terça-feira, 10 de novembro de 2020

Estresse

 

Fisiologia do estresse

  • Selye foi o primeiro a usar o termo estresse.
  • Teve duas ideias importantes
    • O corpo tem uma resposta notavelemnte semelhante a muitos estressores diferentes.
    • Os estressores, às vezes, podem deixar as pessoas doentes. O estresse crônico e persistente influencia a vulnerabildiade da pessoa a doenças.
  • Pesquisadores estabeleceram conexões entre o estresse e muitas doenças físicas e psicológicas (Cãncer, cardiopatias, artrite, asma, depressaõ, etc).
O que é o estresse?
  • É parte da vida.
  • quando sobrecarrega nossos recursos de enfrentamento, o estresse pode prejudicar nossa saúde.
  • Todos vivem estresses no dia a dia.
  • Tem origem em várias vias: escola, trabalho, família, amigos.
  • Os psicólogos não encontram facilidade em produzir uma definição adequada para o estresse.
  • Os psicólogos da saúde determinanram que os estressores são eventos ou situações difíceis que desencadeiam adaptações de enfrentamento na pessoa.
  • estresse é um processo pelo qual a pessoa percebe e responde a eventos que considera desafiadores ou ameaçadores.
  • Um estressor significativo para uma pessoa pode não ser nada de mais para outra.
  • O estresse precis aser compreendido numa abordagem biopsicossocial.
Estresse
  • O estresse crônico e persistente influencia a vulnerabilidade da pessoa a doenças, e se tornou um dos grandes temas na Psicologia da Saúde.
  • Pesquisadores estabeçeceram conexões entre estresse e muitas doenças f[isicas e psicológicas.
  • O estresse geralmente ocorre em tempo real, como quando você é forçado a lidar com as demandas da escola, trabalho, da família e amigos.
  • às vezes, ele persiste por um longo epríodo, como quando a pessoa perde um ente qerido ou é forçada a se aposentar.
  • Os psicólogos da saúde determinaram que os estressores são eventos ou situações difíceis que desencadeiam adaptações de enfrentamento na pessoa.
  • O estressor é um processo pelo qual a pessoa eprcebe e repsonde a eventos que considera desafiadores ou ameaçadores.
  • Um estressos signficativo - evento catastrófico, são exemplos reais de estresse, coo estímulo e resposta. O evento desencadeia o comportamento de enfrentamento é o estressor (o estímulo) e a pessoa que tenta escapar do evento ou tenta compensar pela destruição que ela causa é exemplo de resposta.
Maneiras efetivas de lidar com o estresse:
  • Os processos biológicos que ocorrem quando sentimos estresse podem diferir um pouco conform a fisiologia singular e os níveis de atividades fisiologica de cada individuo
  • As influências psicológicas afetam a maneira comoa valiamos situações desafiadoras - seja controláveis (não estressantes) ou incontroláveis ( estressantes) com base em nossas personbalidades e experiência de vida.
  • Influências sociocuilturais singulares afetam a maneira como avaliamos o estresse oriundo de muitas fontes diferentes: catástrofes, problemas cotidianos, estresse ambiental, trabalho e família.
  • Hans SElye e Walter Cannon, introduziram o termo estresse à medicina.
  • Cannon observou que valores extremos de temperatura, falta de oxigênio e incidentes que produzem excitação emocional provocam um efeito excitante semelhante no corpo, ele foi o primeiro a chamar esse efeito de estresse e acreditacva que fosse uma causa comum de problemas médicos.
  • A partir de uma perspectiva evolucionista, tal sistema de resposta emergencial parece muito funcional e adaptativo e, sem dúvida, foi essencial para a sobrevivência de nossos antepassados em épocas em que os seres humanos enfrentavam inímeras ameaças físicas e tinham de lutar e fugir.
Como o estresse deixa a pessoa doente? 
Psiconeuroimunologia...
  • campo de pesquisa que enfatiza a interação a interação entre processos psicológicos, neurais e imunológicos no estresse e na doença.
  • refere-se a uma integração das relações entre emoções, imunidade e doença.
  • o estresse também está ligado a redução da resistência imunológica a infecções virais.

