai do céu. É preciso empreender os esforços necessários para conquistá-la. Quando a gente compreende isso, compreendemos também que podemos ficar felizes mediante a felicidade do outro também.
COMO LIDAR COM A INVEJA
  • Primeiro é preciso não negar esse sentimento. É preciso acolhe-lo e aceitá-lo.
  • Todos sentem inveja, não precisa se sentir inferior, nem vergonha, é normal.
  • A inveja está ali por um bom motivo. Está passando uma mensagem que você pode usar a seu favor.
TÉCNICA PARA LIDAR COM A INVEJA
  • Lembre-se detalhadamente, de uma situação em que você sentiu inveja.
  • Anote o que você sentiu naquele dia ou situação?
  • Saia daquela situação, pare de viver ela em primeira pessoa, e numa segunda pessoa, observe o que estava acontecendo ali ao seu redor.
  • Com a nova perspectiva o que exatamente, está acontecendo, o que você inveja no outro, o que está querendo conquistar que te falta, qual a necessidade não atendida. anote todos os seus insights.
  • Como observador externo, crie uma nova perspectiva sobre a situação, se descolando desse sentimento de inveja, enquanto observador.
  • Identifique se existe alguma necessidade não atendida.
  • Como você pode suprir essas necessidades que lhe faltam?
  • Que atitudes você pode tomar para atendê-las?
  • Tome isso como um compromisso, planeje, crie metas para alcançar.
MÁGOA OU RESSENTIMENTO
  • São diferentes do sofrimento porque não são tão intensas, mas são mais duradouras, pois a pessoa fica remoendo o sentimento, a ferida nunca cicatriza.
COMO LIDAR COM ISSO?
  • Racionalize um pouco, pense sobre o que está fazendo consigo. quando a feirca começa a cicatrizar, abre de novo e assim continua.
  • Atue na causa raiz, quanto mais demora de cicatrizar, mais profunda vai ficando a ferida.
  • Tenha uma postura amorosa consigo e com o outro.
  • Busque uma conversa pacífica com a outra pessoa para reparar os danos causados.
  • a RECONCILIÇIAÇÃO OU PERDÃO deve atender aos dois lados, escutar os dois pontos de vista, expor de forma não agressiva o que eles sentem e qual a necessidade não atendida.
TÉCNICA DE MARSHALL ROSEMBERG: COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA
  1. Observar sem julgar. Resgatar o que acontecei sem julgar nem se vitimizar.
  2. Identificar os sentimentos envolvidos nas duas partes.
  3. Identificar as reais necessidades não atendidas.
  4. Ver relação de necessidades não atendidas universais.
  5. Expor o que sente colocando suas necessidades com amorosidade.
  6. resolva a situação, perdoe, e segue em frente.
  7. Se não conseguir fazer sozinho, peça ajuda profissional.
ESTRESSE
  • Resposta natural do nosso organismo, diante de qualquer demanda ou pressão externa. 
  • Faz mal às pessoas quando elas o percebem como algo ruim. Isso vai determinar o nível de nosso estresse. 
  • Exemplos: metas de trabalho podem ser positivas, por serem estimulantes,  mas para outros, pode ser um estressor. Isso é uma questão de percepção, de lidar da melhor forma possível com o estresse.
  • A melhor forma de lidar com o estresse é praticar algumas ações de forma regular: práticas meditativas, praticar esportes,dormir bem, nutrir boas relações sociais, ter contato com a natureza, fazendo essas ações de forma regular, consegue-se evitar o estresse.
  • tenha consciência de que você tem escolha, para o enfrentamento do estresse, buscando o seu tempo de forma produtiva, desviando o foco do estresse em si.
O IMPORTANTE PAPEL DAS EMOÇÕES
  • Emoções positivas e negativas trazem muitas informações de acordo com sua história de vida.
  • Ambas são necessárias para o enfrentamento dos desafios que surgem na vida.
  • Precisa ter cuidado com os extremos dessas emoções, justamente para evitar que as reações surjam de forma automática e não de forma consciente.
  • Praticar atenção plena é muito importante para identificar o que acontece conosco e responder de forma apropriada.
  • Observe as técnicas e ferramentas para lidar com ambas as emoções.
REFERÊNCIAS:
CURSO DE PSICOLOGIA POSITIVA 1.0 E 2.O da teoria à prática.
Seção 3 - Emoções Negativas - Aulas: 23 à 39
Juliana Zellauy Feres 
Especialista em Psicologia Positiva pelo Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento.,
Plataforma Udemy

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Morte e Apoteose - Aula 15 - Mitologia grega e Apoteose

A jornada do Herói rumo a apoteose continua com A Morte e Apoteose de Héracles.

