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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Do Artigo: O contato na situação contemporânea: um olhar da clínica da Gestalt-terapia

  • parte de queixas dos clientes atendidos na clínica.
  • busca compreender ...
    • a existência o mundo contemporâneo. 
    • como é vivenciado o contato com o outro na atualidade.
  • Revisa bibliografia a respeito do que a GT fala das relações e do homem.
  • Percepção de que os sofrimentos apontam para uma dificuldade de estabelecer diálogo, intimidade e entrega.
A Gestalt-terapia...

  • considera que o homem e todo organismo vivo está interligado com o resto do mundo;
  • só faz sentido falar do homem que vive em determinado meio que faz parte de sua existência e forma com ele uma totalidade.
  • tem foco nas relações organismo-ambiente, que o sujeito mantém consigo, com o outro e o meio em que vive.
  • se debruça no estudo do contato em si, ou seja, na forma como o indivíduo se relaciona consigo, com o outro e o meio, da fronteira que interconecta eu-mundo e eu-outro.
  • Considera o Self contato.
  • Self é definido como sistema de contatos em que o eu se desloca do interior do psiquismo  para o campo, como processo que se desenrola no tempo, espontaneamente, expressivamente e de forma criadora, segundo Alvim (2012).
  • A Fronteira de contato marca uma delimitação temporal - indica o momento  em que nos deparamos com uma novidade que nos causa estranhamento e nos faz partir em busca de um sentido para este encontro.
  • Esse novo encontro com a novidade gera uma certa tensão por esse encontro, logo, falar da experiência é falar de contato.
  • Ajustamento criativo é processo de encontro e assimilação de uma diferença, que implica se arriscar diante do novo e do desconhecido, ou seja, a forma como o cliente se autorregula diante da novidade. O ajustamento criativo implica em uma ação espontânea no campo, podendo ser ativo (quando se quer realizar algo) ou passivo ( quando se espera que lhe façam algo) segundo Perls, Hefferline &Goodman (1651/11997)
  • As autoras...
    • sugerem que  a possibilidade do contato pleno, da entrega, da abertura, da awareness se encontram em falência na contemporaneidade.
    • que a GT pode auxiliar o sujeito a olhar de forma mais crítica para os fenômenos trazidos à clínica pelos clientes.
    • pretendem compreender os valores da sociedade atual a partir de dilemas levados por esses clientes.
    • reafirma posição dialética fundada no diálogo e na relação, observando o ser integralmente.

    1. A experiência do contato: do eu-outro, para o nós.

    - É como se eu fosse vermelho e ele amarelo, eu só queria que de vez em quando virássemos laranja e depois voltássemos a ser vermelho e amarelo e assim por diante. (Stela)
    • Observa-se o desejo de fazer contato na relação com o outro, e seu sofrimento por não conseguir.
    • traz sentimento de solidão e frustração.
    2. O processo de contato e suas interrupções
    • Na Gestalt-Terapia existem muitas formas de se olhar para o contato e suas interrupções.
    • A GT propõe 4 etapas para abordar o contato e a forma como ele acontece no tempo:
      • pré-contato
      • contato
      • contato final
      • pós-contato
    • As maiores demandas na clínica apontam para a dificuldade na experiência da alteridade (relação do que é o outro) e do diálogo.
    • Substituir o desconhecido e o diferente pelo conhecido em uma tentativa de evitar fazer contato com alfo que o ameaça acaba se tornando uma neurose.
    • A forma como se interrompe a dinâmica de contato fala da singularidade daquela pessoa e mostra o momento em que se bloqueia o fluxo da experiência, onde a dificuldade parece estar mais presente.
    • Destaca-se na clínica, como interrupções no momento do contato e do contato final a retroflexão, proflexão e egotismo.
    2.1. Contato

