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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Pontos relevantes sobre a Gestalt-terapia de curta duração

A Gestalt-terapia de curta duração...
  • Demanda crescente por trabalhos terapêuticos que sejam úteis em um tempo relativamente curto.
  •  Atende demandas específicas, focadas em determinado objetivo.
  • Minimiza tempo e custo para o cliente.
  • se aplica a psicoterapia individual e de grupo.
  • se caracteriza por uma série de procedimentos e posturas bastante peculiares.
  • Tem como propriedades especiais:
    • Modelo eitológico
    • As relações entre psicopatologia, comportamentos e ajustamentos.
    • A atitude e a abordagem que o terapeuta utiliza para interagir com o cliente.
    • Necessita de um fundamento da teoria da personalidade, o que vai ajudar o cliente no autoconhecimento.
    • Deixa a sensação de incompletude.
A Gestalt-terapia enquanto teoria de personalidade e de psicoterapia...
  • Terceira força da Psicologia ou Corrente Humanista
  • Esta fundamentada em compreender o ser humano como:
    • uma totalidade integrada, 
    • uma unidade indivíduo-meio 
    • uma unidade de passado, presente e futuro, onde o "aqui e agora" é o tempo e o lugar onde as mudanças podem ocorrer.
  • Busca atenção aos processos a partir das relações que se estabelecem e não com as coisas mesmas. O que mais importa é o modo como a pessoa se relaciona com o objeto.
  • Sua dinâmica acontece sempre em determinado momento da vida da pessoa.
  • É mais importante "o como" do que o "o quê" e o "por quê".
  • Procura entender o ser humano como um ser em relação consigo e com o mundo que o rodeia, com suas possibilidades e potencialidades existenciais.
  • Um todo animo-biopsicossocial.

A Ótica da Gestalt-terapia...
  •  O Gestalt-terapeuta é um ser humano em consciência e em interação: para ele não existe uma "clienticidade" pura.
  • O cliente está se relacionando com a sua cena social, procurando crescer através da integração de todos os seus aspectos.
  • Correntes filosóficas ou psicoterápicas da GT:
    • Psicologia Existencial
      • compreendendo o ser humano como possuidor de si, libre e responsável, capaz de ampliar sua consciência de s e de seu mundo de acordo com sua vivencia imediata e com a confiança na extensão dessa vivencia para o futuro
      • Crer sobretudo, na possibilidade humana de liberdade, de responsabilidade e escolha.
      • Acredita no homem com poder sobre si e sua existência.
      • filosofia do dualismo: essência e substância; corpo e alma.
    • Psicologia Fenomenológica
    • Psicologia Humanista, com ênfase no belo, no positivo do ser humano, no criativo que é transformador, convidando a pessoa a tomar consciência de suas potencialidades e se apropriar disso.
    • Psicanálise Freudiana e alguns discípulos
      • Perls e laura foram a princípio psicanalistas.
      • Respeito às diferenças e constante aprendizagem mútua.
    • Os trabalhos de Martin Buber com sua filosofia dialógica. Acreditava que a civilização moderna, não valorizava os aspectos relacionais da vida e com isso, ampliou o espaço para o narcisismo e para o isolamento do ser humano. Essa relação do inter-humano está presente no diálogo e dá sentido a ele, especialmente no fundamento relacional da existência humana. valorização do "entre" lugar onde acontece entre os homens.
    • Trabalhos de Kurt Lewin  com a Teoria de Campo
      • O ser humano é responsável por seu destino e por sua liberdade, ele existe por conta própria, de modo que é possível acessar e explicar o comportamento humano tal qual ele se dá, sem a necessidade de metáforas, com base no sujeito e no meio no qual acontece, no momento em que ocorre. (RIBEIRO,1999, P.58 apud PINTO, 2016)
    • Trabalhos de Perls
      • preocupação com as relações entre a pessoa e o ambiente em que vive
      • procura compreender o ser humano por meio de uma sensível articulação entre os aspectos biológicos, espirituais, psicológicos e socioculturais presentes na vida humana.
    • Trabalhos de Reich
      • junto a Perls levanta a ideia da importância do corpo humano como totalidade, como manifestação humana e como história sempre reescrita
      • destaca que o ser humano sempre busca a sensação, o orgasmo, a riqueza da auto expressão imediata e não distorcida.
      • destaca a relação entre lembranças e afetos que acompanham essas lembranças.
      • fundamenta-se na influencia do Reich  o trabalho gestáltico com as frustrações.
    • Psicologia da Gestalt
      • acredita que as pessoas podem organizar seu campo de existência em necessidades suficientemente bem definidas, que servem de referência quando organizam seu comportamento
      • traz o conceito de pregnância ou boa forma.
      • a diferenciação entre o meio comportamental e o meio geográfico
      • o ser humano como um todo a ser compreendido-Holismo
      • tem como valores relevantes a singularidade do ser humano e a responsabilidade de cada pessoa perante si, seu tempo e seu mundo.
    • Teoria organísmica de Goldstein
      • refere-se ao ser humano como organismo, uma concepção que não admite a dicotomia corpo-mente.
      • tem a vida como um processo de contínuo aprendizado que possibilita a esse ser humano, na medida em que se apropria de conhecimentos sobre si e sobre o mundo, o movimento de ininterruptamente se auto atualizar, em busca do equilíbrio como sinônimo de saúde.
      • A visão do homem como totalidade