  • Casamento com Dejanira. na corte do sogre Eneu, matou por acidente o copeiro Eunômono. Héracles resolve partir com a esposa, túnica do centauro Nesso.
  • disputa com o Rei Êurito, por lole, enlouquecido pela segunda vez, assassinato de Ifito.
  • Purificação pelo oráculo de Delfos, três anos como escravo.
Héracles vai embora com dejanira e ao fazer a travessia de um rio do centauro nesso, que tentou violentá-la na travessa enquanto travessava com Dejanira no seu dorso. Héricles percebeu e esperou chegar do outro lado do rio, e flechou o centaur, que antes de morrer deu a Dejanira uma túnica que serviria como amuleto para ser usado quando estivesse pra perder seu amado.

Héricles disputa em arco e flecha com o Rei Êurito, disputando a filha dele, mesmo ele sendo casado. O Rei não permite que ele fique com o prêmio por já ser casado, vai embora ensandecido, e acaba matando Ifito. Héracles vai até o oráculo de novo buscar a purificação, mas lhe é negado. Com isso, Apolo enfrenta Héracles, ao ponto de que Zeus intercedeu e deu a purificação na condição de que Héracles se tornasse escravo durante 3 anos. Ele se casa com a rainha Onfale, que está ligada a umbigo, que simbolicamente, representa um novo nascimento, uma nova etapa na vida dele.

  • Escravo e marido da Rainha ônfale.
  • Desejando, após a vitória sobre ~Eurito e o fim do exílio, erguer um altar em agradecimento a seu pai Zeus, mandou um seu servidor, Licas, pedir a Dejanira que lhe enviasse uma t[unica que ainda não tivesse sido usada, conforme era de praxe em consagração e sacrifícios solenes.
  • "Envenenado" por Hera, licas disse a Dejanira que seu marido talvez não a desejasse mais. Achando que ele já não a desejava mais, ela envia a túnica.
  • Vestido com a túnica de Nesso, alucinando de dor retorna a Tráquis para Dejanira.
  • Ao notar o estado de Alcides, Dejanira percebeu que o havia matado e se mata, se queima e depois se joga na água e se afoga.
  • No topo do monte Eta acendeu uma pira com a ajuda de Filoctetes, deitou, se queimou, morreu afogado em um ribeiro, Termópilas.
  • Admitido no Olimpo, reconciliação com Hera, casamento com Hebe.
O CURADOR FERIDO
  • Quiron foi um dos instrutores ou educadores de Héracles, mas em um de seus treinamentos, Héricles acerta uma flecha na pata do centauro Quiron, que não teve nada que curasse a ferida. Com isso, Quiron vai em buscar de recursos para cura-lo, mas não encontrou. Ele encontrou no caminho, a cura para muitas outras pessoas. Quiron aceita ir voluntariamente para a morte por conta da ferida aberta que o fazia sofrer. Zeus intercede e o transforma numa constelação.
Daí a importância de olharmos para nossas feridas, nossos complexos, acolhendo isso de forma consciente, o que vai gerar recurso para lidar com os próprios clientes. Somente quando olhemos as nossas feridas abertas, é que adquirimos a capacidade de acolher as feridas dos outros. Daí a necessidade do terapeuta fazer terapia também.

REFERÊNCIAS
Curso extracurricular de Mitologia e Psicologia Analítica
Instituto Freedom
Aula 15 - Morte e Apoteose
Prof. Rangel Fabrete

terça-feira, 5 de maio de 2020

TERAPIA CENTRADA NO CLIENTE - CARL ROGERS



Terapia Centrada no cliente, segundo Carl Rogers, propõe que uma pessoa que se sente vulnerável ou ansiosa deve procurar um profissional que tenha:
  • ·       Congruência
  • ·       Aceitação Incondicional
  • ·       Empatia

Condições necessárias para que o cliente possa crescer psicologicamente.

CONGRUÊNCIA – primeira condição que deve ter o terapêuta
·       Ocorre quando terapeuta é:
o    Autêntico
o   Está em contato como o seu “eu real”
o   Se dispõe a  expressar abertamente
o   Não usa máscaras diante do cliente.

