Mostrando postagens com marcador Frederick Perls. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frederick Perls. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Indicação de Livro: Gestalt-terapia



Esta obra é considerada a pedra angular da Gestalt-terapia. Aguardada ansiosamente pela comunidade gestáltica no Brasil, foi publicada pela primeira vez em 1951 e reeditada em 1994 para resgatar os fundamentos teóricos sobre os quais se estrutura a Gestalt-terapia. São apresentados os conceitos básicos elaborados por Perls, Hefferline e Goodman que deram origem a toda a literatura posterior e nortearam as técnicas utilizadas na prática gestáltica.



 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Teoria de Campo e a Gestalt-terapia

  Frederick S. Perls...

  • “Minha ambição tem sido criar uma teoria de campo unificada na psicologia” (Perls apud Stevens, 1977, p. 99).
  • Mostrou a correlação entre "pensar e agir" - afirmando que quando se pensa, a pessoa está agindo em "imagem", simbolicamente.
  • propõe que as atividades mentais sejam consideradas "fantasia", e que fantasiar é agir simbolicamente.
  • no encontro terapêutico valida não apenas o que a pessoa pensa ou fala, mas também, do que e como ela faz.
  • fantasiar implica menor gasto de energia do que agir
  • Entre o fantasiar e o agir "existe uma zona intermediária 
  • — o “fazer de conta na terapia” (Perls, 1981, p. 30) — que, por meio do experimento vivido na situação presente do atendimento, colaborará para o próprio indivíduo compreender-se melhor.

  • "A pessoa poderá experimentar, na segurança do ambiente terapêutico, aquilo que suas fantasias ou ações não se arriscam a experimentar e, uma vez fazendo-o, conhecerá mais profundamente a si mesma por intermédio daquilo que viveu." (Perls)

    A teoria de campo de Kurt Lewin ...
    • O campo no qual o indivíduo está inserido possui estímulos que formam um intricado mosaico de possibilidades, cabendo ao indivíduo decodificá-las através de sua percepção.
    • Há a inclusão da realidade externa para além da realidade interna, possibilitando a ampluiação da compreensão do funcionamento globral do indivíduo.
    • se propõe a fundamentar nossa compreensão sobre como o sentido das ações de uma pessoa é algo que se coaduna à relação dela com seu meio. 
    • “meio” ou “campo” referem-se a “quando” e onde” algo pode produzir uma diferença na percepção da pessoa.
    •  a noção de tempo se apresenta como unidade situacional, com foco no presente, que se articula com os dados a ele anteriores e aponta para possibilidades futuras.
    • Visão do ser humano de forma integrada, criticando o paradigma aristotélico de visão generalizada do homem, sem levar em conta a sua individualidade.
    • considera mais um modelo de "método" do que de uma "teoria".
    a teoria de campo provavelmente se caracteriza melhor como um método, isto é, um método de analisar relações
    causais e de criar construções científicas” (Lewin, 1965, p. 51). 

    "Sobre o conceito de “campo”, que Lewin (1973, p. 29) também chamará de “espaço vital psicológico”, temos uma sintética definição: “O espaço vital psicológico indica a totalidade de fatos que determinam o comportamento do indivíduo num certo momento”, sendo dotado de duas regiões: a pessoa e o ambiente."

    As principais características da teoria de campo Segundo Lewin (1965, p. 69)...
    • o método de construção 
      • se contrapõe ao classificatório;
      • se preocupa com uma forma comparativa de analisar os problemas, organizando os dados conforme suas semelhanças
      • com base em elementos de construção como posição psicológica e forças psicológicas, é possível estabelecer afirmações sobre relações entre tais elementos ou entre algumas de suas propriedades empiricamente comprovadas.
      • é uma representação simbólica, em uma situação (posição psicológica), de uma pessoa (ou várias pessoas) sobre a qual (sobre as quais) incidem forças do campo vivencial naquele momento.
      • aspectos dinâmicos surgem no estudo das forças presentes na reaão da pessoa com seu meio.
      • interessam as forças presentes no momento da vida da pessoa para que um determinado comportamento aconteça.
      • “Em todo e qualquer processo, as forças no meio interno e externo são modificadas pelo próprio processo” (Lewin, 1975, p. 55).
      • importante é como o indivíduo experiência o que acontece no momento considerado.
      • é preciso aceirar o aspecto psicológico confrme a pessoa o percebe, ou seja, fenomenologicamente.
    Lewin (1965, p. 7) ressalta que sua preocupação, assim como a de qualquer psicólogo, é “[...] conhecer melhor e compreender mais profundamente os processos psicológicos. Este é, e sempre foi, o princípio orientador”.
    • Esse campo pode ser chamado de espaço de vida onde coexistem pessoas e o próprio ambiente. Na teoria de campo da fisica Levin propóe que as atividades pesicológicas das pessoas ocorrem num campo psicológico, formado por todos os eventos da vida de uma pessoa, do passado, presente e futuro, que influenciam o comportamento das pessoas.