    • Na etapa do contato a energia mobilizada já está comprometida, isto quer dizer que:
      •  já houve a eleição de uma figura
      •  o organismo já teve uma sensação
      • se conscientizou de sua necessidade
      • se mobilizou e agiu em direção a uma possível satisfação.
    • O momento é...
      • o da agressão, 
      • de lidar com a diferença e com o outro, 
      • envolve conflito,
      •  destruição e assimilação do novo, dessa figura escolhida para a satisfação de uma necessidade.
    • O self...
      • frente ao conflito procura assimilar e se perceber no processo, bem como, estar mais aware de si.
      • quando a figura esta definida e a energia comprometida, o organismo se encontra na iminência da interação de si.
    • Bloqueando essa etapa de contato...
      • a energia que estava sendo direcionada retorna para si - retroflexão
      • ou a energia é direcionada para o outro, de forma enviesada, ocorrendo a proflexão.
      • Retroflexão e Proflexão...
        •  falam da impossibilidade da pessoa expressar suas necessidade para o outro de forma direta,
        •  impede o agir espontâneo frente ao outro, de encontrar e trocar com este diretamente, com confiança e coragem de assumir o risco que isso inclui.
        • evita-se aí o conflito direto
        • as formas disponíveis para tentar alguma satisfação nesses casos são:
          • ou satisfazer a si mesmo 
          • ou uma tentativa de eliciar no outro uma resposta mais ou menos esperada.
      • na Retroflexão...
          • isolamento é marcado por uma autossuficiência, um fazer você mesmo, enrijecendo a fronteira de contato e cindindo-se do ambiente, do outro; 
          • aqui há uma desistência do outro ou se entende que precisar dele é uma fraqueza, fazendo consigo mesmo aquilo que se precisa.
        • na Proflexão
          • no isolamento há uma espécie de “cegueira” e o outro passa a ser como uma tela de projeção, fantasiado, um espectro enevoado no qual se vê apenas uma idealidade.
          • proflexão, toma-se o outro como objeto, de modo a satisfazer a sua necessidade.
        • em ambos os casos
          • utiliza-se de manipulação, de comportamentos evocativos e indiretos, redobrando seus esforços quando encontra alguma resistência.
          • suas relações se mantêm empobrecidas, sem a sensação de estar satisfeito.
      2. Contato final
      • é o ápice do processo do contato, porém, não chega a ser o seu final em si, já que este acontece no pós-contato, momento da assimilação e do crescimento. 
      • Trata-se, então, do momento da união, do encontro eu-figura em si. 
      • Segundo Clarkson (1989) esse é o momento do engajamento total, cheio e vibrante com a figura da ação escolhida.
      • o self está absorvido de maneira imediata e plena na figura que descobriu-e-inventou; no momento não há praticamente nenhum fundo.
      • A figura incorpora todo o interesse do self, e o self não é nada mais do que seu interesse presente, de modo que o self é a figura (Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1997, p. 221).
      • O sentimento de ego ativo da etapa anterior do conflito e agressão abranda-se ou desaparece.
      • Dizer que o fundo está vazio é falar em ato de entrega total com a figura escolhida, com atenção plena. 
        • No caso Stela esse é o momento em que ego e self se fundem formando uma só cor. 
        • Momento derradeiro para  se experienciar tanto o outro quanto a si mesmo, onde está presente a qualidade da totalidade campo-organismo-ambiente.
        • envolve renúncia de si, de entrega, onde o self se sente mais vivo:
      • Egotismo 
        •  impossibilidade de viver esse ato de entrega, em que figura e fundo se fundem em um só, de forma plena.
        • Segundo Perls, Hefferline & Goodman (1951/1997) consiste numa dificuldade em renunciar ao controle e à vigilância, numa ansiedade frente à indiferenciação, numa preocupação última com nossas próprias fronteiras, consigo ao invés de com aquilo que é contatado.
        • Há uma dificuldade em “relaxar o controle, soltar-se, ter a audácia de terminar a ação empreendida, abrir as fronteiras ao encontro” (Robine, 2006 p. 131).
        • O self, ao se enrijecer e evitando se entregar...
          •  não consegue agir em sua dimensão de espontaneidade e criatividade.
          • se vê em uma situação de emergência em cada possibilidade de interação e por isso mesmo precisa se proteger.
          • não permite vivenciar plenamente o encontro, ficando o contato esquecido enquanto possibilidade.
      3. A experiência na contemporaneidade...
      • Pode-se pensar em duas formas de existir no tempo presente:
        •  uma alienada, acrítica, apartada de uma reflexão sobre o mundo atual, 
        • e outra, a qual Agamben chama de contemporânea, que é a vivência daquele que “mantém fixo o olhar no seu tempo, para nele perceber não as luzes, mas o escuro” (2009, p. 62)
        •  isso não significa de modo algum uma inércia, mas sim, como acrescenta ele, “uma habilidade particular, que nesse caso, equivalem a neutralizar as luzes que provêm da época para descobrir as suas trevas, o seu escuro especial, que não é, no entanto, separável daquelas luzes” (2009, p. 63).