A duração do estresse
  • A capacidade de recuperação depois de uma experiência estressante influencia muito o ônus total que a experiencia exerce sobre o individuo.
A Síndrome de adaptação geral de Selye.
  • Selye contribuiu significativamente para o entendimento da relação entre o estresse e a doença.
  • Criou o conceito de "resposta nçao específica do corpo a qualquer demanda".
  • Chamou a reação do corpo ao estresse de Sindrome de adaptação geral.
Síndrome de adapatação geral possui três estágios:

Estágio 1 - Reação de alarme
  • mesma resposta de luta ou fuga de Cannon.
  • A intensidade da reação do alarme depende do grau em que oe vento pe percebido como uma ameaça.
Estágio 2 - Estágio da Ressitência
  • quando uma situação estressante persiste, a reação do corpo progride para esse estágio.
  • Excitação fisiológica permanece alta mas não tão alta como na reação de alarme.
  • há um decrescimo na capacidade do individuo de enfrentar eventos e problemas cotidianos.
  • as pessoas ficam irritadas, impacientes, mais vulneráveis a problemas de saúde.
Estágio 3 - Estágio da exaustão
  • estapa final síndrome de adaptação geral.
  • a situação estressante persiste
  • não é possível mais resistir ao estresse
  • a energia do corpo fica axaurida.
  • se continuar o estresse pode ocorrer doenças e deteriorização física.
  • pode levar a morte.
Doenças da adapatação segundo Selye:
  • reações alérgicas,
  • hipertensão
  • resfriados comuns
  • patologias mais graves causadas por deficiência imunologica.
Referências:
Psicologia da Saúde de Straub

domingo, 8 de novembro de 2020

Exclusão ou inclusão perversa?

 Exclusão

  •  é tema da atualidade, usado hegemonicamente nas diferentes áreas do conhecimento, mas pouco preciso e dúbio do ponto de vista ideológico. 
  • Conceito que permite usos retóricos de diferentes qualidades, desde a concepção de desigualdade como resultante de deficiência ou inadaptação individual, falta de qualquer coisa, um sinônimo do sufixo sem (less), até a de injustiça e exploração social.
  • complexidade e contraditoriedade que constituem o processo de exclusão social, inclusive a sua transmutação em inclusão social.
  • possui caráter ambíguo e vai além do caráter econômico, além da pobreza. Analisar a ambiguidade constitutiva da exclusão é captar o enigma da coesão social pela lógica da versão social subjetiva, física e mental.
  • Abordar a exclusão social sob a perspectiva etico-psicossociológica para analisá-la como processo complexo que  não é, em si, subjetivo nem objetivo, individual nem coletivo, racional nem emocional.
  • É processo sócio histórico que se configura pelos recalcamentos em todas as esferas da vida social, mas é vivido como necessidade do eu, como sentimentos, significados e ações.
  • Compreender as diferentes qualidades e dimensões da exclusão, ressaltando a dimensão objetiva da desigualdade social, a dimensão ética da injustiça e dimensão subjetiva do sofrimento.
  • A sociedade exclui para incluir e esta transmutação é condição social desigual, o que implica o caráter ilusório da inclusão.
  • Em lugar da exclusão, o que se tem é a dialética da exclusão/inclusão.
  • A lógica dialética explica a reversibilidades da relação entre subjetividade e legitimação social e revela o processo que liga o excluído ao resto da sociedade no processo de manutenção da ordem social.
  • Introduz a ética e a subjetividade na análise sociológica da desigualdade, ampliando as interpretações legalistas.
  • exclusão passa a ser entendida como descompromisso político com o sofrimento do outro.
  • A dialética inclusão/exclusão festa subjetividade específicas que vai desde o sentir-se incluído, até discriminado ou revoltado.
  • A subjetividade não pode ser explicada unicamente pela determinação econômica mas sim, pelas formas diferenciadas de legitimação social e individual
  • A exclusão é um processo complexo e multifacetado, uma configuração de dimensões materiais, políticas,  relacionais e subjetivas. 
  • É processo sutil e dialético pois só existe em relação À inclusão como parte constitutiva dela.
  • É processo que envolve o homem por inteiro e suas relações com os outros.
  • Nuances dos processos que mantém o excluído como parte integrante da sociedade.
  • A exclusão é cruel e a visão do futuro é assustadora.
  • descrédito atormenta o excluído tanto quanto a fome.
  • Ser otimista é acreditar na potencialidade do sujeito de lutar contra esta condição social e humana, sem desconsiderar a determinação social.
  • A utopia e a crença no sujeito da ação e na possibilidade de uma ordem social sem exclusão não remete a uma visão de happy end ou ao paradigma da redenção, comum nas ciências humanas tanto positivista quanto críticas, dos anos 60 a 80.
  • o excluído não está à margem da sociedade, mas repõe e sustenta a ordem social, sofrendo muito neste processo de inclusão social. Eles são unânimes em apontar as necessidade éticas e afetivas, em valorizar a diversidade de necessidades e sofrimentos e, consequentemente em evitar o modelo único, uniformizante, nas reflexões teóricas e nas políticas públicas.
  • Cabe às ciências humanas oferecer reflexões e pesquisas sobre as desigualdades sociais tais como as vividas por homens, determinados socialmente, mas com consciência e individualidade
Referências
SAWAIA, Bader. As Artimanhas da Exclusão, análise psicossocial e ética da desigualdade social. 2ª edição. Editora vozes, Petrópolis, 2001.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Entrevista inicial e ansiedade