“Eu penso que o primeiríssimo elemento da terapia..., é que eu percebo que sou mais útil, todas as vezes em que sou genuíno, em que sou real. Uma palavra que gosto de usar: Quando sou “transparente”. Quando não há nada me ocultando da pessoa que estou atendendo. O que quero dizer com isso é...o que eu estiver experienciado está realmente claro e aberto para mim. Sei o que sinto. E gostaria que qualquer sentimento meu que seja relevante para essa relação, torne-se transparente e seja percebido pela outra pessoa. Quais são os sentimentos mais prováveis de sentir?Bem, como trabalho com indivíduos, gradualmente passo a me importar com eles. Realmente passo a me importar com as pessoas. E quero que isso seja percebido. Outro sentimento que com frequência é real em mim é a compaixão. Por que às vezes, os indivíduos têm vidas terrivelmente solitárias e realmente atormentadas. E eu sinto compaixão por elas. E gosto que isso seja percebido. Outra coisa que é quase certo de haver em mim é interesse. As pessoas são fascinantes. E me interesso por elas enquanto indivíduos. E gosto que isso seja percebido. E então, eu sinto o desejo de realmente, entende-las. Entende-las de maneira que eu capte seus pontos de vista. E gosto que isso seja percebido. Mas suponhamos que eu tenha outros sentimentos. Suponhamos que esse indivíduo me deixe entediado. Bem, não tenho orgulho disso, mas gostaria que percebesse. Ou... suponha que sinto ressentimento. Não sinto isso com frequência, mas se estou sentindo, quando sentir quero que isso seja evidente para a pessoa. A questão e que eu não acredito que um terapeuta possa ser útil, a não ser que ele possa ser ele mesmo. E isso significa deixar qualquer de seus sentimentos estar presente nesse relacionamento. Isso não quer dizer que eu vá falar muito desses sentimentos. Para falar a verdade, sou muito quieto numa entrevista. Não falo muita coisa. Mas eu gostaria que meus sentimentos fossem visíveis e evidentes para esse outro indivíduo. Quero ser real e aberto comigo mesmo, para que eu comunique apenas uma mensagem. Pode soar um pouco estranho, mas as vezes, comunicamos mais de uma mensagem e confundimos. Suponha que estou ressentido pelo fato de um cliente usar mito tempo, bem, então ele ouve uma mensagem mas em verdade ele recebe outra, pois ele pode sentir meu ressentimento. Penso que sentimos um monte de coisas que não entendemos fácil. Ou suponha que eu realmente me importe com essa pessoa, mas encubro adorando uma atitude fria e profissional. E não deixo que perceba. Bem,  cliente está recebendo duas mensagens. De um lado há essa frieza, por outro lado talvez ele sinta que há calor. Eu gostaria que houvesse apenas uma mensagem.” (CARL ROGERS)(EM VÍDEO).

ACEITAÇÃO INCONDICIONAL – segunda condição do terapeuta
·       
  •     Precisa desenvolver a capacidade de prezar e aceitar incondicionalmente o cliente, sem julgamentos, permitindo que ele se mostre como é, a sua visão de mundo. Além disso, livre de restrições e avaliações externas.

“ A segunda coisa que eu penso que ajuda muito a trabalhar com meus clientes é se eu prezar o indivíduo, se eu sinto que realmente gosto e aceito a pessoa. Digamos que uma esposa esteja cheia de amargura em relação ao marido. Fazendo todo tipo de reclamações, algumas bem extremas. Sou realmente capaz de aceita-las? Sou capaz de aceita-la como é? Com toda sua amargura e ódio? Imagine um homem que é obviamente brilhante e mesmo assim, ele me diz que é completamente inadequado, que não realiza nada, que se sente impotente  de viver a vida de forma razoável. Sou capaz de aceitar uma pessoa dessas? De aceita-lo como é? Digamos que um homem esteja...saindo com outra mulher que não é a sua esposa, afrontando a moral da comunidade. Sou capaz de aceitar essa pessoa como ela é? É esse tipo de pergunta que vem a mente continuamente. Eu aceito a pessoa da forma como ela realmente se apresenta ou faço um julgamento sobre ela? Penso que a aceitação significa a disposição de uma pessoa para a diferença. É muito, muito difícil para maioria de nós, deixar outro indivíduo ser diferente. Queremos que ele seja “assim como eu”. Nós queremos... nós tentamos continuamente, vê-lo elos nossos olhos, em vez de deixa-lo ser um indivíduo separado, com sentimentos, atitudes e comportamentos próprios. Se há uma coisa que aprendi em minha experiência é que quero valorizar a pessoa como ela é, com as potencialidades que certamente ela tem, mas quero valorizar, prezar e aceita-la como é. Aceitar a pessoa com direito ais seus próprios sentimentos e comportamentos, e seu modo de ver as coisas.” (CARL ROGERS) (EM VÍDEO).