      • Aspectos do Taoísmo 
        • traz aspectos relacionados ao vazio fértil, o abandono de si, como melhor modo de ser criativo.
        • paradoxo de que "somente quando a pessoa se esvazia, ela pode se preencher"
      • Aspectos do Zen-Budismo
        • influência do pensamento oriental, em busca da ampliação da consciência e abertura para a sabedoria.
        • Visão do homem como totalidade
        • Possibilidade de contínua transformação do ser humano ao longo da vida, fruto da desapegada abertura ao novo.
    Atitude fenomenológica-existencial...

    • Ponto em que se fundamenta a concepção de homem na abordagem gestáltica
    • tem suas bases...
      • no homem em relação
      • na sua forma de estar no mundo
      • na radical escolha de sua existência no tempo
      • sem escamotear a dor, o conflito, a contradição, o impasse
      • encarando o vazio, a culpa, a angústia, a morte 
      • incessante busca de se achar e transcender
    • entende a consciência...
      • como consciência de alguma coisa
      • voltada para um objeto, o qual, seja um objeto voltado para a consciência
      • como meio de perceber como a pessoa produz sentido a cada fenômeno
    • Conceitos 
      • de Campo..."a totalidade dos fatos coexistentes, em dado momento, e concebido em termos de mútua interdependência, cuja significação depende da percepção dessa correlação entre sujeito e objeto." (RIBEIRO, 1999, P.57 apud PINTO, 2016)
      • awareness... capacidade de aperceber-se do que se passa dentro e fora de si no momento presente, tanto em nível corporal quanto em nível mental e emocional. Segundo Cardella (1994,p,68 apud Pinto, 2016) "é o processo de estar em vigilante contato com o evento mais importante no campo indivíduo/meio, com suporte sensório-motor, cognitivo, emocional e energético. É o experienciar e saber o que (e como) estou fazendo agora".
    Segundo Hyener (1997, p.29 apud PINTO, 2016)...

    "aquilo que nos une como seres humanos não é, necessariamente, o visível e o palpável, mas sim, a dimensão invisível e impalpável "entre" nós. É o Espírito Humano que permeia qualquer interação nossa. É o "fundo numinoso" que nos envolve e interpenetra. A partir dele emergem nossa singularidade e individualidade, tornando-se figura. É a fonte da cura."



    Referências: PINTO,Ênio Brito. Psicoterapia de Curta Duração na Abordagem gestáltica elementos para a prática clínica. 3 edição  Summus editorial. São paulo, 2016.

    terça-feira, 24 de agosto de 2021

    Teoria de Campo e a Gestalt-terapia

      Frederick S. Perls...