      3.1. Marcas da contemporaneidade
      • há um “mal-estar” na contemporaneidade (Freud)
        • perda das referências
        • referências,
        • o racionalismo 
        • o cientificismo, 
        • o incremento do individualismo, 
        • a aceleração do tempo.
      • Com a fenomenologia...
        • Começa-se a pensar que consciência e mundo não são separados, mas aspectos de uma mesma realidade, na qual corpo e mente estão associados numa experiência intencional.
        • Franklin Leopoldo e Silva (2012) nos lembra de uma célebre frase de Jean Paul Sartre, em que este afirma que o inferno são os outros. Segundo o autor viver junto implica numa partilha de valores sobre a vida aspirações comuns, ou seja, um movimento em direção a uma vida comum, uma convivência.
        • A solidão numa sociedade massificada encoraja o indivíduo a buscar alívio e abrigo em grupos sectários, nos quais a homogeneidade representa a segurança que não está presente na experiência autêntica da diversidade.
        • Santos (2009, p. 18) afirma: “Temos direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza”.
      4. Entrecruzamentos...
      • como dizia Merleau-Ponty (1964/2000), a carne do mundo, se comungamos de um fundo comum, de uma generalidade, de uma cultura que nos atravessa a todos, podemos inferir que nãoé à toa que muitos estamos adoecidos.
      •  Compartilhamos de uma teia também adoecida, de um fundo que não é favorável à experiência de alteridade, ao encontro, à intimidade, à singularidade, à criação de novos possíveis.
      Segundo as autoras...
      • Vimos, em nossa clínica, que as pessoas têm tido cada vez mais dificuldade em lidar com o momento do conflito e da entrega. 
      • A dificuldade do conflito é uma dificuldade do embate, da
      • agressão; 
      • A da entrega diz respeito a abrir mão de uma atividade, de se lançar na experiência de união e dissolução das fronteiras.
      • Podemos estar em uma atividade mecânica, guiada pela pressa, que reflete uma lógica de produtividade e um medo de parar e encarar a ansiedade da incerteza frente ao desconhecido 
      • Ou podemos estar também num modo de ser passivo, engolindo pronto aquilo que vem de fora. 
      • Em ambos os casos alienados e acríticos, o que permeia esses dois modos de estar no mundo é uma alienação tanto pela atividade quanto pela passividade.
      • Os sujeitos em sua passividade introjetam esses valores como normas naturalizadas e não se questionam sobre eles, apenas os reproduzem.
      • A sociedade atual estipula normas gerais que indicam o que é certo/normal e o que está fora dessa margem, o errado/ anormal. Segue-se padrões sem questionamentos.
      • É preciso um gesto de interrupção para se perceber:
        • requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.
        • É justamente por estarmos apressados que nos distanciamos do que é da ordem da experiência, isolados uns dos outros, individualizados e numa constante competição nos afastamos da possibilidade de nos encontrarmos com o outro, de “estar com”.
      • "na rearticulação dos coletivos pela adoção de uma postura de diálogo e afirmação da alteridade, uma proposta de estabelecermos um espaço possível de esperança, em que sejam construídas relações onde haja espaço para o encontro, para a experiência de olhar e ser olhado, do reconhecimento, da empatia, do estar com, do reestabelecimento do vínculo. Com isso, vemos uma possibilidade de uma rearticulação entre as partes e o todo."
      • a clínica que se propõe e se estabelece dentro dessa lógica da alteridade restabelecida e forma dialética pode se configurar também enquanto um lugar que atua em prol da reversibilidade do quadro em que nos encontramos.
      • Criamos através da relação terapêutica, a possibilidade da pessoa resgatar a conexão primordial, religando-a a si mesma e aos demais, constituindo ou restaurando a sua própria humanidade”
      A Gestalt-terapia... 
      • busca recuperar o sentido da experiência concreta, do vivido e, para além disso, busca ampliar a awareness, ou seja, através da presentificação, restaurar nos sujeitos a dimensão do sensível e sua possibilidade criativa, de agressão.
      • traz uma proposta de saúde baseada na espontaneidade e na possibilidade de sermos no mundo de forma mais crítica, menos alienada.
      • sua terapia torna-se essa possibilidade de reconexão, que também encontramos na experiência do coletivo.
      • torna-se necessário que nos arrisquemos  diante do novo, pois a experiência, como já dissemos, comporta uma dimensão de risco e de travessia, de coragem para enfrentar a dimensão do perigo, que abarca tanto o júbilo como o sofrimento em meio a uma sociedade que se é proibido sofrer.
      • Direcionados sempre para o fim, perdemos o meio, e com isso o espaço da experiência, do acontecimento e da transformação, lugares do qual se ocupa a GT.
      Referências:
      Pepsico. SILVA, Thatuana Caputo Domingues; BAPTISTA, Camilia Santos; ALVIM, Mônica Botelho. O contato na situação contemporânea: um olhar da clínica da Gesatlt-terapia.