EMPATIA – terceira condição do terapeuta humanista
  • ·       Escutar empaticamente promove um clima psicológica necessário ao crescimento do cliente.
  • ·       Empatia significa se colocar no lugar do outro, viver temporariamente a vida do outro, movimentando-se em seu mundo sem julgamentos, permitindo-se ver as coisas do ponto de vista do cliente, fazendo com que ele se sinta seguro, e não, ameaçado.

“ Consigo entender essa pessoa sensivelmente, adequadamente? Posso entende-la com empatia? Quer dizer, entrar em seu mundo, e ver seu mundo, pelo seu ponto de vista? Posso sentir o sabor dos seus sentimentos e das atitudes das quais fala? Pense naquela mulher casada, muito atraente que me conta que acha a vida tão sem esperança que, frequentemente considera o suicídio. Sou capaz de entender como, apesar de todas as suas boas qualidades, ainda assim a vida lhe aprece dessa forma? È isso o que quero dizer sobre...entender a partir de dentro. Consigo ver quão diferente, sozinha e sem esperanças ela se sente a despeito de tudo de bom que possamos pensar sobre sua vida? É incrivelmente difícil para muitos de nós, simplesmente entender sem julgamentos. Ver o ponto de vista da outra pessoa sem fazer julgamentos a respeito. Não temos absolutamente nenhuma experiência desse tipo., em nossas conversas sociais, na vida cotidiana. Quando ouvimos os nossos amigos falarem, imediatamente começamos a formar julgamentos a respeito. Não se escuta para tentar entender o ponto de vista do outro, tentamos fazer julgamentos. Por isso, penso que terapeutas em formação têm  muita dificuldade em desenvolver a disposição de entender a partir de dentro, e permanecer nessa perspectiva. Penso que as pessoas que ouvem e entendem, sem julgar, são profundamente apreciadas em qualquer comunidade em que vivam, pois são conhecidas por ajudar. Pessoas me perguntam. “Por que isso ajuda?” “ Se você apenas compreende a pessoa, ela não fica conformada na situação?” “ ela não se acomoda nos problemas?” Não. Isso não ocorre. Se eu entendo uma mãe que rejeita seu filho, ou um marido infiel, ou mais alguém assim, e consigo entende-lo adequadamente, e o aceito completamente, então eu crio na pessoa a base mais positiva que conheço para a mudança. Esse é o tipo de clima que permite a pessoa mudar e torna mais provável a mudança. Enquanto que, sem nenhuma compreensão, sem nenhuma aceitação, as pessoas frequentemente congelam em padrões de comportamento, que desejariam deixar para trás. Então, eu desejo ser um instrumento bastante sensível em entender e sentir pelo menos um pouco do significado que essa pessoa está querendo me comunicar. E deixa-la perceber que eu a entendo e que eu sinto como ela se sente.” (CARL ROGERS)(EM VIDEO).

PROCESSO TERAPÊUTICO
  • Se o terapeuta age com congruência, aceitação incondicional e empatia, o processo terapêutico se desenvolve e o cliente atravessa os sete estágios que indicam provavelmente, que o desenvolvimento de sua personalidade está acontecendo. O cliente vai adquirindo maior confiança em si mesmo, reconhecer sentimentos e emoções e avaliar-se independentemente das expectativas e desejos das outras pessoas, reconectando-se com o “eu real” e redescobrindo suas demandas internas e seus desejos de buscar o próprio crescimento.


