ARTIGOS CIENTÍFICOS ALESSANDRA UZEDA E PARCERIAS
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
terça-feira, 31 de agosto de 2021
A importância da primeira entrevista
- é a porta de entrada, o “cartão de visitas” do terapeuta para seus clientes.
- troca-se muito mais do que apenas informações contratuais e queixas iniciais
- se estabelece vínculos de suporte fundamentais para o desenvolvimento do processo psicoterapêutico.
- ser a primeira experiência com um(a) psicoterapeuta;
- o preconceito presente em nossa sociedade em relação a quem busca ajuda psicológica (Isso é coisa de “maluco”!);
- o cliente ter vivido experiências desprazerosas em outras tentativas de tratamento com psicólogos, não se sentindo ouvido ou entendido
- falar de problemas n]ao resolvidos é por si só motivo de constrangimentos.
- postura coerente para realizar o trabalho
- baseia-se na visão de homem e de mundo coerente com sua abordagem de atendimento psicológico.
- "O Gestalt-terapeuta alega não curar nem condicionar — mas se percebe como um observador do comportamento real e um guia do aprendizado fenomenológico do paciente." (YONTEF (1998)
- propõe a ampliação da cosnciência na relação terapeuta-cliente.
- conhece sobre seu modo de estar em contato com o mundo, mais ela pode se permitir escolher opções mais saudáveis para ela mesma.
- por telefone, email, etc.
- Observar...
- forma como o cliente chega até o terapeuta, como por exemplo: a forma o cliente chega até o terapeuta, contato no momento da marcação da entrevista inicial, sua postura na sala de espera e como se dá o primeiro contato propriamente dito.
- Algumas perguntas que o terapeuta pode se fazer e de alguma forma encontrar as respostas, entre outras, são úteis no sentido de nortear essa busca de compreensão mais ampla desta pessoa.
- como o cliente chegpu ao terapeuta
- como se dá o contato, se há empenho, flexibilidade, disponibilidade por pare do cleinte.
- postura na sala de esera, cumpre horário, vai só ou acompanhado, como se comporta
- Que sensação tem o terapeuta no primeiro contato?
- deve facilitar esse primeiro contato para o cliente
- estar atento para as dificuldades surgidas neste primeiro contato e procurar facilitar com que o cliente possa expressar-se de acordo com suas potencialidades
- o terapeuta usa como recurso a própria relação que está estabelecendo com o cliente como termômetro para guiar a aproximação possível a cada momento.
- checar diretamente com o cliente como é para ele estar ali com uma pessoa “desconhecida” falando sobre o que o trouxe até ali.
- pode sinalizar, pontuar e trazer também os aspectos positivos do discurso do seu cliente de forma a ajudá-lo a ampliar sua visão de si próprio e de suas potencialidades, tornando muitas vezes este primeiro contato mais ameno e menos ameaçador para o cliente.
- perguntar o motivo que a trouxe até ali ou será mais interessante comentar um assunto mais leve, agradável e corriqueiro só para dar uma “aquecida”? Este é momento do rapport , em que o terapeuta busca ser acolhedor acompanhando aquela pessoa, porém tendo a noção da proposta daquele contato.
- pode checar com o cliente o que ele espera de uma psicoterapia, quais são os seus objetivos com aquele tratamento.
- Cuidar da linguagem usada com seu cliente também é muito importante.
- Nem sempre o cliente vai chegar falando livremente.
- Importante respeitar os limites do cliente sempre.
- não precisa ser rpigido.
- definir o objetivo daquele encontro
- saber que o cliente vai a terapia para pedir ajuda
- que o cliente não conhece as regras e demanda um tempo para se sentir confortável.
- verificar se tem disponibilidade para acompanhar aquele paciente.
- preparar o ambiente,garantindo conforto e segurança ao cliente.
- apresentação do terapeuta - aparência externa - como me visto, me comporto...
- previsão do tempo de sessão e administra-lo.
- deve ter clareza do valor do seu trabalho, de seu tempo e do quanto vai cobrar.
- felxibilidade ao estabelecer valores, que sejam confortáveis a ambos terapeuta-cliente.
- periodicidade do pagamento - pacotes de sessões, sessões individuais.
- ouvir com atenção a queixa que o trouxe ao consultório.
- identificar ao máximo o que o levou a buscar a terapia
- nortear a primeira entrevista, além da queixa inicial do cliente, tendo a pesquisar algumas áreas significativas da sua vida, como por exemplo: família, vida afetiva, vida social, profissão e a sua religião.
- Relação com a família
- Relações da Vida afetiva
- Relações na vida social
- Relação com a profissão
- Relação com a religião
- atneder às necessidades e possibilidades do cliente.
- o terapeuta conheça das várias formas possíveis de atendimento (individual, em grupo ou familiar) para fazer uma indicação adequada e funcional.
- indicação com o possível para aquele cliente naquele momento
- ter informações sobre os diferentes serviços de saúde existentes para a orientação ao cliente
- definir necessidades e importancia do tratamento.
- como aconterão so encontros
- regras de funcionamento na relação terapêutica
- ler as regras e assinar junto com o cliente.
Setting e contrato terapêutico na Gestalt-terapia
- Apresenta o exame dos elementos e das condições constituintes do contrato terapêutico numa perspectiva gestáltica na perspectiva de Lima Filho (1995), Aguiar (2014), Müller-Granzotto e Müller-Granzotto (2007), Rosa (2008) e D’Acri (2009).