    Espaço vital é formado pela interação das necessidades que as pessoas têm em seu ambiente psicológico, podendo apresentar aspectos variáveis e e diferentes conforma a histíra de vida de dcada pessoa, incluindo aí, a singularidade e subjetividade no espaço de vida de cada um.

    Observar o campo é observar as influências que o ambiente provocou numa pessoa, aquilo que a moldou e a fez agir exatamente daquela forma naquela circunstância. A relação sujeito-meio é imprescindível para a compreensão do modo de ser no mundo de cada um. dando atenção apra o momento social que essa pessao vive.  A imagem a seguir demonstra a interação entre o esapço interno e o ambiente em que se está inserido.

    Referência:
    FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima. Gestalt-terapia fundamentos epistemológicos e influÊncias filosóficas. Coleção Gestalt-terapua fundamentos e práticas. Summus Editorial. São Paulo, 2013. Capítulo 7 : Teoria de Campo de Kurt Lewin e a Gestalt-terapia

    domingo, 6 de junho de 2021

    Origem da Gestalt-terapia

     

    •  História de seu principal precursor: Frederick Salomão Perls, psicoterapueta e psiquiatra, filho de família judia qe ansceu em Berlin na Alemanha.
    • 1951 - Frederick Perls junto com Paul Goldman e Halph Hefferline lança o livro Gestalt-terapia considerado a bíblia da Gestlt-terapia.
    • Na introdução do livro tem a oração da Gestalt, trazendo a mensagem do individualismo da proposta, atraindo muitos jovens desde a época.

    Oração da Gestalt

    "Eu faço minhas coisas,você faz as suas. Não estou nesse mundo para viver de acordo com suas expectativas, e você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas. Você é você e eu sou eu.  E se por acaso nos econtrarmos, é lindo. Se não, nada há a fazer."                 

    Os conceitos que representaram as mudanças paradigmáticas na vivência diária da psicanálise que nortearam a prática gestáltica foram:
    • o ponto de vista existencial, experimental e organísmico
    • a presentificação imediata do aqui e agora
    • a noção de contato que foi substituindo a ttransferência usada na psicanálise,
    • a conceitualização do ego como o fenômeno limite em si, levando o ego para outra função de contato, identificação e alienação.
    Para Frederick Perls, o principal objetivo na terapia não seria fazer com que os pacientes aceitassem as interpretações ultrpassadas de sua história. Essa coneitualização porpiciou um espaço para que essas vivências emergissem para a experiencia, chamando atenção para o momento aatual e a simplicidade do aqui e agora. 

    Com isso as perguntas básicas da psicanálise como o que? passa a dar lugar para Como? na Gestalt-terapia, dando maior importância para a estrutura da fala, do que para o conteúdo da fala. Com isso foi possível entrar em contato com as emoções, sentimentos e sensações, percepções ocupando um espaço de atenção. E é partir dessa troca que se pode iniciar uma sessão da gestalt-terapia com qualquer material como por exemplo, um sonho, modo de sentar, o terapeuta pode se utilizar de qualquer observação para iniciar o processo terapêutico.

    Na Gestalt-terapia qualquer elemento é um núcleo do trabalho, seja ele o meio, a mensagem, a forma ou o conteúdo. Isso abre espaço para improvisar, experimentar, explicar, pois a própria vivência dos acontecimentos são consideradas por Perls a melhor experiência.