  • “Minha ambição tem sido criar uma teoria de campo unificada na psicologia” (Perls apud Stevens, 1977, p. 99).
  • Mostrou a correlação entre "pensar e agir" - afirmando que quando se pensa, a pessoa está agindo em "imagem", simbolicamente.
  • propõe que as atividades mentais sejam consideradas "fantasia", e que fantasiar é agir simbolicamente.
  • no encontro terapêutico valida não apenas o que a pessoa pensa ou fala, mas também, do que e como ela faz.
  • fantasiar implica menor gasto de energia do que agir
  • Entre o fantasiar e o agir "existe uma zona intermediária 
  • — o “fazer de conta na terapia” (Perls, 1981, p. 30) — que, por meio do experimento vivido na situação presente do atendimento, colaborará para o próprio indivíduo compreender-se melhor.

  • "A pessoa poderá experimentar, na segurança do ambiente terapêutico, aquilo que suas fantasias ou ações não se arriscam a experimentar e, uma vez fazendo-o, conhecerá mais profundamente a si mesma por intermédio daquilo que viveu." (Perls)

    A teoria de campo de Kurt Lewin ...
    • O campo no qual o indivíduo está inserido possui estímulos que formam um intricado mosaico de possibilidades, cabendo ao indivíduo decodificá-las através de sua percepção.
    • Há a inclusão da realidade externa para além da realidade interna, possibilitando a ampluiação da compreensão do funcionamento globral do indivíduo.
    • se propõe a fundamentar nossa compreensão sobre como o sentido das ações de uma pessoa é algo que se coaduna à relação dela com seu meio. 
    • “meio” ou “campo” referem-se a “quando” e onde” algo pode produzir uma diferença na percepção da pessoa.
    •  a noção de tempo se apresenta como unidade situacional, com foco no presente, que se articula com os dados a ele anteriores e aponta para possibilidades futuras.
    • Visão do ser humano de forma integrada, criticando o paradigma aristotélico de visão generalizada do homem, sem levar em conta a sua individualidade.
    • considera mais um modelo de "método" do que de uma "teoria".
    a teoria de campo provavelmente se caracteriza melhor como um método, isto é, um método de analisar relações
    causais e de criar construções científicas” (Lewin, 1965, p. 51). 

    "Sobre o conceito de “campo”, que Lewin (1973, p. 29) também chamará de “espaço vital psicológico”, temos uma sintética definição: “O espaço vital psicológico indica a totalidade de fatos que determinam o comportamento do indivíduo num certo momento”, sendo dotado de duas regiões: a pessoa e o ambiente."

    As principais características da teoria de campo Segundo Lewin (1965, p. 69)...
    • o método de construção 
      • se contrapõe ao classificatório;
      • se preocupa com uma forma comparativa de analisar os problemas, organizando os dados conforme suas semelhanças
      • com base em elementos de construção como posição psicológica e forças psicológicas, é possível estabelecer afirmações sobre relações entre tais elementos ou entre algumas de suas propriedades empiricamente comprovadas.
      • é uma representação simbólica, em uma situação (posição psicológica), de uma pessoa (ou várias pessoas) sobre a qual (sobre as quais) incidem forças do campo vivencial naquele momento.
      • aspectos dinâmicos surgem no estudo das forças presentes na reaão da pessoa com seu meio.
      • interessam as forças presentes no momento da vida da pessoa para que um determinado comportamento aconteça.
      • “Em todo e qualquer processo, as forças no meio interno e externo são modificadas pelo próprio processo” (Lewin, 1975, p. 55).
      • importante é como o indivíduo experiência o que acontece no momento considerado.
      • é preciso aceirar o aspecto psicológico confrme a pessoa o percebe, ou seja, fenomenologicamente.
    Lewin (1965, p. 7) ressalta que sua preocupação, assim como a de qualquer psicólogo, é “[...] conhecer melhor e compreender mais profundamente os processos psicológicos. Este é, e sempre foi, o princípio orientador”.
    • Esse campo pode ser chamado de espaço de vida onde coexistem pessoas e o próprio ambiente. Na teoria de campo da fisica Levin propóe que as atividades pesicológicas das pessoas ocorrem num campo psicológico, formado por todos os eventos da vida de uma pessoa, do passado, presente e futuro, que influenciam o comportamento das pessoas.

    Espaço vital é formado pela interação das necessidades que as pessoas têm em seu ambiente psicológico, podendo apresentar aspectos variáveis e e diferentes conforma a histíra de vida de dcada pessoa, incluindo aí, a singularidade e subjetividade no espaço de vida de cada um.