- interessa identificar o usuário e o serviço de psicoterapia, em que o entendimento desse campo de trabalho remete inexoravelmente à clínica
CONTRATO E CONTRATO PSICOTERÁPICO
"Etimologicamente, o termo “contrato” é originário do latim contactu e significa “trato com”. Ou seja, o trato que se estabelece entre duas ou mais pessoas, em determinada ocasião e sobre determinado objeto."
"contrato terapêutico é também “um acordo entre duas [terapeuta e cliente] ou mais pessoas [grupo, casal, família etc.], para a execução de alguma coisa [psicoterapia], sob determinadas condições [cláusulas do contrato]” (D’Acri, 2009, p. 43)."
"“um trato que se faz com, de onde se deduziria que cliente e psicoterapeuta estariam definindo em comum acordo as regras e responsabilidade recíprocas que irão reger seu trabalho” Lima Filho (1995, grifo do autor, p. 77)
Aspecto diferencial entre contratos na abordagem gestáltica e nas demais:
- é a ênfase no fazer com o cliente, “em comum acordo”.
1) à necessidade de regulações objetivas do trabalho terapêutico, em que devem ser contempladas as necessidades do terapeuta;2) às necessidades de engajamento tanto de trabalho quanto emocional do paciente.
"Os elementos contratuais, além de ter coerência interna, devem ser coerentes também com as concepções filosóficas e epistemológicas da abordagem psicoterápica em que estão insertos."
Hycner (1995), menciona uma eftiva tensão, entre a dimensão objetiva e subjetiva pertinente à psicoterapia:
- como essência da prática psicoterapêutica a forte evocação de polaridades opostas, de maneira que muitas vezes se sente que irão dilacerar a sensibilidade do terapeuta, fazendo que o trabalho de psicoterapia constitua o terapeuta no campo vivo de batalha dos paradoxos inerentes à prática dessa profissão.
- a tensão entre a dimensão objetiva e subjetiva exige integração equilibrada por parte do psicoterapeuta.
- considera elementos objetivos e todos os elementos subjetivos que também o justificam, permeiam e constituem, imiscuídos nas diversas necessidades e possibilidades de aceitação, confirmação, refutação e também sabotagem de sua própria celebração e do processo terapêutico intencionado.
- enquadre não é um termo utilizado na gestalt-terapia, pois traz a ideia de forçar a algo.
- os papéis entre terapeuta e cliente não podem ser alterados, para que se efetive a psicoterapia.
- devem ser apresentados ao cliente em forma de contrato terapêutico.
- à dimensão temporal (início e término, duração de cada encontro e do tratamento, periodicidade, interrupção e férias, bem como faltas e atrasos),
- à dimensão espacial (o local e suas características)
- diz respeito ao local e a suas características, que devem ser relativamente estáveis ou fixas – as sessões ocorrem sempre no mesmo local geográfico e na mesma sala
- à dimensão relacional (sigilo, valor dos honorários, forma de pagamento e sua periodicidade, reajustes e funcionamento do processo terapêutico).
- diz respeito a sigilo, valor dos honorários, forma de pagamento e sua periodicidade, reajustes, não comparecimento às sessões e atrasos, bem como ao funcionamento propriamente dito do processo terapêutico
- manifestações relcionais na entrevista devem ser colocadas à disposição do paciente.,
- esse tipo de contrato se aplica a pacientes organizados, sem transtornos mentais graves tais que necessitem de mediação institucional ou familiar.
- atendimento individual - 50 minutos
- grupo, casal, família - 90 minutos
- fixar hora´rio e número de sessões semanais.
- dia e horário marcado propõe ideia de rotina.
- precisa ser contratualmente reafirmada para o paciente como um elemento possível e real, a despeito da discordância ou concordância do terapeuta.
- na relação dialógica buberiana a tradução dessa noção e sua operacionalização para o processo terapêutico;
- na fenomenologia e no existencialismo a fundamentação da noção dialógica, de homem e de mundo (Karwowski, 2005).
- o contrato também é uma forma de relação, um tipo de contato, manifestações de ajustamento funcionais e disfuncionais estão presentes na celebração deste (Rosa, 2008).
- deve ser assegurado ao paciente o sigilo profissional que resguarda a si e ao seu processo terapêutico contra qualquer tipo de exposição, seja ela a familiares, interessados ou não no bem-estar do paciente (pais, irmãos, cônjuges e outros) ou a instituições.
- o valor dos serviços oferecidos em psicoterapia precisa ser acordado entre terapeuta e paciente, sendo função do profissional deliberar o valor que quer receber por seu tempo de trabalho e sua flexibilidade para o fornecimento de desconto ou de negociação.
- No caso de coincidência de férias, ambos acordam um breve período de interrupção do processo, raramente superior a 30 dias.
- Reajustes com base no INPC ( Índice nacional de Preços ao Consumidor, à variação inflacionária, sem abuso.
- o não comparecimento, por qualquer motivo alegado, é considerado falta e deverá ser pago, caso não seja avisado rpeviamente.
- A desmarcação ocorre quando o paciente avisa sobre seu não comparecimento, devendo ser estabelecidos critérios para esse procedimento – por exemplo, comunicação com pelo menos cinco horas de antecedência (D’Acri, 2009). Nessas situações, pode-se disponibilizar outro horário para o cliente.
- atrasos por poarte do terapêuta deve ser reposto. Atrasos pelo cliente não são repostos.
Metáforas Terapêuticas
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