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sábado, 23 de maio de 2020

Psicologia e Desigualdade - Ana Bock - Síntese

O ARTIGO:

  • debate a desigualdade social como a grande questão brasileira.
  •  a Psicologia tem desvalorizado ou ignorado a desigualdade social como um aspecto determinante da constituição das subjetividades.
  •  é uma questão epistemológica que deve ser enfrentada e superada (transformada) na Psicologia ATRAVÉS  da adoção de uma visão de sujeito e de sua relação com o mundo que adota como categoria fundamental a historicidade, afirmando a subjetividade como aspecto da realidade que se constitui como uma dimensão do real. 
  • Afirma que Subjetividade e objetividade são uma relação dialética de constituição mutua. Ignorar esta relação leva e tem levado à psicologia a se constituir como ideologia que oculta a produção social da desigualdade.
SÍNTESE DO ARTIGO
  •  tese defendida neste artigo é a de que a desigualdade social, maior problema vivido pelo Brasil, é ignorada pela psicologia e isto torna o discurso desta ciência ideológico.
  • defende a importância deste tema e dizer de sua relação com a constituição da subjetividade.
SOBRE A DESIGUALDADE NO BRASIL
  • A história brasileira, em seus mais de 300 anos de escravidão, é marcada pela presença de uma elite política e econômica que sempre privilegiou seus interesses em detrimento das necessidades da maioria da população, e que se perpetua até os dias atuais.
  • Aspectos importantes a serem considerados:
primeiro é que o padrão de desigualdade/ igualdade social é construído histórica e culturalmente em uma dada sociedade.
segundo, a desigualdade social faz referência a distribuição da riqueza e às condições desiguais de acesso e bem-esta

BRASIL:
  •  é caracterizado por uma população que tem acesso desigual à riqueza produzida coletivamente e usufrui de condições de vida também desiguais.
  • desigualdades que têm a característica étnico-racial como seu crivo; ou ainda aquelas que marcam as diferentes regiões do país; ou ainda de gênero.
  • a desigualdade no país é bastante profunda e permanente.
  • A estrutura de relações que acompanha e marca o fenômeno da desigualdade social é caracterizada por redes invisíveis e objetivas que qualificam e desqualificam indivíduos e grupos, distinguindo-os, marcando com este forte termo um grupo social que tem acesso a pequena parte da riqueza, vive sob condições precárias e é desvalorizado na hierarquia social.
Por que a Psicologia ignorou a  desigualdade social? 
  • questão mais importante de ser abordada
  • os aspectos da psicologia que a levariam a estar de costas para a realidade social, segundo Bock, é uma  questão é epistemológica, ou seja, localiza-se na concepção de sujeito na qual a psicologia se baseou.
  • Século XIX, ênfase na razão, Psicologia enquanto ciência, nasce uma ciência racional, empírica, positivista, experimental, quantitativa e determinista.
  • Dicotomia da Psicologia em sua epistemologia.: 
"O esforço racional para garantir um saber objetivo sobre a realidade, incluída a subjetividadefoi separar estes dois âmbitos: subjetividade e objetividade, que “passam a ser vistos como autônomos, com movimento próprio e natural. Caberia à Psicologia estabelecer, da melhor maneira possível, os mecanismos de interação entre os aspectos subjetivos e os aspectos objetivo”"