 


  • Foi trabalhado a temática sobre como um psicólogo muito ansioso pode prejudicar a primeira entrevista de sua experiência profissional. Esse encontro trouxe aspectos importantes de aprendizado que precisam ser considerados ao realizar as entrevistas iniciais de seus clientes, a fim de que, a primeira entrevista seja mais eficaz no que diz respeito à qualidade da relação estabelecida entre psicólogo e o cliente.
  • Quando o entrevistador é muito ansioso, deve buscar os meios de lidar com essa ansiedade para que, ao estar em processo terapêutico possa se manter em equilíbrio, focado nos objetivos da entrevista para a qual, se dispôs a realizar. Segundo Freud (1926) apud Franco; Wondracek (2007), “O psicanalista deve constantemente analisar a si mesmo. Analisando a nós mesmos, ficamos mais capacitados a analisar os outros”. 
  •  O psicólogo deve se preparar emocionalmente para a entrevista. A ansiedade pode ser benéfica na medida em que ela possa te ajudar a realizar o trabalho.  Quando a ansiedade é descontrolada, deve-se buscar ajuda terapêutica para resolver as suas questões pessoais, e poder lidar com as questões do outro.
  • É de extrema importância que o psicólogo tenha domínio da técnica aplicada na entrevista inicial, bem como, do aparato teórico que sustenta a abordagem que escolheu trabalhar. Uma entrevista inicial, geralmente, se dá com a utilização de uma ficha de entrevista, previamente planejada, chamada anamnese. Entretanto, percebe-se que é de extrema importância que o entrevistador não fique rigorosamente preso, aos critérios da ficha de anamnese. É muito importante, especialmente no primeiro encontro, que mantenha o olhar atento para a pessoa, buscando compreender as razões que a levaram a buscar um psicólogo, demonstrando interesse em entender as suas motivações para estar ali.
  • A anamnese não deve ser vista como referencial único que tem que ser seguido a risca. Serve de orientação, para trazer ao diálogo, temas relevantes que podem não ter sido falado durante a conversa. Jamais dever ser a prioridade no sentido do seguimento rígido e mecânico da condução de uma entrevista estruturada. Sendo assim, nem sempre se consegue preencher totalmente e anamnese, o que não invalida a entrevista. O importante, sobretudo, na primeira entrevista é a relação que se estabelece entre o psicólogo e o cliente, de maneira que o cliente se sinta acolhido integralmente e compreendido pelo psicólogo.
  • O terapeuta deve ter sempre o cuidado para não enquadrar o outro no seu sistema de valores, entrando no mérito do julgamento. Se despir de seus valores faz com que o entrevistador entenda melhor o sistema psíquico do cliente, o que acontece com o outro, as relações interpessoais, suas atitudes e comportamentos numa relação empática que deve se estabelecer no setting terapêutico. É preciso estar inteiro com o outro, mantendo a escuta ativa com atenção plena nas verbalizações e ações do sujeito.
  • Quando o psicólogo vai a uma entrevista imaginando o que pode ouvir, acaba transmitindo a sua ansiedade para o cliente. Dessa forma, vai estar ouvindo o outro e ao mesmo tempo, pensando a partir de seus valores, como poderia ou deveria ser, comprometendo a eficácia do atendimento. É preciso empatia para compreender o outro, suportar ouvir as queixas, as repetições, sem pensar nos seus valores. É preciso gostar de ouvir o outro, e adquirir a capacidade de se interessar pelo que ele traz, sem pensar nas suas questões pessoais. 
  • Na primeira entrevista se supõe que ainda não há uma transferência. Ao oferecer um serviço como o de Psicologia, é preciso conquistar habilidades para estar na condição de psicólogo de forma inteira. Para isso, o psicólogo precisa desejar estar no lugar e na função que está desempenhando, para que, ocorra aí o processo de transferência.