      domingo, 12 de julho de 2020

      Mito: Eco e Narciso - ECOISMO - Parte II - Aula 5 - Mitologia Grega e Psicologia Analítica

      ECOISMO

      O perigo de se perder no outro.

      Narciso mostra o perigo de se perder em si mesmo. Ecoismo é o perigo de se perder no outro. traz a ideia de que o outro é importante, de que devemos prestar atenção no outro o que seria importante, mas pode se tornar muito perigoso, quando a pessoa se dedica demais ao outro, observar e cuidar muito do outro, pessoas que vivem de viver a própria vida para viver a vida do outro, do parceiro. deixa de se desenvolver em detrimento da vida do outro. vai abrindo mão das coisas que dizem respeito a ela enquanto pessoa, abandonando seus projetos individuais, seus sonhos, etc.

      Há aí uma relação de co-dependência em que as pessoas acabam se dedicando e cultivando a dependência em relação ao outro, acabando em relacionamentos tóxicos, autodestrutivos.  tornam-se adictos, escravos de padrões, vícios, que regem a vida da pessoa, sem ter autonomia sobre si sobre sua vontade.

      Poeta Ovídio, Obra Metamorfoses III, Ano 8 D.C, escreveu o relato narcisista.

      Em sua ingenuidade deseja a si mesmo,
      A si próprio exalta e louva. 
      Inspira ele mesmo os ardores sente.
      É uma chama que a si própria alimenta.
      Quantos beijos lançados às ondas enganadoras!
      Para sustentar o pescoço ali refletido, quantas vezes
      Mergulhou inutilmente suas mãos nas águas.
      O mesmo erro que lhe engana os olhos, acende-lhe a paixão.
      Crédulo menino, por que buscas, em vão, uma imagem fugitiva?
      O que procuras não existe. Não olhes e desaparecerá o objeto de teu amor.

      A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO

      • Narciso comete violência contra Eros, Hamartia, passa por cima do métron, hybris, desmedida.
      • Formação de consciência, estar com. 

      Hamartia esta no novo testamento que dá origem ao termo pecado, Em grego significa desvio de alvo , de meta, quando você desvia desse alvo desse objetivo, você cai e comete Hamartia(pecado).

      O princípio do deus Eros é o estar junto, no relacionamento. Narciso despreza esse princípio. É na relação com o outro que adquirimos a consciência. Negar isso cai em Hamartia, cai em Hybris e passa a se achar e se sentir além daquilo que você é. Cai em desmedida. Ultrapassa os limites saudáveis da consciência.

      CONHECE-TE A TI MESMO

       Tomar consciência é " conhecer com", um processo que envolve o dinamismo da vinculação e o princípio da relação. (Edinger,1989)

      conhece quem você é em seus aspectos de luz e sombra. Para e presta atenção no seu jeito de ser. 

      A vida é tão corrida, que andamos no piloto automático, permanecendo inconsciente sobre tudo que fazemos correndo no dia a dia. A correria não favorece ao desenvolvimento da consciência, estando com o outro na relação. formar consciência envolve a relação, o vínculo com o outro.