Críticas à Psicologia: a psicologia ignorou a desigualdade social por uma questão epistemológica, ou seja, pela concepção de sujeito hegemônica
  • A realidade social, a sociedade, as condições de vida e a desigualdade social ficaram do lado de fora das explicações e compreensões da psicologia.
  • As razões estavam no âmbito “interno” dos indivíduos, podendo-se falar das situações de vida como experiências, vivências ou influências. 
  • O fenômeno psicológico, seja qual for sua conceituação, aparece descolado da realidade na qual o indivíduo se insere e, mais ainda, descolado do próprio indivíduo que o abriga.
  • A relação com o mundo social e cultural, apesar de considerada importante por todos os psicólogos, é vista como uma relação de exterioridade. “O mundo social é um mundo estranho ao nosso eu”
Análises que prescindem da realidade social para explicar o humano e sua subjetividade:
  • Tudo que puder indicar relação com a realidade social será lido e compreendido a partir do indivíduo e suas características ou potencialidades.
  • A desigualdade social pertencente ao mundo exterior, influencia os indivíduos.
  • Suas potencialidades que deverão se atualizar ou se revelar conforme forem sendo estimulados pelo meio. 
Psicologia enquanto Ideologia:
  •  passou a ocultar ou contribuir para ocultar a desigualdade social, que como afirmamos estaria considerada como o principal problema de nossa sociedade.
  • Nada oferece para evidenciar e dar visibilidade à desigualdade.
  • Suas concepções de diferenças individuais, de potencialidades, capacidades, inteligência, motivação, estruturação familiar, preconceito têm servido apenas para reduzir ao individual o que é social.
  • Encobre  parte da realidade, da relação do que está constituído (seja o psicológico) com a realidade social e material onde essa constituição tem lugar.
Aspectos que permitem dar visibilidade à dimensão subjetiva da desigualdade social:
Perguntou-se sobre a vida, as explicações para a desigualdade, sua gênese, as responsabilidades, as condições de vida e os sentimentos que acompanham esta vivência.
  •  o significado do esforço pessoal como responsável pelo sucesso das pessoas e, portanto, justificativa para a desigualdade.
  • moradores das regiões com menor índice de exclusão trazem a ideia mais frequente é a importância de ter bons contatos na vida para ter sucesso;
  • moradores das regiões mais pobres a ideia que aparece é a importância de começar cedo a trabalhar e batalhar por uma vida melhor.
  • O argumento da meritocracia aparece em todas as regiões para justificar a classificação de uma escola como boa; sempre alguém é responsável por sito, sejam professores, direção, alunos.
  • A população mais rica considera natural ter direito a, enquanto a população mais pobre não se vê como sujeito de direitos e entende que o que recebe do Estado são dádivas e é grata por isto.
  • A apropriação da cidade e o “sentir-se bem nela” demonstram formas diferentes de ver a cidade e se relacionar com ela. 
Compreensão de como a escola está sendo significada por estes diferentes (e desiguais) alunos:
  • A escola pertence aos ricos; a escola é estranha para os pobres.
  • Para os ricos é continuidade de uma vida familiar, com cultura muito semelhante; para s pobres é ruptura da vida em família, onde o trabalho é aspecto central. 
  • O conhecimento é valorizado pelos alunos da camada rica, mas pouco ou nada destacado, pelos alunos pobres, como objeto da escolarização.
  • A escola como a possibilidade de sair do lugar onde estão e ter um futuro melhor; um futuro pouco descrito, mas que é sinônimo de deixar este lugar onde se encontram hoje. Para a camada rica a escola é necessária para aprenderem o que precisam para estar em uma profissão no futuro; mas o futuro é a continuidade do que se tem hoje.
Lane afirmava em seu texto emblemático “Uma nova concepção de homem na Psicologia” que “toda a psicologia é social”
  • não será possível falarmos de nossa gente e sua subjetividade se não incluirmos definitivamente, em nossas reflexões, uma nova concepção de humano
  • é preciso fazer uma revisão epistemológica na Psicologia, inserindo a sociedade e combatendo a desigualdade social.

FONTE:
Artigo Psicologia e Desigualdade Social - Ana Mercês Maria Bock

domingo, 22 de setembro de 2019

Escola Intergeracional de Bowen (1990,1991)



Murray Bowen (1913-1990) foi um psiquiatra americano e professor de psiquiatria na Universidade de Georgetown. Bowen estava entre os pioneiros da terapia familiar e um notável fundador da terapia sistêmica. A partir da década de 1950, ele desenvolveu uma teoria de sistemas da família.

Murray Bowen (1990,1991) criou a Teoria Boweniana, que fundamenta a Terapia Sistêmica.

TEORIA BOWENIANA
  • Seu objeto de estudo é a FAMÍLIA NUCLEAR, 
  • Recorre à FAMÍLIA DE ORIGEM como ferramenta para ajudar a reduzir a tensão familiar, ou seja, recorre ao HISTÓRICO GERACIONAL dessa família nuclear.
  • Primeiro, sempre olha o NÚCLEO FAMILIAR, depois recorre à FAMÍLIA DE ORIGEM.
  • Objetivo da Teoria: Identificar a DIFERENCIAÇÃO do indivíduo em relação à família, e é essa CAPACIDADE DE DIFERENCIAÇÃO que vai implicar na saúde mental do individuo.
ENTENDENDO  INDIFERENCIAÇÃO /DIFERENCIAÇÃO  