“tanto através de minha experiência clínica, como de minhas investigações, nós achamos que, se atitudes do tipo que descrevi estão presentes, um bom número de coisas acontecerão: ela irá explorar alguns de seus sentimentos e atitudes mais profundamente; será capaz de descobrir alguns aspectos ocultos, que não estavam conscientes. Sentindo-se prezada por mim, é bem possível que ela venha a se prezar mais, sentindo que alguns de seus significados são entendidos por mim, talvez ela possa mais prontamente escutar a ela mesma. Escutar o que acontece com sua própria experiencia. Escutar seus próprios valores que não pode captar antes, e talvez, se ela sentir sinceridade em mim, será capaz de ser um pouco mais sincera consigo mesma. Suponho que haverá uma mudança no modo de se expressar. Ao menos esta tem sido minha experiência em outras instâncias. Por estar referindo-se a suas próprias experiências, com que ocorre dentro de si mesma, é possível que se mova em direção a seu sentimento imediato. Será capaz de sentir e expressar o que está acontecendo com ela no momento exato. De desaprovar a si mesma, e possivelmente que ela se dirija a um grau mais elevado de aceitação dela mesma. De um relacionamento temeroso, ela poderá mover-se a um nível mais direto de contato comigo. Ao invés de construir a vida em padrões pretos e brancos, ela poderá mover-se em direção a alguns modos mais eficientes, de construir suas experiencias e encontrar significado nelas., De um locus de avaliação fora dela, é possível que ela passe a reconhecer uma capacidade maior dentro dela para fazer julgamentos e conclusões. Então estas são algumas das mudança que intencionarei encontrar. Mudanças características do processo de terapia e movimento terapêutico." (CARLS ROGERS) (EM VÍDEO).

RESULTADOS DO PROCESSO TERAPÊUTICO

O indivíduo se sente mais congruente, mais ele mesmo. Tem pouca ou nenhuma necessidade de distorcer ou negar experiências, estando mais aberto a elas. Passa a ter uma imagem mais clara de si mesmo e uma visão de mundo mais realista, tornando-se mais capaz de resolver os próprios problemas e apresenta um elevado nível de autoconsideração positiva. Autoamor e aceitação de si.


Fonte:
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mw0kmBjywfo

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Psicologia Humanista - Seminário.


1.    SURGIMENTO DA PSCOLOGIA HUMANISTA

             Psicologia Humanista surgiu na década de 50 e ganhou força nos anos 60 e 70, como uma reação às ideias de análise apenas do comportamento, como psicologia mecanicista defendida pelo Behaviorismo e do enfoque no inconsciente e seu determinismo, defendido pela Psicanálise, através da negatividade freudiana.
               Os psicólogos humanistas se unem por um objetivo comum: humanizar a psicologia.  Isto é, fazer da Psicologia o estudo daquilo “que significa estar vivo como ser humano”. Estes, voltaram sua atenção para o modo como as pessoas, supostamente “saudáveis” se esforçam para obter autodeterminação e autorrealização.
               A grande divergência com o Behaviorismo é que o Humanismo não aceita a ideia do ser humano como máquina ou animal, sujeitos aos processos de condicionamento. Já em relação à Psicanálise, a reação foi à ênfase dada no inconsciente, nas questões biológicas e eventos passados, nas neuroses, psicoses e na divisão do seu humano em compartimentos. A perspectiva humanista encara a personalidade com um foco no potencial para o crescimento pessoal saudável.
               De forte influência existencial e fenomenológica, a Psicologia Humanista busca conhecer o ser humano, estudando as pessoas por meio de suas experiências e sentimentos por elas mesmo, relatados, tentando humanizar seu aparelho psíquico, contrariando assim, a visão do homem como um ser condicionado pelo mundo externo. No existencialismo, o ser humano é visto como ponto de partida dos processos de reflexão e na fenomenologia, esse ser humano tem consciência do mundo que o cerca, dos fenômenos e da sua experiência consciente.
              A maior contribuição dessa nova linha psicológica é a da experiência consciente, a crença na integralidade entre a natureza e a conduta do ser humano, no livre arbítrio, espontaneidade e poder criativo do indivíduo.
              A realidade, para a Psicologia Humanista, deve ser exposta à temporalidade, deve ser fluída e não estática, permitindo que ao indivíduo a perspectiva de sua totalidade, desmistificando a ideia de uma realidade pura, confrontando-a com outras realidades. A integração entre o indivíduo e o mundo, permite que ele sinta a realidade presente, libertando-se das exigências do passado e do futuro.
              As raízes da psicologia humanista estão na corrente filosófica do existencialismo europeu, com autores tais como:
              Jean Paul-Sartre: “O homem nasce livre, responsável e sem desculpas”.
              Jean Jacques Rousseau: “O homem é bom por natureza, é a sociedade que o corrompe”.
               Erich Fromm: “Se eu sou o que tenho e perco que tenho, quem sou eu, então?”
               Viktor Frankl: “O homem se realiza na mesma medida em que se compromete com o significado da sua medida”.
                