    Observar o campo é observar as influências que o ambiente provocou numa pessoa, aquilo que a moldou e a fez agir exatamente daquela forma naquela circunstância. A relação sujeito-meio é imprescindível para a compreensão do modo de ser no mundo de cada um. dando atenção apra o momento social que essa pessao vive.  A imagem a seguir demonstra a interação entre o esapço interno e o ambiente em que se está inserido.

    Referência:
    FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima. Gestalt-terapia fundamentos epistemológicos e influÊncias filosóficas. Coleção Gestalt-terapua fundamentos e práticas. Summus Editorial. São Paulo, 2013. Capítulo 7 : Teoria de Campo de Kurt Lewin e a Gestalt-terapia

    segunda-feira, 14 de junho de 2021

    Psicologia da Gestalt

      Contemplam as teorias de base de Gestalt-terapia que são:

    • Psicologia da Gestalt
    • Teoria de Campo
    • Holismo
    • Influências Orientais.
    Psicologia da Gestalt...
    • é uma teoria que foi criada por Christian Von...filósofo austriaco. 
    • Foi estruturada na forma e suas percepções, cujas formas estão ligadas aos aspectos fisicos e as percepções e sensações provocadas em nós estão ligadas aos aspectos psicológicos. 
    • Sofreu também a influência da fenomenologia porque os princípios gestaltístas de organização da percepção, ditam que a organização acontece imediatamente sempre que nos vemos, nos relacionamos com diferentes figuras, portanto na interação. 
    • Essa lógica acontece porque parte de nosso campo perceptivo se une para formar modelos visuais como se fossem dimensões diferentes que irão diferenciar do fundo, o que acontece de forma espontânea e inevitável. 
    • Não é preciso aprender esses padrões, são inatos. 
    Tudo isso se dá pelos seguintes princípios:

    Princípio da proximidade: quando existe um elemento próximo do outros em relaçaão ao tempo e espaço, tendem a ser percebidos juntos para formar algum padrão, mesmo que seja aleatório ou abstrato.


    Nesse logotipo da Unilever existem vários objetos, eles passam a ser interpretados pelo cérebro como um único objeto.

    Princípio da Similaridade: semelhança dita que elementos semelhantes tendem a ser percebidos como pertencente à mesma forma, mesma estrutura:


    Pode-se observar que se utilizou grupos de elementos com formatos, tons e cores iguais, criamos formas diferentes.

    Princípio da Direção: temos a tendencia a perceber as imagens de tal forma, que a direção do modo fluido e natural continuam sendo percebido.

    A imagem traz elementos que sugerem uma composição que induz seguir uma linha que nos leva a olhar numa unica direção. A parte branca é a luz que entra no quarto escuro, através da porta entreaberta.

    Princípio da Pregnância: diz que quando a imagem é de fácil apresentação e entendimento, que provoca uma leitura que transmite simplicidade, estabilidade e ordem, é uma imagem de alta pregnância. Ao contrário, se a imagem for de difícil apresentação e entendimento, que transmite dificuldade de entendimento e de processar, apesar de ser compreendida, seria uma imagem de baixa pregnância.


    Enxergamos os cinco arcos , depois processamos as cinco cores diferentes, e um pouco mais de aciocínio percebemos que representa o símbolo das olimpíadas. Por causa da simplicidade e entendimento essa imagem tem alta pregnância.


    Essa imagem mesmo contendo a mesma ideia, tendo os cinco círculos preenchidos totalmente numa única cor, necessita de mauis tempo para compreender que seriam os arcos e simbolos que representam as olimpiadas. Esse seria uma peça de menor pregnância.

    Princípio de fechamento: Nosso cérebro não precisa  ver uma imagem completa ou fechada para compreender o que a imagem representa.


    Isso se deve aos padrões sensorias e de ordem espacial que temos em nossa mente. Ao se guiar pela continuidade de uma forma conseguimos prever pela mente. Há outros princípios para fechamento de uma forma.

    Trecho da série Big Bang teoria, onde Sheldon trabalha sobre o fechamento, recondicionando o cérebo do cliente para a sua compulsão por finalziar tudo que começa a fazer.

    Vídeo-aula