Massa Indiferenciada do Ego
  • Conceito central da Teoria de Bowen
  • Significa fusão ou aglutinação, quando o sentimento de pertença requer do indivíduo máxima renúncia de sua autonomia.
  • A criança ao nascer está totalmente indiferenciada (dependente) da família, e esta passará a vida construindo tentando se diferenciar (ganhar autonomia) desta, e é essa autonomia que vai fazê-la alcançar seu grau de diferenciação em relação à sua família de origem.
  • DIFERENCIAÇÃO - MAIS AUTONOMIA - INDIVIDUALIDADE
  • INDIFERENCIAÇÃO - MAIS DEPENDÊNCIA - PROXIMIDADE
No CONTEXTO FAMILIAR encontra-se três sentimentos: 
  • de pertença
  • de diferenciação
  • de individuação
Quanto mais acolhido o indivíduo no contexto familiar, maior a liberdade para buscar sua individualidade, subjetividade, singularidade, que implica na busca de sua INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL: capacidade de PENSAR, AGIR e SENTIR por si só.

Há  dois TIPOS DE DIFERENCIAÇÃO:

DIFERENCIAÇÃO INTRAPSÍQUICA
  • Capacidade de separa PENSAMENTO de SENTIMENTO.
  • Pessoas pouco diferenciadasdificilmente fazem essa diferença, pois não conseguem pensar com objetividade.
  • Pessoas muito diferenciadasfacilmente distinguem pensamento de sentimento, pois conseguem pensar objetivamente.
DIFERENCIAÇÃO INTERPESSOAL
  • Diz respeito às pessoas com as quais nos relacionamos.
  • Pessoas madurastendem a aumentar o nível de diferenciação interpessoal.
  • Pessoas imaturas, tendem a diminuir o nível de diferenciação interpessoal.

PESSOAS REBELDES/ REATIVIDADE

Bowen chama de REAÇÃO as respostas dadas de forma IMPULSIVA. O ideal é que se consiga RESPONDER SEM REAGIR, conseguindo conter a própria REATIVIDADE diante do outro.
  • Pessoas rebeldes são altamente reativas e o self é pobremente desenvolvido. Tem seus valores e crenças formados em oposição aos pais, e acabam desenvolvendo um PSEUDO-SELF.
PADRÕES REATIVOS, segundo Bowen:
  1. CONDESCENDENTE- evitar sempre conflitos, procura acertar tudo, pseudo Self. No 2º quadrante. 
  2. REBELDE - Sempre do contra, opositor, sempre contraria uma figura de referência. Padrão reativo, rebelde. Não sabe o que quer, mas só sabe que quer contrariar. No 2º quadrante.
  3. ATACANTE - diante de situação de ansiedade, acaba atacando. Alto padrão reativo. Baixa autoestima. Diminui o outro para se sustentar ou ignora o outro me achando melhor que ele. No 1º quadrante.
  4. DESERTOR - Quando acha que não vai dar conta de um briga acaba fugindo, muda de assunto, deserta porque acha que não dá conta. 2º quadrante.
PSEUDO-SELF ocorre quando a pessoa vive em função desagradar para atender às expectativas dos outros, e pode se formar pelo pensamento grupal, influenciável. Ou quando constroem seus valores e crenças em oposição aos pais, não importando se fazem sentido para o indivíduo.

EU-SÓLIDO é contrário ao PSEUDO-SELF, onde as crenças e valores são consistentes. O indivíduo resiste a pensamentos grupais e não tenta influenciar nem mudar ninguém.


O GRAU DE INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL 

Varia entre duas pessoas, e envolve o HISTÓRICO GERACIONAL, daí a necessidade de analisar os seguintes aspectos:
  1. O grau que os pais alcançaram em relação às suas famílias de origem.
  2. A relação dos pais com os filhos.
Quando emaranhado  nessas relações, a autonomia e a individuação varia de pessoa e fica preso ao campo emocional familiar.