      "O encontro de duas personalidades é como a mistura de duas substâncias químicas diferentes: no caso de se dar uma realçai, ambas se transformam." (Jung, OC XVI , 2012)

      Jung fala que é na relação que ampliamos a consciência, é na relação com o outro que vamos desenvolver o processo de individuação. Isso se dá para todo e qualquer relacionamento.

      "A nossa essência mais autêntica, a nossa dimensão interior emergem na sua máxima inteireza, com todas as sombras e luzes, justamente no âmbito de uma relação." (Aldo Carotenuto, 2005)

      REFERÊNCIAS
      Curso extracurricular de Mitologia e Psicologia Analítica
      Instituto Freedom
      Aula 5 - Mito: Eco e Narciso - parte II
      Prof. Rangel Fabrete

      segunda-feira, 6 de abril de 2020

      Sua participação é muito importante para nós!

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      Clique no link abaixo para responder ao questionário


      ADOLESCÊNCIA


      Quer saber de algumas DICAS sobre como melhorar essa relação entre pais e filhos adolescentes?
      Só pra adiantar... essa é uma relação de mão dupla! Fique atento!

      - Sabe aquele momento em que você está de mal-humor e não quer falar com ninguém, a não ser com seus pensamentos? O mal-humor é normal na adolescência devido às alterações hormonais, à instabilidade, e por isso mesmo, não precisa ser motivo de conflitos. 

      Dica no.1: Os pais devem respeitar o momento de introspecção do adolescente, sem pressioná-lo para que tenha um tempo de processar suas emoções. Por outro lado, os jovens precisam saber, que os pais não têm bola de crista, e desejam apenas saber se estão bem. Não custa pedir aos pais um tempinho pra você, e as coisas logo ficarão bem. Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.
      - Quando o seu filho for introspectivo, comece falando de você, como foi seu dia,  o que aconteceu de curioso que possa conquistar a atenção e confiança dele para se estabelecer o diálogo.

      Dica no.2:  Os jovens introspectivos precisam se sentir a vontade para entrar no diálogo, e sentir-se seguro para falar de si em família. Iniciar o diálogo falando de si, de como se sente, de seu dia a dia pode ser um caminho para fortalecer os vínculos entre ambos.Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.
      - Respeitar a intimidade dos filhos é condição elementar para formação e fortalecimento de vínculos relacionados diretamente à confiança.

      Dica no.2:  Os adolescentes devem entender que é dever dos pais, com sua permissão,  ver suas redes, por uma questão de cuidado e zelo. Para isso, é preciso que ambos dialoguem sobre as concessões, buscando um entendimento mútuo. Por outro lado, os pais precisam respeitar a intimidade e a privacidade de seus filhos. Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.

      - Os adolescentes geralmente, têm uma ampla rede de relacionamentos, e portanto, muitos amigos. seus pais devem ter um olhar acolhedor para seus amigos, a fim de conhecê-los melhor. 

      Dica no. 3: Os pais devem ter uma boa relação com os amigos de seus filhos, longe de críticas e ao mesmo tempo, tendo o cuidado de não trata-los como seus amigos. por outro lado, os adolescentes devem buscar uma relação dialógica com seus pais, quando estão com seus amigos, com os quais se identificam. Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.

      - É natural que os adolescentes tenham comportamentos intensos e instintivos, e se expressem por imagens, até que consigam encontrar a sua própria identidade

      Dica no. 4:  Nessa relação, os adolescentes devem procurar ter um pouco mais de bom-senso e moderação para que não se comportem muitas vezes de forma rebelde e agressiva, e posteriormente, se sintam culpados. Por outro lado, os pais devem ter uma maior compreensão com essa inabilidade de moderação, que se dá em função de diversas questões biológicas que ainda estão em formação. 
      Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.

      - Com a correria do dia-a-dia, e frente aos desafios de viver num mundo globalizado, é importante que ambos, pais e filhos, disponham de tempo um para o outro.

      Dica no. 5: Planejem momentos especiais, de descontração, em que possam conversar despretensiosamente, sem nenhum motivo específico para que o diálogo se estabeleça. Não espere que os pais ou os filhos criem esse momento. Tome a inciativa!
      Diálogo - empatia - compreensão e entendimento mútuo.