2. TEÓRICOS HUMANISTAS



Os dois grandes teóricos da Psicologia Humanista foram Abraham Maslow e Carl Rogers, e ambos propuseram uma perspectiva de uma terceira força com ênfase no potencial humano.

2.1. ABRAHAM MASLOW

               Um dos principais teóricos da Psicologia Humanista foi Abraham Maslow (1908-1970), americano, considerado o pai espiritual do movimento humanista, acreditava na tendência individual da pessoa para se tornar auto realizadora, sendo este o nível mais alto da existência humana. Maslow criou uma escala de necessidades a serem satisfeitas e, a cada conquista, nova necessidade se apresentava. Isso faria com que o indivíduo fosse buscando sua autorrealização, pelas sucessivas necessidades satisfeitas, conforme gráfico abaixo:


                  Dentro dessa perspectiva, Maslow mostra que, se nossas necessidades fisiológicas são atendidas, ficamos preocupados com segurança pessoal; se atingimos um senso de segurança, buscamos amar, ser amado e amarmos a nós mesmos; quando amamos, buscamos a autoestima; com autoestima buscamos a autorrealização, que seria o processo de realizar nosso potencial; e, por fim, buscamos a autotranscedência, que significa propósito e comunhão para além do eu.
                  Maslow desenvolveu suas ideias a partir do estudo de pessoas saudáveis e criativas, ao invés de estudas casos clínicos complicados. Para definir a autorrealização estudou pessoas aparentemente com uma vida de sucesso, por terem uma vida rica e produtiva. Observou que essas pessoas tinham características em comum, tais como: aceitavam-se tal como eram; tinham consciência de si; eram francas e espontâneas, afetuosas e solícitas e não se deixavam afetar pela opinião alheia. Seguras por saberem quem eram, seus interesses eram centrados nos problemas, e não em si mesmas. Direcionavam suas energias em determinadas tarefas, tidas como missão de vida. A maioria tinha poucos relacionamentos íntimos ao invés de muitos relacionamentos superficiais. Maslow retrata que muitas foram movidas por grandes experiências pessoais ou espirituais que vão além da consciência comum.
                   Para Maslow essas características eram consideradas qualidades adultas maduras, qualidades de pessoas que aprenderam o suficiente sobre a vida, para serem compassivas, terem superado sentimentos confusos em relação aos seus pais, descobriram sua vocação, por terem coragem de serem impopulares, e não se envergonharam de serem abertamente virtuosas.
               A partir de experiências com estudantes universitários, Maslow concluiu que aqueles propensos a se tornarem adultos autorrealizados eram simpáticos, solícitos, “particularmente afetuosos com os mais idosos, que merecem seu afeto”, e “preocupados com a crueldade, a malvadeza e o espírito de gangue encontrados com tanta frequência entre as pessoas jovens”.
          
2.2. CARL ROGERS

            Outro grande teórico da Psicologia Humanista foi Carl Rogers (1902-1987), americano, que baseou seu trabalho no indivíduo. Ele estava de acordo com muitos dos pensamentos de Maslow. Acreditava que as pessoas são basicamente boas e dotadas de tendências para a autorrealização. A não ser que esta, esteja em um ambiente, que iniba o seu crescimento. Rogers dizia que cada um de nós é como um broto pequenino, pronto para o crescimento e para a realização.