PROCESSO DE PROJEÇÃO FAMILIAR  
  • Caracteriza-se pela transmissão da IMATURIDADE ou BAIXO GRAU DE DIFERENCIAÇÃO dos pais para com os filhos.
  • filho que é objeto de projeção dos pais, fica mais unido a eles, positiva ou negativamente,  apresentando menor grau de diferenciação do self.
  • TRANSMISSÃO MULTIGERACIONAL identifica o problema da pessoa como produto do relacionamento dos pais dela. Daí a necessidade de se analisar o histórico geracional do indivíduo.
Independência emocional bem diferenciada, a emotividade e a subjetividade não são influências fortes entre os pais, e entre eles e os filhos.
  • Baixa emotividade e pressãopermite ao filho, crescer PENSANDO, SENTINDO e AGINDO por SI MESMO.
  • Alta emotividade e pressãonão permite ao filho, crescer PENSANDO, SENTINDO e AGINDO por SI MESMO.
CORTE OU ROMPIMENTO EMOCIONAL 
  • Os membros familiares são "obrigados" a seguir os passos da família de origem, como uma exigência intransponível. 
  • Aquele que sai dessa regra, ou aquele que permanece na casa dos pais, estão da mesma forma ligados emocionalmente a eles.
CERCA DE BORRACHA DE BOWEN
  • Serve para manter os membros da família juntos. Na medida em que o indivíduo vai se diferenciando, não há rompimento com a família, porque o sentimento de pertença àquela família de origem se fortalece, junto com a conquista da autonomia.
ESCALAS DE DIFERENCIAÇÃO DO SELF
  • Instrumento para avaliar o GRAU VARIADO DE INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL  do indivíduo, em relação à sua família.
  • A independência emocional do indivíduo dependerá de quanto seus pais são independentes emocionalmente em relação à suas famílias.
O PROCESSO DE DIFERENCIAÇÃO DO SELF mede o nível de diferenciação funcional ou relacional que é influenciável pela ANSIEDADE. Essa ansiedade é apenas usentimento do sistema, e não uma patologia do indivíduo, como se entende a ansiedade. 
  • ANSIEDADE BAIXA - pessoas menos reativas; pessoas mais responsivasmaior diferenciação do self.
  • ANSIEDADE ALTA -  pessoas mais reativas; pessoas menos responsivasmenor diferenciação dos self.
O  nível de DIFERENCIAÇÃO INTRAPSÍQUICA de Bowen, se reporta à sua ESCALA, que vai desde o mais baixo grau de diferenciação até o mais alto grau de diferenciação, considerado por ele impossível de se atingir. Essa escala mostra o quanto se distancia e se aproxima o indivíduo, da diferenciação. 

QUADRANTES DA ESCALA DE BOWEN

1º QUADRANTE ( Nível de diferenciação de 0 à 25)
  • pessoas sentimentais, extremamente reativas, dificuldade de manter relações duradouras, faz pouco uso da razão, submissas, comportamentos controversos. 
  • Pouco maduras emocionalmente, alta ansiedade, indiferenciadas de seu sistema familiar. Alta emotividade, não pensa, age ou sente por si só; dependentes emocionalmente. Pseudo-self. Indiferenciação do self (proximidade)
2º QUADRANTE (Nível de diferenciação entre 25-50)
  • Self pobremente definido, com alguma mas não expressiva, capacidade para diferenciar-se. Personalidades mutáveis, carentes de opiniões e convicções próprias. Falso eu. Sofre influências externas. Pessoas adaptáveis, sentem necessidade de aceitação, sempre havendo uma necessidade de referência.
  • Imaturas emocionalmente, alta ansiedade ainda e reativa, indiferenciadas de seu sistema familiar, principalmente em relação a uma figura que ele segue como exemplo, embora já apresente alguma capacidade de diferenciação. Alta emotividade, dependência emocional. Pseudo-self. Indiferenciação do self (proximidade).
3º QUADRANTE  (Nível de diferenciação entre 50-75)
  • Possui opinião bem definida. Desenvolvem sintomas físicos, emocionais e sociais severos, porém, momentâneos, já que se recuperam rápido (Resilientes). Enfrenta os problemas com mais calma, pouca ansiedade, equilíbrio, evitando crises. Possui a falsa impressão que sabem distinguir, ordenar as emoções quando pressionados.
  • Quando a pessoa chega nesse quadrante, ela tem alta terapêutica.
  • Maduras emocionalmente, baixa ansiedade, responsiva, diferenciadas de seus sistema familiar,individualidade. Eu-sólido. Independência emocional.
4º QUADRANTE (Nível de diferenciação entre 75-95)
  • Pessoas bem diferenciadas. Segue seus princípios, seguras, capaz de ouvir os outros, avaliar seus pontos de vista, modificar suas crenças. São surpreendidos por respostas emocionais frente às pressões.
  • Bowen acha impossível chegar nesse quadrante. Que nem Jesus teria chegado. Esse quadrante existe como inspiração para se chegar a ele.
O trabalho terapêutico de família, trabalha o indivíduo para alcançar maior capacidade de pensar, sentir e agir por si só, autonomamente, deixando de estar suscetível ao desequilíbrio, frente às situações tensas.
  • Quanto maior a consciência de si, maior autonomia, maior diferenciação.
  • Quanto menor a consciência de si, menor autonomia, menos diferenciação.
Fontes: Autoridade e autonomia em tempos líquidos: A teoria sistêmica na contemporaneidade.Nina Guimarães, 2014. Editora Rachel Kopit. Google Imagens

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O "social" da Psicologia Social.