      Referências;
      Google Imagens.

      sábado, 7 de setembro de 2019

      Teoria da Comunicação Humana na Abordagem Sistêmica


      Comunicação é transferência de informação e se dá pelo EMISSOR(codificador), CANAL (mensagem) e RECEPTOR (Decodificador).

      Teoria da Comunicação Humana é vista como um recurso teórico para compreender o sistema familiar. Portanto, a comunicação é um tema central na Teoria Sistêmica, cujo foco deixa de ser o indivíduo em si, para focar nas relações que se estabelecem entre os organismos no sistema.

      Para a TEORIA SISTÊMICA:
      • Relacionar-se é comunicar-se.
      • Foco nas relações e no modo como se comunicam no sistema.
      • Olhar em um dos elementos individuais do sistema, em detrimento do contexto e das relações.
      • Considera o contexto para entender as regras das relações entre os organismos.
      • Observar as interações dentro do sistema evidencia:  se existe redundâncias; identificar se os padrões se repetem; identificar padrões que podem ser reconhecidos na sequência de eventos comunicacionais; ajuda a identificar as regras das relações.
      • Abordagem Sistêmica exige mudança de conceitos e mudança na visão de mundo.
      • Usa-se o verbo ESTAR , nunca o verbo ser.
      • autonomia é concebida num contexto em que a pessoa diz o que é real para si própria no sistema, assumindo a responsabilidade de suas ações, através de acordos consensuais.
      Para que CONHECER AS REGRAS DE UM SISTEMA?
      • Para prever comportamentos de nossos parceiros.
      • Ter tranquilidade para saber que, estamos nos comunicando adequadamente naquele sistema.
      METACOMUNICAR ou METACOMUNICAÇÃO
      • Exige mudar de posição para observar a comunicação e conversar sobre o que se observa.
      • É a solução dos axiomas da Teoria da Comunicação.
      • Como se espera que ocorra a comunicação.
      • É a forma como você se comunica. É falar sobre a maneira como você fala. Cada um interpreta o conteúdo à partir da sua relação com o outro.
      Exemplo: Um menino entra em casa, passa direto ao quarto, como se não tivesse visto o pai e a mãe na sala.  O pai fala: esse menino é mal educado. A mãe fala: deve ter acontecido alguma coisa na escola, para ele chegar assim.. Ambos pai e mãe estão falando sobre a maneira como o filho se comunicou, porém, cada um interpreta a comunicação à partir da relação que tem com o sujeit. 

      PRAGMÁTICA DA COMUNICAÇÃO
      • Como a comunicação afeta a própria comunicação.
      COMUNICAÇÃO FUNCIONAL E DISFUNCIONAL:
      • FUNCIONAL - quando a comunicação é feita e é compreendida pelo decodificador. Portanto, não há axioma para comunicação funcional. Mensagem emitida, recebida e compreendida.
      • DISFUNCIONAL - quando a comunicação é feita mas não é compreendida pelo decodificador.  Essa comunicação sempre tem axioma, ou seja, uma disfunção da comunicação. mensagem emitida, recebida, mas não compreendida.
      Em toda comunicação, pode-se distinguir:
      • O CONTEÚDO, onde deve-se concentrar maior atenção.
      • A RELAÇÃO entre os participantes do sistema. É a relação entre os participantes que define a comunicação ou o que fazer com o conteúdo da comunicação.



      Segundo Paul Watslawick, Pai da Teoria da Comunicação,  há quatro alternativas possíveis para quem não quer se comunicar:


      1. Rejeição da comunicação (reconhece o outro mas não concorda e não quer falar a respeito)
      2. Aceitação da comunicação ( reconhece e concorda e não quer falar a respeito)
      3. Desqualificação da convivência ( não atribui importância ao outro)
      4. O sintoma como comunicação.
      As dificuldades da comunicação são:
      • ambiguidade  (significados diversos)
      • má-interpretação  (não compreensão)
      É preciso que haja na relação dos elementos, pistas metalinguísticas, para haver um entendimento.



      OS 5 PRINCÍPIOS OU AXIOMAS DA TEORIA DA COMUNICAÇÃO
      • "Só existe axioma numa comunicação disfuncional"
      • A pontuação de sequências é entre os comunicantes no sistema. Se procura ajuda de terceiros, o axioma já não existe mais. 
      • O axioma é sempre entre as pessoas envolvidas no sistema, sobretudo, quando uma aponta a outra como responsável.