    1920 - Frederick Perls formou-se em medicina, bem relacionado entre os filósofos e psicanlistas da época. Trabalhou em Frankfurt, onde abrigava soldados com lesões cerebrais. Casou-se com Laura Perls, uma notável psicóloga e psicoterapeuta que ajudou a estabelecer a escola gestáltica de psicoterapia. Foi diretamente responsável pela criação da Gestalt-terapia.

    Início da década de 1940, Laura e Frederick Perls se uniram a um grupo de intelectuais e artistas conhecidos como o grupo dos sete. muitos acreditam que esse grupo são os responsáveis pela Gestalt-terapeuta. 

    Haviam médicos, educadores, psicanlistas, filósofos e especialistas e estudos orientais, cujas teorias  com múltiplas influências consideradas influencidoras da Gestalt-terapia como:

    • Fenomenologia, 
    • Teoria da Gestalt
    • Teoria organísmica
    • Teoria de Campo

    Devido à diversidade de formação dos sete, não era fácil conciliar as ideias, especialmente em relação ao nome do livro, ficando como Gestalt-terapia o nome do livro.



    "O ano de 1951 é considerado o marco do surgimento da Gestalt-terapia, com a publicação de Gestalt-therapy: excitement and growth in the human personality, escrito por Frederick Perls, Paul Goodman e Ralph Hefferline. (FRAZÃO, 2020, pg.11)

    Frazão (2020, pg.12) explica que a Gestalt-terapia surgiu em meio à Psicologia Humanista, que traz para a Psicologia uma nova visão de homem quando comparada com a Psicanálise e Behaviorismo, abosdagens bastante deterministas da época. 

    "A psicologia humanista enfatiza a autorrealização por meio do desenvolvimento de potencialidades humanas de crescimento e criatividade. O homem se autodetermina, interage ativamente com seu ambiente, é livre e pode fazer escolhas, sendo responsável por elas no universo interrelacional no qual vive" (FRAZÃO, 2020, pg.12).

    O livro Gestalt-terapia criado por Perls, a partir de suas ideias anotadas quando ainda vivia na Àfrica, foram bem articuladas por Goodman,  que já escrevia livros, em Nova York,  "enfatizando assim que a Gestalt-terapia não se preocupava apenas com "a cura", e sim com o desenvolvimnto do ser humano e com seu crescimento,, incluídas aí suas potencialidades" ((FRAZÃO, 2020, pg.13).

    Outro importante nome da Gestalt-terapia foi Laura Perls, que "estudara is existencialistas kierkegaard e Heidegger e os fenômenólogos Hursserle Scheler" (FRAZÃO, 2020, pg.14). 

    Goldstein foi estudioso da percepção, e "ampliou a psicologia da Gestalt para a compreensão do organismo em sua totalidade"(FRAZÃO, 2020, pg.15). Goldstein era é considerado o criador da teoria organísmica a qual, influenciada pela psicologia da gestalt, encara o organismo como uma totalidade interativa, isto é, qualquer coisa que ocorra em parte do organismo o afeta em sua totalidade, independentemente da área atingida" ((FRAZÃO, 2020, pg.16)

    Frazão (2020, pg.20) relata que houveram duas correntes quanto à disseminação da gestalt-terapia: uma, representada por Perls (1960-1970); e a outra, mais restrita a Nova Yourk, depois Europa, que procurava aprofundas as bases teóricas e filosóficas da abordagem (1970). Na década de 1980, alguns Gestalt-terapeutas trocaram o modelo tradicional de ação do terapeuta sobre o paciente por outro no qual ambos são  função do campo relacional, chamando-o de "Gestalt-terapia relacional", modelo que suscita importntes questões no campo da ética.

    "No Brasil a Gestalt-terapia começou a ser conhecida no início da ´decada de 1970, anos difíceis e sombrios em virtude da ditadura militar e da repressão"(FRAZÃO, 2020, pg.21).

    Referências:
    FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima. Gestalt-terapia fundamentos epistemológicos e influências filosóficas. Summus editorial.6ª reimpressão. São Paulo, 2020.