               Rogers acreditava que um clima favorável ao crescimento exigia três condições:
              Autenticidade: as pessoas nutrem o crescimento com autenticidade, sendo francas em seus sentimentos, retirando as máscaras, e sendo transparentes e reveladoras.
             Aceitação: ele chamou de aceitação positiva incondicional, atitude de benevolência, de autovalorização, mesmo reconhecendo em si, defeitos. Funciona como um alívio profundo deixar os disfarces caírem, confessar nossos piores sentimentos e descobrir que ainda somos aceitos, o que nos possibilita viver em uma relação matrimonial, em família unida e amizade íntima, sem a necessidade de se explicar a todo instante. É ser livre para ser espontâneo sem correr o risco de perder a estima pelo outro.
             Empatia: ao compartilhar e espelhar nossos sentimentos e refletir nossos significados. ”Raramente ouvimos com compreensão sincera e verdadeira empatia”, segundo Rogers. Porém, ele considera ouvir, nessa condição especial, uma das forças mais potentes para a mudança.
              Para Rogers, autenticidade, aceitação e empatia são os efetivos meios que possibilitam as pessoas crescerem como vigorosos carvalhos, pois “na medida em que são aceitas e valorizadas, as pessoas tendem a desenvolver uma atitude mais favorável em relação a si mesmas” (Rogers, 1980, p.116)
             Ele trabalhou com um conceito semelhante ao de Maslow, que é a tendência inata de cada pessoa tem de atualizar suas capacidades e potenciais.
             Defendeu, também, a ideia de autoconceito como característica principal da personalidade, bem como, um padrão organizado e consciente das características de cada um, desde a infância que, à medida que novas experiências surgem, esses conceitos podem ser substituídos ou reforçados. Para ele, a capacidade do indivíduo de modificar consciente e racionalmente seus pensamentos e comportamentos, fornece a base para a formação de sua personalidade
           O autoconceito diz respeito à resposta que a pessoa tem de si para a seguinte pergunta: “Quem sou eu? Para Carl Rogers, se o autoconceito for positivo, a pessoa tende a agir e a ver o mundo positivamente. Em contrapartida, se o autoconceito for negativo, a pessoa se sente infeliz e insatisfeita. Para Rogers, o objetivo mais valioso para terapeutas, professores, pais e amigos, é ajudar os outros a se conhecer, a se aceitar, e a ser verdadeiro consigo mesmo.

Para Rogers, os indivíduos bem ajustados psicologicamente têm autoconceitos realistas e a angústia psicológica é advinda da desarmonia entre o autoconceito real (o que se é de fato – self real) e o ideal para si (o que se deseja ser – self ideal). Dentro dessa perspectiva de self real e self ideal, para Rogers, quando ambos são muito parecidos, o outoconceito é positivo.

Ele acreditava que o sujeito deveria dar a direção e o conteúdo do tratamento psicológico, por ter ele suficientes recursos de autoentendimento para mudar seus conceitos. A terapia centrada na pessoa e não em teorias, nasceu dessa ideia.

3.    PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Do ponto de vista da psicologia humanista, pode-se falar de dois grandes pressupostos teóricos que embasam as diversas abordagens: o pressuposto determinista e o pressuposto da autonomia.

3.1.        PRESSUPOSTO DETERMINISTA

No pressuposto determinista, o ser humano é pensado como algum tipo de mecanismo. Tudo que ele faz, assim como tudo que lhe acontece, tem uma causa determinante. A arte do atendimento consiste em descobrir essa causa e intervir no sentido de modificá-la ou substituí-la por outra.

As causas determinantes das condutas humanas podem ser internas (além de uma energia interna, compreendem-se as cognições, representações sociais, motivações inconscientes, resíduos da história passada, por exemplo, que dão a essa energia sua direção); ou externas (estímulos do ambiente físico ou social, isoladamente ou em configurações complexas, que acionam e dão direção a uma fonte de movimento) (Baum, 1999).

Dentro deste pressuposto do determinismo psicológico, o atendimento, para que seja eficaz, exige um olhar analítico da situação. Este olhar configura-se como um diagnóstico. A partir dele, uma estratégia de intervenção é montada para dirigir a ação terapêutica para os fins visados: uma troca de causas determinantes.

3.2.        PESSUPOSTO DA AUTONOMIA

O pressuposto humanista da autonomia é diferente. Nele o ser humano não é visto como simples resultado de múltiplas influências, mas como o iniciador de coisas novas.

A pessoa não é vista principalmente como efeito de causas anteriores modificáveis, mas como um ser desafiado pela vida e chamado a responder criativamente (Merleau-Ponty, 1996; Frankl, 1989). Isso quer dizer que se supõe que o ser humano tenha algum poder sobre as determinações que o afetam.

O trabalho psicológico consiste fundamentalmente em oferecer um contexto dialógico no qual a liberação desse poder seja promovida. Aposta-se na autonomia crescente da pessoa e na fecundidade de uma relação humana honesta para promover essa autonomia. A autonomia é entendida como a capacidade que o ser humano tem de orientar sua própria vida de forma positiva para si mesmo e para a coletividade. Nessa perspectiva, o atendimento não se baseia em um diagnóstico, mas na afirmação de uma tendência inata e criativa ao crescimento, e não é concebido como uma intervenção direcionada a efeitos específicos, mas sim como uma relação libertadora dessa tendência na pessoa.

A qualidade dessa relação adquire importância capital, pois é a partir dela que a capacidade de ver claramente e de orientar a própria conduta por parte da pessoa que se relaciona com o psicólogo vai se estabelecendo.