Psicologia Social estuda ...
  •  A interação entre as pessoas.
  • as dependências e interdependências entre as pessoas e como se formam as atrações interpessoais.
  •  como o convívio social se processa, quais as leis gerais que o regem, quais as consequências do processo de interação social.
  • cientificamente o processo de interação entre as pessoas, permitindo uma melhor compreensão do comportamento social humano.
  • nossas percepções dos outros
  • nossas motivações resultantes da interação com os outros
  • nossas atitudes, comportamentos pró-sociais, antissociais, 
  • os esteriótipos e preconceitos
  • o comportamento grupal
  • a formação de amizades
  • as formas de influenciar as pessoas
Psicologia Social...
  • Contribui para o melhor entendimento de vários problemas sociais e fornece subsídios para a solução de alguns desses problemas sociais.
  • Seu objeto principal é o indivíduo em sociedade e não a sociedade propriamente dita.
  • Seu principal objetivo é estudar o poder da situação social e como ele influencia e como ele influencia o comportamento individual ou grupal. O poder da situação social constitui importante fator motivador de nosso comportamento, e portanto, o principal objeto de estudo da Psi Social.
  • Aplica os conhecimentos sobre tudo o que estuda acima citado, na solução de possíveis problemas sociais.
  • Verifica as características de determinadas situações sociais que são capazes de induzir as pessoas a se comportarem de forma distinta daquela que se comportariam caso a situação fosse diferente.
  • Fundamenta seu conhecimento no método científico e não em meras impressões ou intuições.
  • Se utiliza de palavras como "esquemas" e "categorizações", onde a categorização é um processo de subsunção (inclusão) em uma categoria, presente na formação de esteriótipos.
  • Relaciona os papéis sociais e as atitudes, afirmando que apesar de a atitude ser uma predisposição de cada sujeito, esta se forma através das interações deste sujeito nos diversos papeis sociais.

Método Experimental...
  • é o método científico de investigação social mais usado, embora não seja o único.
  • Visa estabelecer a relação de causa e efeito entre fatores situacionais e o comportamento por eles suscitado.
  • busca compreender o indivíduo e sua interação com outros indivíduos
  • busca também compreender como os comportamentos e pensamentos suscitados pela situação de interação social.
  • o investigador cria situações sociais e observa seus efeitos no comportamento individual.

As circunstâncias de sermos animais sociais, que não podem prescindir do relacionamento com o outro, faz com que nosso pensamento e nosso comportamento sejam afetados por essa realidade.

O "social" da Psicologia Social é um estudo microscópico sobre a interação de dois ou mais indivíduos, suas reações recíprocas, o pensamento que a expectativa e o contato com o outro provocam. O "Social" da Psicologia Social não é a sociedade em geral, mas sim a interação entre as pessoas.

Psicologia Social no estudo de seu objetivo específico...

Objeto de estudo: o comportamento de obediência à autoridade.

Stanley Milgram, na Universidade de Harvard, realizou uma série de experimentos destinados a estudar o comportamento de obediência à autoridade. A questão de saber se deve alguém obedecer ou não às ordens quando elas conflitam  com a consciência foi discutida desde Platão. Milgram foi o autor fundante da psicologia social nos estudos sobre conformismo.

O experimento:
O participante do estudo deveria aplicar choque em um estudante que estava sendo treinado, todas as vezes que o estudante cometesse um erro.Haviam 15 botões com intensidades diferentes de choques a serem aplicados no estudante, de 15 a 450 volts. A partir de 300 volts havia uma advertência de Perigo-choque intenso.

Resultados:
63% dos participantes obedeceram a ordem de ministrar choques de 450 volts, sem se questionar sobre o perigo do choque naquela intensidade. 
Estes alegaram que obedeceram a uma autoridade, e que a autoridade tem poder legítimo de exigir tal comportamento. Que estariam apenas cumprindo ordens, sem nenhuma responsabilidade sobre o ato.