      1º Axioma: Todo comportamento é comunicação. A impossibilidade de não-comunicar.
      • É impossível não se comunicar.
      • É impossível não influenciar.
      • É impossível não responder à comunicação.
      • Qualquer comunicação implica um compromisso.
      • O comportamento possui valor de mensagem. Como não existe não se comportar, não existe não se comunicar.
      • Não se comunicar é uma disfunção. 
      Mesmo as pessoas que fingem estar com sono, com cansaço, embriaguez, conversa de forma desconexa, estão comunicando algo através desses comportamentos não-verbais. Comunicam que "não quer" ou "não pode" se comunicar no sistema.


      2º Axioma: Na comunicação distinguimos os aspectos de conteúdo e relação. 
        • Na comunicação distinguimos os aspectos do CONTEÚDO e da RELAÇÃO.   
                  - Conteúdo é O que se fala? 
                  - Relação é Como se fala?

        Isso indica a posição que o interlocutor se encontra na comunicação. Ex: "Fecha a porta" é o conteúdo. A forma como se fala indica a sua posição no sistema. Falar essa frase de forma mais agressiva, o coloca na posição de autoridade sobre o outro.    

        • Uma comunicação entre duas pessoas, implica na definição da relação entre ambas.
      • Atenção na ENTONAÇÃO dada à comunicação, pois dependendo da entonação dada na hora em que se fala, traz implícita uma "relação diferente entre as pessoas". Exemplo: pela entonação pode mudar o sentido da forma como se relacionam as partes.
      3º Axioma: Toda comunicação se baseia numa pontuação de sequência de interações.

      • O ouvinte também responde ao enunciado do emissor,posicionando-se.
      • Não é a entonação que o coloca em determinada posição. É a sua resposta ao emissor.
      • Na resposta ele pode ou não concordar ou aceitar com o que o emissor fala.
      • O emissor espera que o outro obedeça ao que ele fala, mas ele pode ou não obedecer
      • Padrões de comunicação: um manda e outro obedece ou um manda e o outro quer mandar mais ainda.
      4º Axioma: Os seres humanos se comunicam digital e analogicamente

      Toda comunicação é digital e analógica. 
      • Digital - a comunicação é verbal.
      • Analógica - a comunicação é não-verbal.
      • Ter as duas formas de comunicação, verbal e não-verbal, é uma comunicação funcional.
      • Ter apenas uma das formas de comunicação, é uma comunicação disfuncional.
      5º Axioma: Toda comunicação define interações, que podem ser simétricas ou complementares.

      Quando ambas, simétricas e complementares, acontecem na relação, tem-se uma comunicação funcional. Quando somente uma das duas acontece, tem-se uma comunicação disfuncional.

      • SIMÉTRICAS - possui uma interação simétrica tanto pela passividade quanto pela atividade. São baseadas na igualdade de posições. Tendem a ser sofridas, pois caracterizam disputa de posição. Ditado popular: Dois bicudos nãos e beijam.
                Exemplo de passividade: que restaurante iremos? Não sei. Escolha! Escolha você.
                Exemplo de Atividade: Quero ir comer marisco. Só vou se for comer carne.

               Disputam a posição tanto pela passividade quanto pela atividade.

      • COMPLEMENTARES - quando valorizam as diferenças. Relação de mando ou autoridade e obediência ou submissão. Quando se compreende a mensagem e se acostuma com elaBaseada na diferença de posições. Se um é autoritário o outro é passivo, podendo chegar a co-dependência entre ambos. Nesse caso não tem disputas, as pessoas se encaixam nesse padrão de que um manda e outro obedece, o que não quer dizer que sejam relações satisfatórias.
      META COMPLEMENTARIEDADE - quando se desenvolve uma situação de complementariedade para resolver apenas aquele conflito. Tende a reduzir o conflito.

      PSEUDO SIMETRIA - Quando se desenvolve uma situação de simetria para resolver um conflito específico. Tende a reduzir o conflito.


      Referências:
      Apostila: Atendimento_sistemico tomo2.indd519
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