A palavra “diagnóstico” ainda pode ser útil, mas agora com uma compreensão abrangente, que se constrói juntamente com o cliente e a serviço dele, ao longo do atendimento, e que inclui uma visão de seu modo de ser, da natureza da situação e também dos rumos que poderiam dar um sentido positivo à dinâmica da vida.


4. CARACTERÍSTICAS DA PSICOLOGIA HUMANISTA


- Fornece uma ampla perspectiva holística, ou seja, caracteriza-se por ver a pessoa como um todo, numa base global. Cada um dos aspectos possui a mesma relevância. Os pensamentos, o corpo, as emoções e o lado espiritual. Estes aspectos estão inter-relacionados e se confluem mutuamente. Eles são a principal via pela qual o indivíduo encontra a si mesmo.

- A existência humana ocorre em um contexto interpessoal, portanto, é muito importante e necessário o relacionamento com os outros, levando em conta o contexto que é produzido, para o desenvolvimento individual do ser humano.

- As pessoas possuem a capacidade de fazer as suas próprias escolhas, de responsabilizar-se e de proceder para um desenvolvimento e implantação do seu próprio potencial.

- Promove e facilita o desenvolvimento pessoal. O psicólogo serve como uma ferramenta para que a pessoa, através de recursos próprios, possa vir a compreender-se e desenvolver-se.

- As pessoas têm uma tendência inata de autorrealização. O ser humano pode confiar na sabedoria dessa parte do seu interior, já toda a cura está em suas próprias respostas. Isto precisa ser entendido, pois não é necessário controlar o ambiente ou controlar as próprias emoções suprimindo-as.

5. CRÍTICAS ENFRENTADAS PELA PERSPECTIVA HUMANISTA

A perspectiva humanista desencadeou uma série de críticas, nos seguintes aspectos:

Conceitos supostamente vagos e subjetivos, quando Maslow define pessoas autorrealizadas como francas, espontâneas, afetuosas, com autoaceitação e produtivas. Os críticos mostraram que, se o perfil do grupo de pessoas analisadas mudasse, provavelmente se obteriam outras características para a autorrealização.

Se opuseram a ideia de Rogers de que a punica pergunta que importa é “Estou vivendo de um modo que é profundamente gratificante para mim e que realmente me expressa? ” (Citado por Wallach & Wallach). Para os críticos, o individualismo incentivado pela psicologia humanista – confiar e agir de acordo com seus próprios sentimentos, ser verdadeiro consigo mesmo, satisfazer a si mesmo – pode levar à satisfação excessiva dos próprios desejos, ao egoísmo, e à erosão de restrições morais. Para compreender melhor a dimensão do individualismo incentivado, imagine você trabalhando num grupo de pessoas que se recusam a realizar qualquer tarefa que não seja satisfatória, ou que não expresse verdadeiramente a sua identidade.

Na contrapartida, os humanistas argumentaram que o primeiro passo para amar os outros, é na verdade, uma autoaceitação segura e não defensiva. De fato, pessoas que se sentem amadas e aceitas, pelo que são e não apenas pelas suas realizações, têm atitudes menos defensivas (Schimel et al., 2001).

Outra acusação feita a Psicologia humanista é que ela não leva em conta a realidade da nossa capacidade humana para o mal, na qual as pessoas são basicamente boas, tudo será resolvido.  A psicologia humanista , dizem os críticos, incentiva a esperança necessária, mas não o realismo igualmente necessário acerca do mal.



REFERÊNCIAS:

MYERS, D.G.; DEWALL, C.N. Psicologia. Rio de Janeiro: Editora “Gen” Grupo

Editorial Nacional, 2017. Pg. 470, 471 e 472 .

MACHADO, Geraldo Magela. Psicologia Humanista. Disponível em: < https://www.infoescola.com/psicologia/psicologia-humanista/ > Acesso: 6 de outubro de 2018.

MARTINS, M.A. Estudos de Psicologia. vol. 26, núm. 1, enero-marzo, 2009, pp. 93-100. Disponível em http://www.redalyc.org/pdf/3953/395335850010.pdf. Acessado em 15 de outubro de 2018.

BLOG A MENTE É MARAVILHOSA. O que é a Psicologia Humanista? Disponível em < https://amenteemaravilhosa.com.br/psicologia-humanista/ > Acesso em: 13 de outubro de 2018.