Experimentos conduzidos por psicólogos sociais, para que se atribua responsabilidade a um ato é preciso  que se perceba a causa desse ato como sendo interna, localizada em sua pessoa, na sua vontade de agir

Philip Zimbardo, fez um novo experimento, que pretendia estudar as reações de indivíduos normais expostos a uma situação de encarceramento, para verificar o poder da situação no comportamento individual. O experimento de Zimbardo refere ao que em psicologia social se chama de influência social e persuasão e demonstra a função estruturante do desempenho de papéis sociais.

O Objeto de estudo: o poder da situação social

O Experimento:
Criou uma réplica de uma prisão no subsolo do departamento de psicologia da Universidade de Stanford. Designou 12 pessoas para serem carcereiros e 12 para seres prisioneiros. Era previsto que o experimento durasse 15 dias mas não passou nem uma semana, pois, o que era pra ser uma simulação  funcional, transformou-se num verdadeiro drama. ambos assumiram literalmente, comportamentos de prisioneiros e carcereiros, agindo violentamente, alguns depressivos, ameaças,  distorções, abuso de poder., etc. Deixaram aflorar o lado pior de suas personalidades.

Os resultados:

Se colocarmos pessoas boas numa situação infernal, a situação infernal vencerá sempre, levando o individuo a agir  a partir de traços e valores profundamente enraizados, e não socializados.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

MAX WEBER -Pensador da Sociologia

Pensamento do Weber sobre a RACIONALIADE BUROCRÁTICA que domina a vida dos indivíduos que compõe a sociedades modernas ocidentais industriais e capitalista.

Um dos grandes fundadores da sociologia, achava que deveria estudar as ações sociais como meio de entender as sociedades modernas capitalista.

O CAPITALISMO -  trouxe benefícios materiais mas despersonalizou a sociedade, produzindo um retrocesso grande a essa sociedade pela alienação.

Há na base uma racionalidade que visa apenas eficiência, numa relação de custo X benefício, onde passou a produzir grande volume de bens materiais. Para isso, criam a BUROCRACIA, forma organizada e otimizada de realizar as atividades do governo, visando a eficiência e o custo benefício.
A burocracia é utilizada por organizações hierárquicas e impessoais. exemplo o Estado, as escolas, bancos, ministérios, polícias, etc. Instituições que não ver o indivíduo como pessoa. O sujeito é apenas um número, cpf, que o identifica na sociedade. Essas organizações produzem procedimentos padronizados, aplicado a todos os individuo da sociedade.  O Estado tem que se valer da burocracia para controlar e governar a sociedade capitalista.

Com isso  essa sociedade capitalista, suplantou, colocou de lado, valores culturais, espirituais e religiosos, provocando um desencantamento do mundo o individualismo. O suicídio não é um problema individual,  mas um problema social, que surge da forma de como a gente organiza a nossa sociedade. Porém, afirma que a burocracia é algo inevitável, porque supervisiona a sociedade. A ação social passa a ser pautada pelas metas sociais. O indivíduo tem sua vida voltada para ter status social, produzir e gerar lucro ter renda, a partir das necessidades sociais. O individuo deixa de ter autonomia, está sujeito a burocracia.

AÇÃO SOCIAL - Relacionada a inteligibilidade e a vida social é vista como uma "peça" em que o individuo é apenas um "ator social"

domingo, 16 de setembro de 2018

Wilhelm Wundt - Pai da Psicologia

   Wundt cria na universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia. Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o pai da psicologia moderna ou científica.


        Desenvolve a concepção do PARALELISMO PSICOFÍSICOSsegundo a qual aos fenômenos mentais correspondem fenômenos orgânicos.

o   Por exemplo, uma estimulação física, como uma picada de agulha na pele de um indivíduo, teria uma correspondência na mente deste indivíduo.

        Para explorar a mente ou consciência do indivíduo, wundt cria um método que denomina introspeccionismo.

        Nesse método, o experimentador pergunta ao sujeitoespecialmente treinado para a auto-observação, os caminhos percorridos no seu interior por uma estimulação sensorial (a picada da agulha, por exemplo).

A PSICOLOGIA CIENTÍFICA

        berço da psicologia moderna foi a Alemanha do final do século 19.
        Wundt, Weber e Fechner trabalharam juntos na universidade de Leipzig.
        Seu STATUS DE CIÊNCIA é obtido à medida que se “liberta” da filosofia.
       
     Surgem novos padrões de produção de conhecimento, passam a:

     definir seu objeto de estudo (o comportamento, a vida psíquica, a consciência);


    delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras áreas de conhecimento, como a filosofia e a fisiologia;

         formular métodos de estudo desse objeto; 

        formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área.